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Arrastão: Os suspeitos do costume.

"2013 será o ano da inversão económica" - Pedro Passos Coelho, em Agosto passado, na festa do Pontal

Sérgio Lavos, 28.06.13

Défice de 10,6%, superior ao que Portugal tinha antes da chamada da troika. E, vá lá, ligeiramente superior aos 5,5% de meta para 2013. E pertíssimo dos 7,9% de défice de 2012. Isto com mais 450 000 desempregados do que em 2011, 8 trimestres consecutivos de recessão, dívida pública quase nos 130%, mais 20% do que em 2011. Mas Pedro Passos Coelho garante que no último trimestre do ano é que vai ser, que vai haver uma "viragem da tendência económica". E o secretário de Estado do Orçamento fala mesmo em "sucesso do programa de ajustamento", evocando um célebre ministro da propaganda de Saddam Hussein que, como o exército dos EUA às portas de Bagdad, clamava pela iminente vitória das forças iraquianas.

 

Mas, enfim, haverá razões para duvidar de tal optimismo realismo? Claro que não! Com o corte de 4700 milhões que se avizinha é que a economia vai florescer, como flor no deserto depois da chuva. Tudo está a correr pelo melhor, é este o bonito ajustamento: o país destruído, milhões de portugueses na pobreza e o equilíbrio das contas públicas - recorde-se, a principal razão para a tomada de poder deste Governo - tornando-se uma miragem cada vez mais longínqua. Agradeçamos a Passos Coelho, Gaspar, Portas e Cavaco, o cartel criminoso que nos governa.

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