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Arrastão: Os suspeitos do costume.

E afinal, o que pensam os venezuelanos?

Daniel Oliveira, 19.11.07


Quadro publicado na revista esquerdista e pró-chavista "The Economist", a 17 de Novembro. O venezuelanos são o segundo povo mais satisfeito com a sua democracia na América Latina. Há onze anos eram metade os que manifestavam este sentimento. Eu posso achar que Chavez segue mau caminho. Mas todos os sinais dizem que os venezuelanos estão satisfeitos com a sua escolha. A democracia é isto.

E, no entanto, espero que chumbem a nova constituição obrigando a uma revisão que impeça a personalização do poder e perpetuação sem limites de Chavez no lugar. Que não desistam de ser vigilantes e de defender um regime democrático, com garantias de liberdade para a oposição. Mas não transformo esta esperança num atestado de menoridade aos venezuelanos. Nem chamo à sua vontade "ditadura".

A ler: os textos do P2 sobre Hugo Chávez. A leitura dos dois textos, um critico e outro elogioso, permite um balanço equilibrado e um pouco menos simplista da realidade venezuelana. E ajuda a compreender porque é Chávez popular no seu país (com uma melhoria significativa das condições de vida dos mais pobres) e porque é a centralização do poder na sua pessoa um perigo para a democracia. E as duas coisas não são incompatíveis e a primeira não passa a ser negativa por causa da segunda. A dicotomia liberdade-igualdade é falsa e perigosa. Não podemos defender a democracia e, em simultâneo, aceitarmos a desigualdade social extrema. Assim como não podemos combater a pobreza à custa da democracia. Mas ao falar do que se passa na Venezuela valia a pena não atirar fora o bébé com a água do banho. Sobre a Venezuela, fazia falta um pouco menos de propaganda. Leiam os textos.

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