Sexta-feira, 30 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira



“A vereadora da Câmara de Lisboa Maria José Nogueira Pinto (CDS/PP), titular do pelouro da Habitação Social, levou anteontem a uma reunião do executivo municipal uma proposta de regulamento para acesso de jovens a um empreendimento cooperativo no Casalinho da Ajuda que explicitamente proibia imigrantes de se candidatarem a uma casa.” (Público)
Ao bom velho estilo sul-africano explicou: “Não podemos criar misturas explosivas".


por Daniel Oliveira
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7 comentários:
spidi pon
como cidadã nacional, nascida neste país para o qual contribuo desde o início da minha vida profissional activa, acho que tenho direito a alguns benefícios sociais.
Independentemente de serem dados os plenos direitos de cidadania aos imigrantes de qualquer raça, côr ou credo, não me parece nada mal que aos habitantes portugueses seja concedida em regime de exclusividade a possibilidade de se candidatarem a habitação social, num concurso...
Aliás, esta é apenas uma pequenina possibilidade de uma benesse, porque não é dado nenhum apoio aos jovens portugueses...
E acho que é obrigação do governo o bem estar dos seus cidadãos em primeiro lugar e a criação de um sistema que lher permita ter acesso a habitação e a empregabilidade.
Não sou xenófoba, antes pelo contrário, e esta minha opinião baseia-se no facto de sentir na pele a falta de apoio do governo... se não temos para nós como podemos dar aos outros?

deixado a 19/7/06 às 12:17
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Se houvessem executivos monocolores, a proposta de concurso publico tinha passado.

Foi o José Sá Fernandes que topou o "erro", o PCP descambou-a e o PS foi atrás, com uma agressividade que não é costume. Ela teve de retirar a proposta.

deixado a 1/7/06 às 20:00
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O que é que há de incorrecto em dar preferência a cidadãos nacionais, quando está em causa o bem-estar dos residentes em Portugal e a realização de despesas com dinheiros públicos? Ou será que nada me distingue a mim, cidadão nacional, em matéria de direitos, de um ualquer estrangeiro que tenha autorização de residência em Portugal?

deixado a 1/7/06 às 15:31
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o resultado de eleger bestas disfarçadas de democratas...

deixado a 30/6/06 às 21:59
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A culpa é sobretudo dos lisboetas que elegeram este executivo. Pena é que os imigrantes que nem podem votar, tenham que estar sujeitos a esta quadrilha.

deixado a 30/6/06 às 19:09
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Manuela
Vereadora quis excluir imigrantes de cooperativa de habitação na Ajuda

João Pedro Henriques
Público

"Não podemos criar misturas explosivas", defendeu Nogueira Pinto. Só a pressão da oposição levou ao retirar da proposta

A vereadora da Câmara de Lisboa Maria José Nogueira Pinto (CDS/PP), titular do pelouro da Habitação Social, levou anteontem a uma reunião do executivo municipal uma proposta de regulamento para acesso de jovens a um empreendimento cooperativo no Casalinho da Ajuda que explicitamente proibia imigrantes de se candidatarem a uma casa.
Face a múltiplos protestos da oposição (PS, PCP e Bloco), Nogueira Pinto acabou por retirar a proposta, mas não sem antes defender a norma do regulamento do concurso em causa que o reservava exclusivamente a "cidadãos nacionais". Ontem, ouvida pelo PÚBLICO, a vereadora reiterou o essencial dos seus argumentos: "Como disse ao vereador José Sá Fernandes [eleito pelo Bloco de Esquerda], isto não é uma fruteira onde se possam meter bananas, maçãs e laranjas e dizer que está tudo bem."
Segundo acrescentou, o empreendimento em causa foi desenhado para uma "pequena burguesia urbana" - visa, no essencial, fazer regressar a Lisboa jovens que tenham saído da cidade por falta de habitação compaginável com um nível de rendimento relativamente baixo. "Isto também é política social de habitação, essa política não é só para o imigrante e o pé-descalço. Não podemos fazer misturas explosivas", disse.
No seu entender, a política de habitação para imigrantes passará antes por "disseminá-los no património imobiliário da câmara disperso pelas 53 freguesias". Assim, o que a levou a retirar a proposta foi apenas um argumento de ordem legal: "O vereador Nuno Gaioso Ribeiro [PS] tinha razão: a proposta é inconstitucional. Faço um mea culpa: não deveria ter apresentado uma proposta inconstitucional."

Campo de tiro continua
em Monsanto
Anteontem, a vereação discutiu também uma proposta do PCP que visava o fecho do campo de tiro de Monsanto. O vereador do Ambiente, António Prôa (PSD), admitiu que o campo de tiro "dificilmente pode continuar" no parque florestal, mas a proposta acabou por ser chumbada por a câmara estar por agora a estudar uma forma de conciliar "aquele uso naquele local".
O executivo municipal aprovou também por maioria a extinção da Ambelis - Agência para a Modernização Económica, e a sua substituição por uma associação sem fins lucrativos. A proposta, subscrita pelo presidente, Carmona Rodrigues, defende que o modelo jurídico da empresa - sociedade de direito privado - "não é o mais adequado ao cumprimento do respectivo objecto social, designadamente no que concerne às iniciativas programáticas de interesse para a cidade".
"O que correu mal é que esta empresa apresenta sistematicamente prejuízo. Está em falência técnica", explicou Carmona.

deixado a 30/6/06 às 17:55
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Luís Lavoura
Se ela disse isso, é verdadeiramente parva. É que hoje em dia a "mistura explosiva" existe em quase toda Lisboa. Na zona onde moro vêem-se quase tantos brasileiros como portugueses, fora também indianos e chineses. E nunca lá vi nenhuma explosão...

deixado a 30/6/06 às 16:22
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