Quinta-feira, 19 de Dezembro de 2013
por Daniel Oliveira

Este texto é pessoal e intransmissível. Escrito em meu nome e apenas traduzindo, como aliás é meu costume, os meus pontos de vista. É assim que eu vejo o manifesto  em que participei. Outros poderão vê-lo doutra forma. E escrevo com um aviso óbvio: sou um interessado direto no assunto, já que fui um dos promotores iniciais deste manifesto. Todo o texto deve obviamente ser lido nessa perspectiva.

 

Da mesma forma que a obsessão nacional pelo consenso nada me diz, não tenho um especial fascínio pela "unidade da esquerda". Há esquerdas diferentes, que defendem coisas diferentes e não vem grande mal ao país e ao mundo que estejam divididas. O meu problema é outro: se, sendo incapazes de se entenderem na hora de tomar algumas decisões fundamentais, isso inviabiliza que alguma vez se governe com a justiça social como prioridade fundamental do Estado. É isso, e não qualquer fetichismo pela "unidade" e pela "esquerda" que me interessa.

 

Para não ficar pelos rótulos da "esquerda" e da "direita", posso ir um pouco mais longe. E para isso vou socorrer-me do que foi escrito no Manifesto "Pela Dignidade, pela Democracia, pelo Desenvolvimento: Defender Portugal"  (de que sou, para que fique feita a devida declaração de interesses, um dos promotores iniciais): "A prioridade é o respeito pela democracia e pela Constituição, impedindo que os interesses da finança se sobreponham aos direitos dos cidadãos. Estamos de acordo quanto à necessidade de pôr travão à austeridade e renegociar a dívida. De impedir o sufoco de novos resgates e memorandos, com esse ou outro nome. De devolver dignidade ao trabalho, começando por atualizar o salário mínimo e garantir a negociação colectiva. De combater as injustiças na distribuição do rendimento e da riqueza, moralizando o sistema fiscal. De erradicar a pobreza. De reafirmar que a saúde, a educação e as pensões não são mercadorias e que o Estado Social não está à venda. De preservar o carácter público da água, dos serviços postais e dos transportes colectivos. Também convergimos na vontade de impedir que a União Europeia seja um espaço não-democrático, baseado na relação desigual entre ricos e pobres, credores e devedores, mandantes e mandados. Na necessidade de defender Portugal das exigências de um tratado orçamental, que impõe o empobrecimento, a dependência e o declínio."  Se concorda com isto, tanto me faz se se considera de esquerda ou não. Queremos o mesmo dum governo. E a isto chamam-se "bases programáticas". O programa - a forma como isto se consegue - é outra coisa e depende de muito mais do que dum manifesto.

 

Tenho assente que as convicções são importantes mas não chegam para contrariar aquilo que no jargão comunista se foi definindo como "correlação de forças". O tempo nunca se encarrega de nada, muito menos de dar razão a quem a julga ter. As circunstâncias é que determinam quase tudo e também somos nós que fazemos as circunstâncias. É com essas circunstâncias que me preocupo, porque o que me interessa não é apenas ter razão, mas que essa razão que julgo ter se converta em ação governativa. Perante o saque e a venda deste país, o que quero é um governo capaz da coragem de resistir, contrariar e encontrar alternativas ao protetorado eterno que nos é imposto. Isso tem riscos. E os portugueses só correrão esses riscos se tiverem razões para não apenas confiar no governo do país, mas sentir que são parte dele. Com o atual panorama político e os seus equilíbrios isso nunca acontecerá.

