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Arrastão: Os suspeitos do costume.

O mergulho

Daniel Oliveira, 15.01.05
JÁ NEM é tanto o caso do mergulho. É a novela mexicana que, com este Governo, se segue a cada caso. Um ministro vai entregar uns auscultadores usados à televisão de São Tomé. Para tão parca entrega aluga um Falcon e faz uma paragem num ilhéu paradisíaco. Depois, para se explicar, garante que foi tratar do negócio do ano para a Galp. O ministro da Galp diz que não sabe de nada. O Ministério do ministro diz que se esqueceu de avisar o ministro que outro ministro andava a tratar dos seus negócios. A Galp vem em defesa da história e informa que, no mergulho ministerial, esteve um quadro da administração da empresa. Dá-se a coincidência do referido quadro ser primo direito de Sarmento. O mundo é, de facto, pequeno.

No meio da confusão, o pleonástico ministro ameaça demitir-se de um governo demissionário. Fica-nos a dúvida: como é que o que caiu cai da sua própria queda? Mas o que Sarmento queria, e conseguiu, era obrigar Santana a engolir o seu incómodo e mostrar que na relação com o chefe quem manda é o empregado. Sendo a derrota mais do que certa, estas são as primárias para ver quem perde menos. É bom que Santana se habitue a esta ideia: até às eleições não conta com um único amigo.

Lembro-me de Morais Sarmento dizer que o magro orçamento do programa «Acontece» daria para pagar uma volta ao mundo a cada espectador. Suponho que o ministro esteja agora a cobrar o seu quinhão. Se é esse o caso, reservo já o meu destino: qualquer república caribenha me serve. Os costumes são os mesmos, o clima mais agradável.

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