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Arrastão: Os suspeitos do costume.

O inimputável Gaspar

Sérgio Lavos, 30.04.13

 

O entendimento que Vítor Gaspar tem da democracia que o colocou no lugar que ocupa está bem espelhado na resposta que deu a Ana Drago, na audição de hoje na Comissão de Economia: "Eu não fui eleito coisíssima nenhuma!". Ora, cá está, Gaspar sabe qual é o seu papel na história de terror que o país está a viver. Não foi eleito, claro que não, foi o homem que o poder financeiro colocou a gerir a sua dívida em Portugal. Vítor Gaspar não é apenas um inimputável que está a destruir o país. Desconfio mesmo que o seu nome foi indicado pela troika para ocupar o lugar de ministro das Finanças. Encerrado numa redoma autista que faz perder a paciência ao mais santo franciscano, Gaspar prossegue o seu caminho, imperturbável. A democracia, o governo do povo, não lhe diz nada, porque não foi eleito. E irá manter a seu lado a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Alburqueque, que enquanto foi administradora da Refer realizou contratos "swap" mais gravosos para o Estado do que outros que levaram à demissão de dois secretários de Estado. Tudo perfeitamente normal, é este o estado de excepção em que vivemos.

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