Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013
por Daniel Oliveira
"É tempo de defender Portugal de resgates que o empobrecem, desesperam e põem em perigo a liberdade e a democracia. É tempo de recusar a submissão passiva de Portugal a uma União Europeia transformada em troika permanente. Precisamos duma alternativa política que dê força e sentido prático à resistência e ao protesto. Os portugueses precisam de uma maioria para governar em nome da dignidade, da democracia e do desenvolvimento. É tempo de juntar forças. 

É possível uma alternativa política aos resgates e à austeridade e há, para isso, um programa político claro e com entendimentos abrangentes. O tempo urge e os apelos à unidade devem ter consequências. Para impulsionar a construção desta maioria democrática, as forças políticas, movimentos e pessoas que já hoje podem e querem convergir não têm de esperar por entendimentos entre toda a oposição democrática. Têm de dar passos que favoreçam a acção conjunta, desde já, no plano político e eleitoral. 

As bases programáticas da convergência já existem. A prioridade é o respeito pela democracia e pela Constituição, impedindo que os interesses da finança se sobreponham aos direitos dos cidadãos. Estamos de acordo quanto à necessidade de pôr travão à austeridade e renegociar a dívida. De impedir o sufoco de novos resgates e memorandos, com esse ou outro nome. De devolver dignidade ao trabalho, começando por actualizar o salário mínimo e garantir a negociação colectiva. De combater as injustiças na distribuição do rendimento e da riqueza, moralizando o sistema fiscal. De erradicar a pobreza. De reafirmar que a saúde, a educação e as pensões não são mercadorias e que o Estado Social não está à venda. De preservar o carácter público da água, dos serviços postais e dos transportes colectivos. 

Também convergimos na vontade de impedir que a União Europeia seja um espaço não-democrático, baseado na relação desigual entre ricos e pobres, credores e devedores, mandantes e mandados. Na necessidade de defender Portugal das exigências de um tratado orçamental, que impõe o empobrecimento, a dependência e o declínio. 

A nossa proposta é clara: desenvolver um movimento político amplo que no imediato sustente uma candidatura convergente a submeter a sufrágio nas próximas eleições para o Parlamento Europeu. 

Defendemos a constituição de uma lista credível e mobilizadora, que envolva partidos, associações políticas, movimentos e pessoas que têm manifestado inquietação, discutido alternativas e proposto acção. 

Temos como objectivo construir um movimento político que seja o mais amplo possível. Uma plataforma abrangente e ao mesmo tempo clara é realizável a partir das bases programáticas que enunciámos. Ela deve ser levada a sufrágio para lhe dar voz e força. Enquanto cidadãos e cidadãs sem filiação partidária, mas nem por isso menos empenhados e politicamente ativos, estamos prontos a fazer a nossa parte."
Abílio Hernandez, professor da Universidade de Coimbra e mandatário da candidatura Cidadãos por Coimbra; Alexandre Oliveira, produtor; Américo Monteiro, sindicalista; Ana Cristina Costa, economista e professora universitária; Ana Sousa Dias, jornalista; André Carmo, geógrafo; António Avelãs, professor e sindicalista; António Hespanha, professor universitário; António Eduardo Pinto Pereira, engenheiro; António Pedro Vasconcelos, cineasta; Boaventura de Sousa Santos, professor da Universidade de Coimbra e Diretor do Centro de Estudos Sociais; Carlos Brito, escritor e antigo parlamentar; Cipriano Justo, médico e professor universitário; Cláudio Torres, arqueólogo; Constantino Alves, padre, Daniel Oliveira, jornalista; Domingos Lopes, advogado; Eugénia Pires, economista; Fernando Bessa Ribeiro, professor universitário; Guadalupe Simões, enfermeira e sindicalista; Hélder Costa, dramaturgo/encenador; Hélio Samorrinha, consultor comercial; Henrique Sousa, investigador em ciência política; Isabel Allegro de Magalhães, professora catedrática da UNL (aposentada); Isabel do Carmo, médica, professora universitária; Isabel Tadeu, funcionária pública; Ivan Nunes, doutorando em Estudos sobre Cinema; João Almeida, assessor de vereação da C. M. Lisboa; João Arriscado Nunes, professor da Universidade de Coimbra; João Botelho, realizador; João Leal Amado, professor da Universidade de Coimbra; João Paulo Avelãs Nunes, professor da Universidade de Coimbra; Jorge Leite, professor da Universidade de Coimbra; Jorge Malheiros, geógrafo e docente universitário; José Aranda da Silva, farmacêutico; José Augusto Ferreira da Silva, advogado e vereador eleito pela candidatura Cidadãos por Coimbra; José Goulão, jornalista; José Lopes Guerreiro, consultor e ex-Presidente da Câmara Municipal do Alvito; José Luís Albuquerque, economista; José Maria Castro Caldas, economista e investigador; José Reis, professor universitário e membro da AM de Coimbra eleito pela candidatura Cidadãos por Coimbra; José Vitor Malheiros, consultor; Licínio C. Lima, professor catedrático; Luís Moita, professor da Universidade de Autónoma de Lisboa; Luísa Costa Gomes, escritora; Manuel Brandão Alves, professor da Universidade de Lisboa; Manuel Carlos Silva, professor universitário e sindicalista; Manuel Carvalho da Silva, professor universitário e investigador; Manuel Coelho, médico e ex-autarca; Manuel Sarmento, professor universitário; Manuela Mendonça, professora e sindicalista; Manuela Silva, médica psiquiatra; Mariana Avelãs, tradutora; Miguel Gomes, realizador; Nuno Artur Silva, autor e produtor; Nuno Fonseca, designer; Paulo Fidalgo, médico; Pilar del Rio, jornalista; Ricardo Araújo Pereira, humorista; Ricardo Paes Mamede, economista e professor universitário; Rui Caleiras, sindicalista; Rui Graça Feijó, investigador; Sérgio Manso Pinheiro, geógrafo e funcionário público; Teresa Medina, professora universitária; Teresa Pizarro Beleza, professora de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
Subscrever o manifesto

