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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Dar o corpo ao manifesto

Daniel Oliveira, 14.04.08

Inevitável: até já o CDS pode fazer oposição pela esquerda

Daniel Oliveira, 29.03.08
Os Centros de Saúde de Sete Rios, Benfica, Lumiar e Alvalade estão a proceder à avaliação dos médicos levando em conta a adesão a greves. Um dos parâmetros da grelha de avaliação contabiliza faltas por “greve/impedimento legal/nojo” - sendo possível chegar à identificação de quem foram os grevistas, pois o quadro inclui os números das cédulas profissionais. O CDS já pediu explicações à ministra da Saúde, alegando que está em causa o direito constitucional à greve. (no "Expresso")

Dar o corpo ao manifesto

Daniel Oliveira, 29.03.08

Infelizmente, nem tanto

Daniel Oliveira, 15.02.08
O Diogo acha que é por isto que eu apoio Obama. Saudades da Союз Советских Социалистических Республик (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, para os que, ao contrário de mim, não aprenderam a escrever em russo com cinco anos de idade).



As minhas razões são mais pequenas, com menos ambição. Mas entendo os medos do Diogo. Ele vive em pânico com o socialismo. Vê-o em todo o lado, debaixo de cada pedra, escondido em cada alçapão. Aliás, ele, como nós, vive num continente onde resistem vários estados bolcheviques. Serviço de saúde público e universal, educação universal e gratuita, Estado Providência. Tenham medo, muito medo! Não queiram viver sobre a opressão destes monstros. Não vêem finlandeses, suecos e dinamarqueses a tentar saltar a fronteira e a pedir asilo aos EUA? Cuidado com o a ditadura socialista e com os tenebrosos projectos de Josef Hussein Obama e Vladimira Rodham Clinton.

Inquérito: depois da remodelação em Portugal, as primárias democratas nos EUA

Daniel Oliveira, 06.02.08
Para a maioria dos leitores do Arrastão, a remodelação foi indiferente. Logo depois, aparecem os que concordam com a saída dos dois ministros. No entanto, há 20% que concordando com a saída da ministra da Cultura pensa que o ministro da Saúde deveria ter ficado. Apenas 8% acham que deviam ter ficados os dois e 7% acha que devia ter saído Correia de Campos e ficado Isabel Pires de Lima.

[poll=9]



O seguinte inquérito resulta da super terça-feira de ontem. Com o candidato republicano praticamente decidido, resta o confronto entre democratas. Obama o Hillary? É esta a pergunta.

Quem manda?

Daniel Oliveira, 31.01.08
No programa Quadratura do Circulo, Pacheco Pereira (cito de cor) responde que se a ministra resolvesse adiar o encerramento das urgências em Anadia à espera de uma melhor alternativa isso seria errado. Porque é simbólico. Porque as pessoas perceberiam que podem conquistar as coisas na rua. E sublinhou: mesmo que tenham razão. Ou seja, a razão das pessoas e a sua saúde não interessam para nada. Porque na política, para Pacheco Pereira, tudo se resume a uma encenação de autoridade. Mesmo que se esteja errado.

Compreendeu?

Daniel Oliveira, 30.01.08

Sócrates diz que foi "sensível aos protestos" e compreendeu "o sentimento psicológico das pessoas". Mas ao ouvir o debate no Parlamento e a entrevista ao seu número dois e clone Silva Pereira ao canal 2 fiquei com a sensação que não percebeu bem o que está em causa. As pessoas estão-se nas tintas para quem lhes fecha as urgências e os SAP. E o problema não é de comunicação, nem sequer é o estilo arrogante do ministro que parte. O problema são na realidade dois problemas: falta de credibilidade do Estado e sentimento de abandono.

A credibilidade: as pessoas não acreditam nas garantias de que as solução que estão a ser implementadas são melhores do que aquelas que têm. Não trocam o certo pelo incerto. Não é apenas conservadorismo ou imobilismo. É experiência em lidar com os nossos poderes públicos e o sentimento de que nos últimos dez ou quinze anos não pararam de perder com mudanças que os governos garantiam ser para melhor.

O abandono: o Interior tem visto fechar correios, escolas, urgências e estações de caminhos de ferro. Quando são serviços imprescindíveis acabam por ser os privados a substituir o que era público e fechou. A única coisa que parece chegar-lhes a casa são auto-estradas, para sairem de lá mais depressa. Muito do que estava a ser feito por Correia de Campos podia parecer racional do ponto de vista estatístico (muito nem isso é), mas a sensação de segurança de cada cidadão não se mede estatisticamente. E não é pura ilusão. Isso é ainda mais evidente quando falamos de saúde. Sobretudo a dos cidadãos mais velhos, que já se sentem completamente desprotegidos em tudo o resto.

Se Sócrates não pretende mudar de rumo na política de saúde não compreendeu nada e não foi sensível a coisa nenhuma. Trabalhou para os jornais e para os opinadores. Só que os medos fundados e infundados das pessoas são uma coisa muito mais profunda. É indiferente quem seja o ministro. Há forma de fazer bem: não mudar o que está bem e, para o que está pior, dar melhor antes de tirar. Ao afirmar que «não encerraremos mais urgências antes de existirem alternativas» Sócrates pode ir pelo caminho certo. Com a condição de saber que há matérias em que a confiança demora a conquistar-se e que não basta a opinião de burocratas para a garantir. Demora mais tempo do que a mudança de humor de colonistas e jornalistas.