 

Como as coisas estão, o mais provável é termos, depois desta desgraça de governo, o atual líder do PS como primeiro-ministro. Ou seja, pelo menos teoricamente, estão criadas as condições para haver um primeiro-ministro de esquerda (não tenho um "esquerdómetro", por isso aceito que seja cada um a definir para si mesmo o espaço em que se considera integrado). Também sei que, se se mantiverem as atuais circunstâncias, o PS não terá maioria e muito provavelmente governará com o PSD, com o CDS ou com os dois (de que a aprovação do Tratado Orçamental ou o acordo para dar prioridade à descida do IRC em relação à do IRS e do IVA são um prelúdio). É isso que uma certa elite do regime, que se habituou a ver os seus interesses protegidos de qualquer crise, quer. E fará todas as pressões para que tal aconteça. E isso corresponde a continuar a lógica que nos está a afundar. E, de caminho, degradará ainda mais a nossa democracia, como se percebe com a experiência de bloco central de gestão da crise. na Grécia. Só que, com o resto da esquerda dispersa e pouco apelativa para o seu próprio eleitorado, o preço que o PS teria de pagar por um bloco central seria muito mais baixo do que se se arriscasse às rupturas com a lógica do memorando que entendimentos à sua esquerda obviamente exigiriam. Se não fosse por outra razão, a inércia levaria o PS para o bloco central. 

 

É por isso que nenhum polo político que queira determinar a forma como sairemos desta crise se pode relegar apenas para o protesto e para a resistência (indispensáveis) ou pode querer esperar pelo dia em que governará sozinho. Para ter força, terá de ter a capacidade de mobilização e a amplitude que permita representar um espaço político que poderia valer hoje muitíssimo mais do que vale. Para isso, a sua plataforma programática tem de ser clara (e naturalmente distinta da dos socialistas) mas capaz do compromisso e de se dirigir à cultura dum eleitorado mais moderado, mas não menos fustigado por esta crise.

 

Só acredito numa convergência de governação contra a austeridade se este polo político, forte, credível e com grande potencial de crescimento, existir e for determinante para, com o PS , o PCP e muitos sectores que, não estando tradicionalmente à esquerda, pura e simplesmente defendem a dignidade deste pais, governar. Mas não estou disposto a esperar que a "unidade da esquerda" ou coisa semelhante com outro nome aconteça por milagre. Que se junte agora o que se pode juntar agora para que haja um novo factor político que contribua para uma convergência mais larga.

 

É legitimo perguntar porque não incluo aqui o PCP. Porque tem sido o PCP a deixar claro não fazer parte da sua estratégia fazer acordos pré-eleitorais para além dos seus aliados tradicionais. É uma postura legitima que deve ser respeitada. Nunca deixando de recordar que as convergências para uma alternativa para o país contam com todos os que nela queira participar, incluindo, como é evidente, o PCP.

 

Os que resumem a política à aritmética (ignorando as profundas alterações políticas e sociais que se estão a dar em Portugal e na Europa) concluíram que se estava a propor uma aliança entre o Bloco, o Livre e uns independentes. Como os envolvidos não têm espírito de casamenteiros, o que propõem não é obviamente isso. É uma nova candidatura política, que se estreia nas eleições europeias, que recebe o contributo de várias forças partidárias existentes, do ativismo de muitas organizações sociais e politicas, mas, acima de tudo, duma enorme massa de cidadãos sem partido que quer agir politicamente. Entre esses cidadãos estarão aqueles que se disponibilizam (e, pela primeira vez, não se limitam a fazer apelos) para participar num projeto inclusivo, novo nos seus modos de fazer as coisas e credível. Foi isto que 65 promotores e, até agora, cerca de dois mil subscritores (que a eles se juntaram em menos de 48 horas) disseram, através deste manifesto. Como não são possíveis listas de cidadãos ao Parlamento Europeu (com apoio, por exemplo, de cidadãos, partidos e organizações), a solução jurídica para isto será a última barreira a vencer. O que se quer saber é se há vontade para tanto. A julgar pela rapidez com que este manifesto está a recolher assinaturas, muitos cidadãos já estão a dar a resposta.

