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Arrastão: Os suspeitos do costume.

O exemplo

Sérgio Lavos, 07.08.12

O Insurgente, que nada tem a dizer sobre as pressões e a intromissão na soberania da Grécia ensaiadas pela Alemanha, a Áustria, a Finlândia e a Holanda, acha mal que Hollande pressione a Itália a aceitar o resgaste da UE. Parece-me natural. No fim de contas, François Hollande está a fazer tudo o que prometeu em campanha e a economia de França rapidamente respondeu de forma positiva. E a receita do presidente gaulês inclui medidas inomináveis, entre elas um imposto sobre os mais ricos que vai incidir no património e nos rendimentos, um corte de 30% nos salários dos membros do Governo, o fim de várias benesses dos governantes (carro pago pelo contribuinte, ajudas de custo, etc.) e a alocação das verbas poupadas em programas de estímulo ao emprego de jovens licenciados. Inconcebível, um Governo que se preocupa em dar o exemplo nos cortes de despesa preocupando-se ao mesmo tempo em injectar esse dinheiro em sectores da economia dependentes do Estado. Um Governo preocupado em fazer incidir a austeridade sobretudo sobre os mais ricos.

 

Ainda bem que o nosso Governo PSD/CDS não está a fazer nada disto - os carros dos governantes continuam a ser topo de gama, os salários não baixaram (e Pedro Passos Coelho até acha que os políticos não são bem pagos) e os boys continuam a entrar nos ministérios e nos institutos públicos ganhando os dois subsídios que o resto da Função Pública perdeu. Abençoado Governo de direita, que não segue a receita completamente alucinada dos franceses...

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