 


por Daniel Oliveira
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38 comentários:
Alexandre Carvalho da Silveira
Outro manifesto! Este é pela Dignidade, pela Democracia, e pelo Desenvolvimento: Defender Portugal
De manifesto em manifesto, de alternativa em alternativa, a esquerda de colarinho branco, a "Lesboa" bempensante, vai assumindo a sua irrelevância.
A gente olha para aquela lista, e  praticamente só vê nomes que como o sr  Daniel Oliveira, se fartam de criar empregos e crescimento económico com as actividades que desenvolvem.
Mal posso esperar pelas Europeias, e aposto que os dois primeiros nomes da "candidatura convergente" a apresentar ao sufrágio popular serão Rui Tavares, logo seguido do sr Daniel Oliveira, que não tenho dúvidas nenhumas fará um bom lugar em Estrasburgo. 

deixado a 17/12/13 às 19:29
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Nightwish
Deixa-me ver, é o governo que tem criado emprego! E não precário, já agora!

deixado a 18/12/13 às 15:07
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É um primeiro passo: http://lishbuna.blogspot.pt/2013/12/blog-post_3295.html

deixado a 17/12/13 às 20:10
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DO,


A intenção pode ser a melhor do mundo e os trolha, os servente de Pedreiros os operadores de caixa de supermercado,  os jardinheiros e afins tambem cabem no movimento??? Este movimentos não tem nada a ver com os pobres pois não???  Pergunto porque se tivesse sempre se encontrava um mecanico, um carteiro, no meio de tanto canudo.


Acho que os canalizadores, os sapateiros, os serralheiros, que ainda os há, já perceberam que com os António Pedro Vasconcelos (que anda de Jaguar)Boaventura de Sousa Santos, Daniel de Oliveira e afins já não vamos lá.

deixado a 17/12/13 às 21:14
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Ricardo
Bloco de Esquerda 2, a sequela.



E toda a gente sabe que a sequela é ainda pior do que o original.


Que esta crise sirva para que pelo menos os portugueses percam a ingenuidade e deixem de correr atrás de cada vendedor de ilusões que por aí aparece.

deixado a 17/12/13 às 21:25
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Por ética não devia levar um (P) lá em cima à direita como na televisão avisando que era publicidade?

deixado a 17/12/13 às 21:59
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Pr´Tótó
Qual é a diferença entre "os portugueses esperam poderem ter", da última conversa do prsilva, e o teu fado corrido?
(qu'esta coisa das vírgulas só ocupa espaço, né faduncho?).
Escolinha não te fazia mal! 


Obrigado.
Estou a tentar eliminar toda a pontuação. Foi assim que o marido da Dona Pilar que agora está em todos os manifestos ganhou uma bela maquia pelo Nobel.


Pr Tótó
Finalmente tiraste a máscara. Mas tens que de te defenir: farinheiro ou azeiteiro?
Sabes, faduncho, as palavras não são pedras
para arremessar à toa, porque quando se é curto de cerebrozinho elas acabam por ter o efeito de bomerangue!
Repito: Escolinha não te fazia mal!
Agora, faz um esforço, tenta descobrir a tua asneira.


Pr Tótó
... e a minha!

deixado a 21/12/13 às 16:59
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Anónimo
exacto.
tal como os teu comentários, que também deviam levar um (P).

(mas no teu caso era duplamente acertado, porque era "P" de publicidade e "P" de PSD)


                                                   (Independente)
Para os devidos efeitos o acima assinado declara por sua honra que não é filiado em nenhum partido democrático, bem como não professa nenhuma ideologia contrária nomeadamente o comunismo, socialismo e seus filhos bastardos.
A Bem da Nação.


what?
União Nacional versão não independente e colaboracionista...


