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Arrastão: Os suspeitos do costume.

A cratera do BPN e os nossos sacrifícios

Daniel Oliveira, 28.12.12

Soubemos este fim de semana, através de uma investigação do Expresso e da SIC, que há mais de 500 clientes do BPN com dívidas superiores a meio milhão de euros em incumprimento total. Estarão em causa três mil milhões de euros. Os maiores devedores são empresas e offshores ligados ao grupo SLN. Em particular, uma empresa de Emídio Catum e Fernando Fantasia (que pertenceu à comissão de honra de Cavaco Silva).

 

Estas dívidas são às três sociedades veículo criadas pelo ministério das Finanças, que deixaram para o Estado os problemas do BPN (o que se safava ficou para a SLN ou foi privatizado). Como grande parte destas dívidas correspondem a garantias insuficentes ou nulas, é provável que este dinheiro nunca venha a ser pago. O buraco totaldeixado pelo BPN pode chegar aos sete mil milhões de euros.

 

Uma dívida de três mil milhões, dois terços do que o governo quer cortar em educação, saúde e reformas. Sete mil milhões de buraco, quase o dobro.

 

Bem sei que o primeiro-ministro disse que ninguém ficará de fora dos sacrifícios. Mas num País que se leve a sério ninguém pode descansar enquanto todos os responsáveis por estes negócios não estiverem atrás das grades. Numa democracia madura ninguém pode aceitar qualquer sacrifício enquanto os que enriqueceram e deixaram esta cratera para os contribuintes pagarem tivere uma punição exemplar. É inacreditável, mas um dos principais arquitetos desta monumental vigarice é conselheiro próximo do primeiro-ministro e os restantes, com exceção de Oliveira e Costa, andam por aí. Só que até pagarem tudo, cada cêntimo que eu dê ao Estado é um cêntimo a mais.


Publicado no Expresso Online

5 comentários

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    Harmódio 28.12.2012

    Já ouviu falar de rotativismo certo? 
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    antonio 28.12.2012


    Já. Na agricultura!
  • Sem imagem de perfil

    Harmódio 28.12.2012

    Então sugiro que varie a leitura e opte pela História. 
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    antonio 29.12.2012

    Pois. De direito ou de facto o senhorio portugalense tornou-se de novo hereditário. Hereditariamente, porém, de nenhum modo implica autonomia...
    Desculpe, você não é o Rui Ramos, é?
    .
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