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Arrastão: Os suspeitos do costume.

O Governo mais despesista de sempre é este

Sérgio Lavos, 30.05.13

Dívida pública que poderá chegar aos 132% no final do ano. Défice a subir dos 4,4% em 2011 para os 6,4% em 2012 e atingindo os 8% no primeiro trimestre de 2013, fazendo com que o objectivo do ano - 5,5% - seja absolutamente risível. Não tenhamos dúvidas - é este o Governo mais despesista de sempre, o que está a tornar o pagamento da dívida realmente impossível. Em menos de um ano, teremos uma "reestruturação cipriota". Ah, que bonito ajustamento!

12 comentários

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    Sérgio Lavos 30.05.2013

    E atirar areia para os olhos ainda é mais feio. É claro que o que interessa é a despesa relativa ao PIB. De que interessa baixar a despesa se as receitas baixam ainda mais e o PIB vai caindo por aí abaixo? Queremos uma economia igual à de um país do terceiro mundo, com pouca despesa e com pouca receita?
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    Mário Amorim Lopes 30.05.2013

    Sim, porque colocar aqui os valores absolutos efectivos da despesa das APs e mostrar a sua descida, contrariando cabalmente a sua afirmação de que o Governo é despesista, é atirar areia para os olhos.


    Saiu-lhe ao lado, Sérgio. Acuse o Governo de outra coisa qualquer. Olhe, aumentar demasiado os impostos, por exemplo. Não o acuse é de despesismo. Despesismo foram os 25 anos passados. Pagos pelos Alemães, refira-se.
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    Sérgio Lavos 30.05.2013

    Olhe, nem por acaso. A Manuela Ferreira Leite acaba de dizer na TVI qualquer coisa como: "de que interessa reduzirem as variáveis associadas ao PIB (despesa), se o PIB está a cair mais rápido do que a redução de despesa? Precisamos é produzir mais." É isto. Se houver menos dinheiro a entrar nos cofres do estado, de que serve haver também menos a sair?
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    Mário Amorim Lopes 30.05.2013

    A conversa do crescimento económico é muito bonita, e duvido que haja alguém que não quisesse ter o PIB a crescer a 10%. Ou 5%. Ou os anímicos 1% dos últimos 10 anos já não seriam maus. Pegue aí na varinha de condão, abane-a que a coisa é capaz de resultar.


    Nos últimos 10 anos, abastados e fartos em despesa e investimento público e em crédito barato, crescemos em média 1%/ano. Estava mesmo à espera que num cenário de falência técnica, contração do crédito, consolidação fiscal e recessão generalizada na Europa estivéssemos a crescer? Mesmo?


    Ou será que sugere "estímulos"?


    Olhe, nem de propósito. Deixe-me citar-lhe Krugman [1], esse arauto do keynesianismo e da anti-austeridade: "nobody is suggesting stimulus for, say, Portugal".  E você Lavos, que pudim quer?


    [1] - http://krugman.blogs.nytimes.com/2013/05/25/europes-keynesian-problem/
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    Sérgio Lavos 31.05.2013

    Nesta altura, não era preciso estímulos. Bastaria o Governo ficar quietinho e não tirar mais rendimento aos portugueses - seja por via de impostos, seja por cortes - para a economia voltar a arrancar. Mas os cortes não vão parar e esse é que é o problema. Eu sei que a direita gostaria muito que este Governo baixasse impostos, mas no fim do dia aumentar impostos ou cortar salários vai dar ao mesmo: os portugueses ficam com menos dinheiro no bolso e a economia estagna ou cai.
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    Antonio 31.05.2013


    "Bastaria o Governo ficar quietinho e não tirar mais rendimento aos portugueses - seja por via de impostos, seja por cortes - para a economia voltar a arrancar"
     
    Sérgio, o problema esta precisamente aqui. A economia portuguesa ha 15 anos que nao arranca. Houve uma melhoria das condiçoes de vida, mais para uns que para outros é certo mas de uma forma geral ninguem discute que melhoramos, a base do endividamento, desses famosos 9 milhoes que entravam todos os dias em Portugal. Vivemos numa economia inflacionada e artificial. O PIB e a produtividade nao aumentaram na mesma proporçao que a divida. E agora isso acabou. É por isso que os rendimentos do estado, tal como a despesa, vao ter necessariamente que baixar.
    O BCE podia por a maquineta a fabricar notas, como fazem os EUA, mas isso já nao depende do Governo e veremos se realemente é soluçao.
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    Sérgio Lavos 31.05.2013

    A economia portuguesa teve crescimento à volta de 3% em 2005, 2006 e 2007. Estagnou com a crise de 2008, e já estava a crescer em 2010 (1.3), para começar a cair abruptamente a partir de 2011 com as maravilhosas políticas deste Governo. Os 9 milhões de euros por dia que entraram em Portugal foram de subsídios a fundo perdido, não foram empréstimos, e desenvolveram em 20 anos um país que estava com 50 anos de atraso em relação à maior parte da Europa. Subimos em todos os rankings, os portugueses ficaram com mais dinheiro no bolso, mais educados e com acesso a coisas com que nem sonhavam antes, como um bom sistema de saúde. Para a direita atávica, todo este desenvolvimento foi despesismo. Para mim, despesismo é o que temos agora, em que estamos a regredir em vários coisas onde tínhamos progredido, os serviços acabam e degradam-se com a contribuição do Governo e nem assim consegue parar o crescimento da dívida e controlar o défice.
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    Samuel B 31.05.2013

    Sérgio Sérgio,

    Como já lhe disseram mentir é bastante feio...

    E pare lá de mandar pedras para os olhos que essa merda dói...

    Crescimento real do PIB:
    2005: 0.8
    2006: 1.4
    2007: 2.4
    2008: 0.0
    2010: -2.9

    Obrigado Mário, por esclarecer o debate!
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    Sérgio Lavos 31.05.2013

    Mentir é bastante feio, pois é:


    http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/ine_revecirc_em_baixa_o_crescimento_do_pib_de_2010_para_13.html
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    Samuel B 31.05.2013

    Olha a casca de banana...


    Vá ver ao eurostat!!!!


    Icha!!!!
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    Sérgio Lavos 31.05.2013

    Já fui. Afinal o crescimento em 2010 foi de 1.9%, não de 1.3%, como aparece na notícia. Temos pena. Parece que está a mudar de óculos, essas lentes distorcem a realidade a favor do seu Governo.


    http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&init=1&plugin=1&language=en&pcode=tec00115
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