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Arrastão: Os suspeitos do costume.

"2012 vai marcar um ponto de viragem" - Vítor Gaspar, há precisamente 124 dias

Sérgio Lavos, 31.05.12

Lembram-se da efusividade com que foi recebida uma quebra menor na receita fiscal divulgada há umas semanas, quando sairam os dados relativos à execução orçamental dos primeiros quatro meses do ano? Que afinal tinha havido um extraordinário crescimento de 0,2 % da receita fiscal mais segurança social? Lembram-se? Esqueçam isso, não era nada assim. Parece que, devido a uma incorrecção - ou, de acordo com a terminologia gaspariana, um lapso - nas contas do Orçamento, houve na realidade uma quebra de 2,3% nessa receita. Coisa pouca? Não tenhamos dúvidas: o ponto de viragem está quase, quase, mas quase a ser atingido. E os 7,4% de défice registado durante este período de tempo um minúsculo escolho no caminho. Viva a austeridade além da troika.

3 comentários

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    Olympus Monstro 31.05.2012


    Ó espertalhão, e porque não falas tu desta nova do Krugman:
    http://www.guardian.co.uk/business/2012/may/30/eurozone-crisis-spain-progress-reports#block-7 (http://www.guardian.co.uk/business/2012/may/30/eurozone-crisis-spain-progress-reports)


    Paul Krugman, the Nobel-prize winning economist and Keynesian supporter, has weighed in on the Irish referendum over the EU fiscal compact, saying he would vote no.




    Speaking on the Today Programme on Radio 4, Krugman argued that Ireland could send a "helpful message" to Brussels by rejecting the proposal for closer fiscal ties across the eurozone, when they vote tomorrow.




    Krugman also attacked the UK government's austerity policy as "deeply destructive", claiming austerity could drive Britain into a depression. Full story here




    Last night, Krugnam criticised George Osborne's approach to the crisis, arguing that the Britsh government should become play the role of 'spender of last resort'.




    In a speech at the London School of Economics, Krugman said increased government spending and 'exotic' monetary policy was the best way to rise out the crisis:




    If you want to worry about debt and deficits, fine, but this is the time, to quote St. Augustine, to say 'Oh Lord, make me chaste and continent, but not yet.'"
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    Olympus Mons 31.05.2012

    Pateta, o ponto é que o Krugman antes de ter dito que “não teria feito nada de diferente da troika e do governo no caso português” era o menino dos olhos da esquerdalhada. Até cá veio receber doutoramento honoris causa concedido por três universidades (3—para não restar dúvidas de quão bom era) … quando fez a traição de dizer o que disse. Após isso… puff, como teria feito o Stalin, desapareceu da fotografia. Entendeu? 
     Um esquerdoide Cad, é um esquerdoide seja na Russia dos anos 30 seja no ambiente académico em Portugal. O fenótipo é o mesmo. Só uma curiosidade. Aliás, ele não deixa de ser Cad esquerdoide. A ultima é ter dito que se devia mentir às pessoas para elas fazerem o que governo quer… a ler. 


     PAUL KRUGMAN, NEW YORK TIMES: This is hard to get people to do, much better, obviously, to build bridges and roads and healthcare clinics and schools. But my proposed, I actually have a serious proposal which is that we have to get a bunch of scientists to tell us that we’re facing a threatened alien invasion, and in order to be prepared for that alien invasion we have to do things like build high-speed rail. And the, once we’ve recovered, we can say, “Look, there were no aliens.” Cad, esquerdoide com nobel ou sem ele!
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