 

Concentrar esta vontade de tanta gente apenas no nome deste ou daquele candidato não é apenas redutor. É repetir o mesmo erro de sempre. Os candidatos interessam aos eleitores e a mim também. Mas não acredito, nunca acreditei, que as mudanças que contam se façam seguindo iluminados. Pelo menos eu, que não tenho dimensão para ser seguido nem espírito bovino para seguir alguém, só estarei onde quem se candidata a quê, sendo obviamente uma questão, nunca seja a mais relevante. Vivemos tempos extraordinariamente difíceis. Temos mesmo de voltar à política. À que interessa.

 

É difícil vencer os hábitos mediáticos, sempre conservadores, em relação a novas dinâmicas políticas. Só as percebem, sempre com espanto, quando elas já se impuseram. Será difícil vencer os naturais temores de organizações já implantadas ou em momento de afirmação. Mas sei uma coisa: pela primeira vez um conjunto tão alargado de independentes se disponibilizou para ajudar a fazer nascer uma coisa destas. Pela primeira vez desde que esta crise começou, tenho, como mero cidadão (e é apenas com este estatuto e não mais do que esse que me envolvi neste manifesto) a esperança de que pode acontecer qualquer coisa diferente. Porque desta vez não se trata de criar mais um partido. Mas de mudar a tal "correlação de forças" para dar alguma esperança a este país desgraçado. Tenciono contribuir para isso. Não com mais apelos à unidade, mas com atos concretos para fazer crescer um espaço político que possa contar na determinação dos destinos de Portugal.

 

Publicado no Expresso Online


por Daniel Oliveira
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23 comentários:
Antonio Cunha
Daniel, parei de ler quando falas em defender a constituição todo o custo.


mesmo que nos leve para um buraco mais do que aquele onde estamos ?


é que vendo aquele manifesto, com o qual todos devem concordar, não percebo onde se vai arranjar guito para pagar aquilo tudo !

deixado a 19/12/13 às 10:22
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Slint
Então podes começar por ti e doar tudo aquilo que tens, até o rabo, já que estás tão preocupado em pagar uma dívida que não fizeste. 
Ou também andaste no passado a comer do tacho?

deixado a 20/12/13 às 16:12
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JgMenos
«As circunstâncias é que determinam quase tudo e também somos nós que fazemos as circunstâncias»

Eis o princípio programático do voluntarismo irrealista e demagógico!

Sendo mais claro, criemos um espaço político em que o real não seja determinante, e unamo-nos a sonhar juntos um mundo diferente deste, o qual não nos é conforme...

Mas não será esta permanente recusa do real e do possível que mantém a esquerda neste contínuo e inconsequente vociferar, criando tantas dúvidas quanto esperanças sempre desmentidas pelos factos?

deixado a 19/12/13 às 10:23
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what?
que realidade? que factos? cenas não é?


JgMenos
Que imbecilidade?


what?
a tua imbecilidade...

deixado a 21/12/13 às 13:05
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M.Almeida
O que nós temos a dizer sobre o Manifesto/Movimento 3D:

Depois de tanto escreverem sobre o nascimento dos populismos na Europa, por falta de respostas dos partidos representados na Europa, eis que o Daniel Oliveira e a esquerda chamam o "Beppe Grilo" português, de nome RAP, para entrar em cena, a fim de caçarem o votinho dos idiotas que acham que os assuntos sérios de uma sociedade se resolvem com humor ordinário e idiota. Para quem criticava os populismos, como o perigo para a Europa e o seu futuro,  eis que a nossa esquerda caviar, resolve fazer isso mesmo - populismo. É então que chama o humorista português mais conhecido da actualidade.

Para além disto, o que este projecto mostra  é que a esquerda e as suas propostas já se tornaram tão irrelevantes para a maioria das pessoas que já não consegue ir apresentar um projecto sem que tenha que dar a cara o "Beppe Grillo" de Portugal para dizer umas larachas tipo (retirado do Governo Sombra) "RAP, o que gostaria de dizer à Troika? resposta de RAP: Quando é que posso levantar as calças?" E é isto que o grupo de intelectuais da esquerda caviar vai ter de suportar para caçar votos. Lamentável, no minimo! MAs cada um escolhe a forma que quer para chegar aos lugares de decisão. Imaginem lá que o PSD ou o CDS chamavam um humorista para as suas campanhas, certamente correriam rios de tinta e foruns apelindando PSD e CDS de perigosos populistas.  Enfim , mas é de esquerda, e quem é de esquerda pode tudo, não é DO?

