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Arrastão: Os suspeitos do costume.

O bufo

Daniel Oliveira, 26.10.06



Não tenho nenhuma paciência para os polícias da cópia. Antes de mais, porque é fácil manipular um texto para o fazer parecer um plágio. Basta escolher as citações certas. Lança-se a acusação e quem nunca leu nem o suposto plagiador nem o suposto plagiado compra-a imediatamente. Porque todos se pelam por uma boa intriga. Se o polícia é anónimo, como é o caso, então nem devia ser lido. O bufo é o mais desprezível dos répteis. Não deve ser premiados com a nossa atenção. Mas o meu problema com as acusações de plágio, tão em voga, é mais profundo: se quem copia faz melhor do que o copiado, não entendo o escândalo. Ficámos todos a ganhar. No caso de Miguel Sousa Tavares, não o estou a ver a copiar. Imagino que goste de se imaginar um génio – ele há tipos megalómanos – e não imagino que quem assim se vê copie. Apesar de não gostar da figura, estava finalmente preparado para vir em sua defesa . Até que Sousa Tavares abriu a boca. Para dizer que escreveu «um grande livro» e para ameaçar resolver a contenda à paulada. Que trate então do assunto à sua maneira. Não me meto em desacatos de aldeia.

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