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Arrastão: Os suspeitos do costume.

É pá, não me interpretes mal, eu não sou nenhum Arroja

Daniel Oliveira, 07.12.07
«Na minha opinião, seria bom, assim, que os homossexuais portugueses permanecessem discretos e pouco afirmativos em público, que não desafiassem em excesso a cultura que tão bem os tem tratado, tornando-se visíveis em demasia, reivindincando explicitamente direitos, ou passeando-se pelo Chiado ou pela Avenida dos Aliados com o mesmo à-vontade que eu observei em S. Francisco. Nesse dia, a cultura portuguesa não vai abdicar da sua norma para os reconhecer e, ao mesmo tempo, meter num gueto. Vai ressenti-los profundamente e reagir indignadamente contra eles.»
Pedro Arroja

A obsessão de Pedro Arroja pelo tema faz-me suspeitar que estamos perante um mirone. Mas como não quero ser insultuoso com o senhor, como ele me acusa de ser, limito-me a repetir as suas palavras, que seguramente não são ofensivas para ninguém: na minha opinião, seria bom, assim, que os arrojas portugueses permanecessem discretos e pouco afirmativos em público, que não desafiassem em excesso a cultura que tão bem os tem tratado, tornando-se visíveis em demasia.

Porque dou tempo de antena a Pedro Arroja? Porque faz muito mais pelos direitos dos homossexuais do que eu. Exibindo-se de forma tão saudável, contribuiu para uma crescente auto-censura dos homofóbicos. Ninguém quer ser comparado com Arroja.

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