Depois dia parte do populismo, vamos à parte do entendimento da esquerda. Pergunta-se afinal para que serve aquela coisa do "LIVRE"? Nem um mês e meio tem e eis que surge agora o 3D. Afinal para que serviu ou serve o Manifesto que Rui Tavares e DO tanto se dedicaram? Quão desorientada anda a esquerda!

Para terminar mais uma pergunta ao Daniel Oliveira que há uma semana criticou o "Merceeiro" do Pingo Doce por dar opiniões políticas, uma pessoa, dizia, que nada percebe de política. Pergunta-se o que percebe RAP de política quando o que sabe fazer é humor? Nem uma semana e o DO e as suas opiniões ficam sem sentido. Afinal um empresário que contribui activamente para o emprego e o desenvolvimento da economia não pode opinar sobre temas políticos, e um humorista, que não é mais do que isso, já pode e deve dar opinião política. Enfim , é a esquerda, e quem é de esquerda pode tudo, não é DO?

deixado a 19/12/13 às 11:52
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Kid Karocho
O Rui Tavares cria um partido em que possa votar de consciência tranquila, O Daniel Oliveira está a trabalhar para que se crie um partido em que ele possa votar de consciência tranquila... 
Se a moda pega ainda vamos ter mais de 1000000 de partidos em Portugal. Muito bom para aliviar consciências, absolutamente inútil para resolver os problemas que a nossa sociedade enfrenta.

deixado a 19/12/13 às 12:03
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Nuno
Manifesto CAP


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deixado a 19/12/13 às 12:45
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João.
"Pelo menos eu, que não tenho dimensão para ser seguido nem espírito bovino para seguir alguém (...)"




Isto é incrivelmente estúpido. Parece uma coisa escrita no insurgente. Seguir alguém, dar razão a alguém, reconhecer em alguém capacidades necessárias que nós não possuímos não é ter espírito bovino - na verdade, hoje em dia em que qualquer idiota pensa como você o que é subversivo é a capacidade de aceitar disciplina e obediência. Isto não é abdicar da individualidade, isto não é abdicar de pensar é sim considerar que existem outros aspectos e necessidades na política do que andar a afirmar a minha individualidade. 


Eu leio o seu post idiota, cheio de "eu isto" e "eu aquilo", e pergunto, o que é que você interessa, porque é que alguém há-de votar em quem tem uma postura meramente pessoal, porque é que alguém há-de votar num estado de alma que pode mudar a qualquer momento?




Já agora, porque é que o gajo do Livre saiu do BE, o Partido pelo qual foi eleito para o Parlamento Europeu, e não se demitiu do seu lugar de deputado? Quem votou nele, votou nele enquanto representante do programa e projecto do BE, se ele sai do BE a meio do mandato deveria ter deixado o mandato. O que aconteceu é que o gajo do Livre roubou os seus eleitores, "deu-lhes a boca" como se dizia no meu tempo.

deixado a 19/12/13 às 13:52
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ricardo martins
Eu até penso que o pessoal do PCP  ou está com medo ou com dor de corno mas isso não nos deve fazer assobiar para o lado face ao que escreveu o ortodoxo Vítor Dias:


Adenda 2. 
exclusivamente técnica

 ( e que não comporta nenhum juízo sobre 
iniciativas ou personalidades nelas envolvidas)


Desconfio que, para que o assunto dure, a comunicação social só daqui por dois ou três meses vai descobrir o que expliquei aqui (http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2013/12/pormenores-insignificantes.html):a saber, que "movimentos" não podem concorrer a eleições para o P.E. ou para a A.R. ; que só podem concorrer ou partidos em separado (que podem integrar membros de outros partidos ou reais independentes como «independentes») ou coligações de partidos; ora, no caso falado, para isso seria preciso que o LIVRE chegasse  a ser partido e que fizesse uma coligação eleitoral com o BE; e, num tal caso, seria preciso que personalidades como algumas que se são faladas aceitassem candidatar-se por uma lista que, no boletim de voto, aparece identificada aos olhos dos eleitores pelas siglas e símbolos dos partidos coligados.

