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Arrastão: Os suspeitos do costume.

O défice público nos EUA está a cair mais depressa do que o previsto, até 4% do PIB

Sérgio Lavos, 16.05.13

Este artigo do Publico espanhol mostra o resultado das políticas keynesianas de Obama, fundadas no investimento público e no apoio à economia, em contraste com o austeritarismo europeu:

"A política de estímulo económico de Obama, que contrasta com a austeridade a qualquer custo imposta pela Alemanha à Europa, está a ter um efeito altamente positivo na economia norte-americana, onde as famílias estão a reduzir o seu endividamento ao mesmo tempo que aumenta a receita fiscal arrecadada pelo Estado.

 

 

O défice público nos EUA está a cair mais depressa do que o previsto, como consequência da reactivação da maior economia do mundo, e o organismo de controlo orçamental do Congresso (CBO, em inglês) calcula que foi reduzido a apenas 4% do PIB (642000 milhões de dólares), partindo dos 7% (1 100 000 milhões de dólares) registados em 2012.

 

Estes números significam uma queda superior em 203 000 milhões de dólares ao que se previa até há três meses, exactamente no momento em que os países da Eurozona estão a entrar no seu período recessivo mais prolongado provocado pelas intenções falhadas de reduzir os défices públicos através de rigorosas políticas de austeridade.

 

 

Para além disso, as política de estímulos públicos à economia aplicada pelo presidente norte-americano, Barack Obama, permitiu que a dívida privada se tivesse reduzido em 110 000 milhões de dólares durante o primeiro trimestre do ano graças a uma clara melhoria da situação financeira das famílias: o número de créditos mal parados para além dos 90 dias diminuiu dos 6,3 para os 6%, de acordo com os dados fornecidos pelo banco da Reserva Federal de Nova Iorque.

 

Agora, o CBO prevê que o défice público dos EUA continuará a cair de forma acelerada, para chegar aos 3,4% no próximo ano, e a apenas 2,1% em 2015. Em larga medida, isto deve-se ao facto do Estado estar a arrecadar mais receita fiscal em consequência dos estímulos económicos: a recuperação gerou, durante o primeiro trimestre, mais 105 000 milhões de dólares do que o previsto em impostos, tanto os que incidem sobre as pessoas como sobre as empresas.

 

A reactivação do mercado imobiliário norte-americano também permitiu que os dois gigantes do crédito à habitação, Fannie Mae e Freddie Mac (actualmente sob controlo governamental depois do resgate com fundos públicos aquando do rebentar da bolha financeira e do subprime) tenham contribuído com 95 000 milhões de dólares para os cofres do estado."

 

(Tradução minha.)

4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    EL 16.05.2013

    Perdão..
    A sua Camarada Ferreira Leite, já está na estrema esquerda?
    A diferença é a capacidade de olhar a realidade e, libertando-se dos fundamentos mais "profundos" das ideologias, pensar, analisar o que está a ser mal feito e o que está a ser bem feito...
  • Sem imagem de perfil

    Alexandre Carvalho da Silveira 17.05.2013

    Olhe sr EL, a dra Ferreira Leite pensa pela cabeça dela, eu penso pela minha. Ela até pode ter razão em algumas coisas que diz, mas não é dificil perceber que o que ela anda a fazer é um ajuste de contas com o Passos Coelho: é o caso tipico da vingança servida fria, neste caso até gelada!
    Mas se quer "capacidade de olhar a realidade", eu deixo-lhe  aqui uma "realidade para olhar", se assim o entender, a propósito do qual estou careca de escrever aqui no Arrastão e noutros locais, mas que parece não preocupar ninguém neste país, principalmente os que acham que têm "capacidade de olhar a realidade": depois da troika sair em meados de 2014 e durante os proximos sete ou oito anos, Portugal tem de pedir emprestados TODOS OS ANOS uma média de 20000 milhões de euros POR ANO, só para fazer rolar a divida publica; eu só gostava que me explicassem onde é que se vai buscar esse dinheiro e com que taxas de juros.
    Mais "capacidade de olhar a realidade" do que olhar para esta realidade, não estou a ver. O resto é converseta de comentário politico!
  • Sem imagem de perfil

    jb 17.05.2013

    Já agora tinha piada se agora sugerisse a renegociação da divida. O que esses malucos esquerdoides andam a dizer há anos. 
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