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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Mais relatos sobre o início do ano escolar

Sérgio Lavos, 12.09.13

Na escola EB1 de Marinhais, devido à ordem de Crato de baixar o número de turmas, há alunos do 1.º ano a frequentar turmas de 2.º ano, e uma turma em que metade dos alunos são do 4.º ano e a outra metade é do 1.º ano.

 

Em Santo Tirso a maior parte das EB1+JL não têm auxiliares de acção educativa atribuídos. 

 

Na escola de Loulé que eu mencionei ontem, todas as turmas do 1.º ciclo têm alunos de vários níveis de ensino, excepto uma do 3.º aluno, que tem apenas 11 alunos. Por concidência, nessa turma está inscrita a filha de uma das professoras da escola.

 

Há escolas que se recusam a inscrever alunos com mais de 18 anos, muitos alunos que não têm sequer lugar em escolas do agrupamento da área de residência a que pertencem, alunos que queriam frequentar o ensino profissional que não encontraram vaga e tiveram de ir para o ensino regular - isto quando Crato continua a afirmar, sem qualquer vergonha, que este tipo de ensino é a grande aposta do Governo -, múltiplas turmas com mais de 30 alunos, turmas com mais do que dois alunos com necessidades educativas especiais (chega a haver turmas com seis), e que têm mais de 20 alunos (o limite quando há alunos com este tipo de necessidade), e nenhum professor contratado foi ainda colocado, havendo milhares de turmas ainda sem professores em algumas disciplinas. No total, estima-se que 20% dos horários ainda não tenham professor atribuído (de acordo com o DN).

 

Pedro Passos Coelho já veio elogiar Nuno Crato pelo esforço que está a fazer para destruir o ensino público. Parece-me mais do que justo.

 

Adenda: pela primeira vez desde a implementação do programa de actividades extracurriculares, o ano vai iniciar-se sem que haja professores para leccionar essas actividades. Isto acontece em inúmeros agrupamentos por todo o país. Deixo aqui, a título de exemplo, um comunicado da Câmara Municipal de Évora para todos os encarregados de educação do concelho.

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