Adenda em 19/12 à Adenda 2:

Esclareço que no que se na Adenda 2. falta uma hipótese legal - este movimento converter-se em partido - que não considerei porque os seus promotores negaram essa possibilidade. Mas, quanto ao mais, as coisas são mesmo assim, não há nenhuma volta a dar-lhe nem há nenhuma futura criatividade que possa abrir outras vias. Apesar de ser assim como qualquer pessoa que pense nisto dois minutos terá honestamente de concluir, o que Daniel Oliveira tem a dizer a este respeito, hoje no «arrastão» e no Expresso online,  é o seguinte (sublinhado meu): «Como não são possíveis listas de cidadãos ao Parlamento Europeu (com apoio, por exemplo, de cidadãos, partidos e organizações), a solução jurídica para isto será a última barreira a vencer. O que se quer saber é se há vontade para tanto. A julgar pela rapidez com que este manifesto está a recolher assinaturas, muitos cidadãos já estão a dar a resposta.»  Como se calcula, não tenho nada a ver com este projecto político mas,  se por hipótese por ele me sentisse atraído, acharia este «depois se vê» uma coisa indecente e não gostaria de ser tratado assim.

deixado a 19/12/13 às 14:15
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Manuel pedro
Completamente desnecessário o seu comentário inicial dizendo que é parte interessada. O Daniel Oliveira é sempre parte interessada no que comenta. Aliás, o Daniel Oliveira não faz jornalismo nem comentário, faz política. É daquelas figuretas "Onde está o Wally?", ora comenta isto, ora participa num protesto, ora está numa plataforma de entendimento, ora..., ora...  Vive nas meias tintas pantanosas entre a política e o comentário, no jornalismo de causas. E tem consciência disso, não começasse habitualmente os seus escritos com uma declaração de interesses ou um flashback a crónicas antigas para demonstrar a sua coerência - ou, para muitos, justificar a enésima cambalhota. 


É esta permanente confusão entre fazer comentário e fazer política (é a segunda que prevalece) que faz de si mais um político fala-barato que vai a todas, a começar na bola e a acabar na marcha do orgulho gay. Uma espécie de Marcelo mas com menos curriculum, brilhantismo e charme. 

deixado a 19/12/13 às 15:03
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Joe Strummer

O que eu tenho a dizer sobre o Manifesto 3D:

Bem, Manifesto não foi seguramente o melhor album dos Roxy Music. Lançado em 1979 tem em Dance away o seu principal hit. Neste video da altura podemos ver o sr. Daniel Oliveira à esquerda (claro!!) do Brian Ferry
 http://www.youtube.com/watch?v=NavzcV_gRiE (http://www.youtube.com/watch?v=NavzcV_gRiE)

um incorrigivel romântico burguês que frequentemente traía a revolução pelas muchachas. (Eram as duas do genero feminino, que culpa tinha o velho Brian?!! Ainda por cima as muchachas eram muitas e a revolução só uma.)

Nesta reedição em 3D não acredito que se ganhe alguma coisa. Só marketing de editora para limpeza de fundo de catalogo. Old junk.

deixado a 19/12/13 às 17:00
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Anónimo
"Rui Tavares juntou Sá Fernandes e outras "personalidades de esquerda". Daniel Oliveira juntou Boaventura Sousa Santos e outras "personalidades de esquerda". E agora querem acordo com o bloco de esquerda. Ex-bloquistas exigem bloco da esquerda com o bloco de esquerda para combater o bloco central."

deixado a 19/12/13 às 17:52
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