Tem que abandonar a técnica do RX e passar para TAC's .
Falhou em toda a linha, gosto imenso que haja vários partidos, alguns não só dão cor como divertem mais do que ir ao circo.
O resto, enfim, tenho pena que se junte ao coro que todos os dias ataca quem pensa de maneira diferente.
Só faltou o "faxista".


what?
Não foi nenhum RX. Quem invocou um documento fascista e está sempre a defender a intervenção externa é o fado...


Documento fascista?!
Nessa altura para se singrar convinha estar inscrito no partido, portanto como vê eu não ia ter grande futuro.
Além de mais a declaração de bom comportamento moral e cívico (acho que era assim que se chamava) vendo bem as coisas e atendendo ao que hoje sabemos nem me parece muito obtusa, pelo contrário até tem uns laivos de patriótico.
Se (agora estou só a sonhar) o PCP já tivesse sido ilegalizado muitas desgraças teriam sido evitadas.
Talvez mesmo uma fosse essa intervenção externa ou como é que lhe chamam os "democratas" de Leste, o Pacto de Agressão.
Chegam a ser cómicos.
No tempo errado, porque como dizia o outro "não há dinheiro não há palhaços".
Mas por cá, mistério, continuam.
Melhores cumprimentos.


what?
Nada "faxista"... é só dar corda - com um patriotismo que está ao nível de Vichy... e se há palhaços é porque há dinheiro - até aumentou o número de milionários... mas também há quem actue de graça... sem RX, completamente transparente.


Muito obrigado, assim como o Mandela foi elevado a Santo neste época devemos também estar ao mesmo nível, e por isso sendo um prazer lê-lo umas Boas Festas, um Feliz Ano Novo e o Benfica Campeão.
Estes desejos são extensivos a todos os que me leem, concordando ou não. 

deixado a 24/12/13 às 14:39
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Anónimo
O filme que faltava "três D"




Produção "caviar & sobrinhos"

deixado a 17/12/13 às 22:08
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operário
pois...
gostei em particular daquela parte do "É tempo de juntar forças". 
o Ricardo Araújo Pereira está em forma

deixado a 17/12/13 às 22:20
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Rui F
Oxalá resulte...embora me pareça haver demasiados teóricos e intelectuais, pouco propensos a encarar a realidade de cada um dos Portugueses, não só dos desempregados mas dos que se estafam em trabalhar para meter o país ainda assim a mexer alguma coisa. Só vejo funcionários públicos por aí...Engenheiros, técnicos, pequenos e médios empresários, etc, continuam fora da alternativa.


O pragmatismo parece-me que continua fora das alternativas

deixado a 17/12/13 às 23:18
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JgMenos
Uma alternativa política?
Que tal começar por uma alternativa de financiamento para manter o circo abrilesco a funcionar?

deixado a 18/12/13 às 00:09
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what?
No circo abrilesco também cabem animais de outros circos - que chatice...

deixado a 18/12/13 às 18:05
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"Pirralha...eu?"

JgMenos

Tal como em Animal Farm, os porcos tomaram o poder no «circo abrilesco».

A diferença reside no facto de estes suínos serem estrangeirados e contarem com os apoios activos de répteis, abutres, hienas, sanguessugas, etc… e com os apoios passivos de melgas, invertebrados e… etc…

Mas cuidado, pois a récua desse circo pode ver o forrobodó dos que chafurdam na lama e… bem, já sabes como acaba a história, sem chaimites protectoras nem voos para a Madeira.

Cristina



JgMenos
Erro de análise!
O que distingue o «circo abrilesco» é que os porcos no poder são uma versão histriónica do comum dos suínos; a identidade é plena nas suas pequenas naturezas de crentes em almoços grátis!
Não fossem as hienas nas fronteiras e não haveria tensões na pocilga.


what?
Erro de análise! tratam-se de puros patas negras treteiros que gostam de afirmar a sua superioridade... ou outra qualquer treta retórica vazia que soe a insulto...

deixado a 19/12/13 às 00:53
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"Pirralha...eu?"

JgMenos

Erro de interpretação!

Eu referi-me aos recos do interior que obedecem, porcinamente, à miss Piggy de Berlim e aos bacoirões da alta finança… e para estes, não serve qualquer travia, pois ela está destinada aos que são menos iguais.

Por isso, é que o Coelhinho vai, no topo de gama, com o Pai Natal, ao «neo-circo-global-anti-abrilesco»…

Cristina


deixado a 19/12/13 às 13:18
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Rita
Senhor JgMenos
O senhor está aqui em trabalho para o governo, a tentar estupidificar as pessoas? Se não está tenha cuidado que o seu pensamento foge-lhe quando carrega nas teclas....


JgMenos
Menina Rita,
Tenha compaixão e não me atribua um trabalho em absoluto desnecessário...

deixado a 19/12/13 às 01:20
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Brigantino
Apenas uma pergunta: quem,actualmente na oposição, não e"oposição democrática"?!

deixado a 18/12/13 às 01:04
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what?
oposição?!

deixado a 19/12/13 às 00:54
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