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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Vamos ajudar Cavaco

Pedro Sales, 23.01.12

 

Cavaco Silva é olhado com desdém pelos seus vizinhos da Quinta da Coelha. É desprezado pelos ex-administradores do BPN. Os que foram para a EDP não o respeitam. Para cavaquista, Cavaco Silva é um pelintra. Vamos auxiliar este pobre reformado. Dia 24 de Janeiro, às 17h30, em frente ao Palácio de Belém, participa numa "flash mob" solidária. Traz uma moeda para o Presidente.

 

Arrastão.org

Exigências

Sérgio Lavos, 25.11.11

Se calhar, Marques Mendes, em vez de andar preocupado com os "condicionamentos" de Mário Soares a Seguro, deveria aconselhar o seu líder espiritual e presidente da choldra a não ser uma "força de bloqueio" do Governo PSD/CDS (não que me incomodem especialmente os recados do PR ao PM). Quanto é que valerá, em termos de auto-estima do PM, cada calduço dado pelo senhor da Coelha no Coelho? 

"Reestruturação da dívida da Grécia não é boa solução"

Sérgio Lavos, 22.10.11

 

Custaria muito aos jornalistas perguntarem a sua excelência, o Presidente da República, por que razão ele acha que a reestruturação da dívida é uma péssima solução? Quando finalmente parece começar a existir algum bom senso nas decisões dos líderes políticos europeus - há muito que se tinha percebido que a única maneira de não deixar cair a Grécia e o Euro seria o perdão de parte da dívida - Cavaco Silva regressa ao seu jogo de politicazinha interna, de mesquinha perpetuação do poder. Será porque, com a reestruturação da dívida, as pesadas medidas de austeridade do OE 2012 se tornariam ainda mais absurdas? Já agora, que alternativas é que (o agora tão crítico das políticas europeias) Cavaco acha que seriam eficazes no combate à crise das dívidas soberanas?

"Há limites para os sacrifícios dos portugueses"

Sérgio Lavos, 19.10.11

 

Depois de na semana passada o primeiro-ministro mais despesista desde o 25 de Abril ter alertado o mundo (e a Europa) para o número de circo da dupla Merkel/Sarkozy, agora vêmo-lo queixar-se das bondosas medidas de recuperação do país que o Governo PSD/CDS decidiu incluir no Orçamento de Estado. A evidência da acusação ("corte dos subsídios viola a equidade fiscal") já teve a merecida resposta do co-conspiracionista das escutas de Belém - na realidade, o que Cavaco pretende é proteger a sua reforma de 10000 euros, pois claro, é tão evidente. Há quem ainda vá mais longe e, num súbito assomo de hipermemória, venha recordar os tempos do Cavaco destruidor dos sectores produtivos nacionais (agricultura e pescas à cabeça) ou se insurja, num grito de revolta, contra o silêncio do presidente nos casos da Madeira, das PPP's e das regras de atribuição de pensões. Esta revolta provoca em mim um misto de satisfação (finalmente vejo blogues que não são de esquerda a falar da herança de destruição deixada por Cavaco primeiro-ministro) e de surpresa; não é que bastou uma criticazinha às fabulosas medidas de Gaspar e do seu amigo tenor para que o caldo se entornasse, a tampa saltasse e a paciência se esgotasse a esta gente? Mais calma, meus amigos, mais calma; como se não conhecessem a esfíngica figura, o homem que paira sempre um palmo acima do comum dos mortais, nunca hesitando e raramente se enganando. Que interessa a Cavaco o futuro do país ou o destino do pobre Coelho? O ego fala mais alto, e não é com este Coelho, de quem ele nunca gostou, que a sua imagem será beliscada. O país estará arruinado daqui por três anos; mas, do meio dos escombros, uma figura emergirá para nos iluminar: "Eu bem vos disse, bem vos disse, já em 2011: há limites para o sacrifício dos portugueses..."

Ele fez, é certo, mas não é o único

Sérgio Lavos, 18.09.11

 

A defesa de Alberto João Jardim que tem sido ensaiada pela maior parte dos comentadores e bloguers de direita assenta num único pressuposto: o governante madeirense limitou-se a fazer o mesmo que José Sócrates antes dele, aumentando a dívida e ocultando números às entidades oficiais. Tal fraqueza na argumentação da direita é bem reveladora da ausência de alternativas ao regabofe que tem sido habitual na política portuguesa. Quando se tenta defender a tibieza do PSD - Passos Coelho e Cavaco Silva à cabeça - perante o desplante e o descalabro madeirense com acusações a anteriores governantes, está-se a legitimar a ilegalidade e o crime. Porque os que se lembram de Sócrates agora são os mesmos que andaram a pedir a cabeça do antigo PM durante anos e anos. Os pecados de Sócrates não limpam a pouca vergonha do conselheiro de estado. O argumento mais débil que se pode arranjar é desculpar-se com os outros. Para além disso, esconder do Governo central despesas astronómicas dificilmente se poderá comparar ao camuflar da dívida pública com receitas de origem dúbia. O que é grave nos eventuais crimes de Alberto João não é a má gestão dos dinheiros públicos; é ter ocultado desvios de fundos que não sabemos onde terão ido parar. Deste elefante na sala, o PM dificilmente poderá livrar-se; e o silêncio de Cavaco confirma a moral que lhe conhecemos. Uma moral feita de conivências e anuimentos perante os desaforos e as ilegalidades que a trupe laranja tem cometido. Se Cavaco não é culpado directo dos crimes do BPN e de Alberto João, é seguramente cúmplice da situação. E um dos principais culpados do desvanecimento moral a que o país está submetido.

Notícias da Casa da Coelha

Sérgio Lavos, 26.08.11

Belém apoia imposto extra sobre altos rendimentos e exclui bens patrimoniais. Exclui bens patrimoniais? A sério? Quando fala em bens patrimoniais, está a falar daqueles que não se podem depositar em contas offshore, por evidentes dificuldades logísticas, não é isso? Chega a ser comovente, tanta generosidade do nosso presidente...

O polvo

Sérgio Lavos, 02.08.11

 

Havia quatro potenciais compradores do BPN. O governo PSD/CDS, através de uma Caixa Geral de Depósitos recheada de novos boys dos dois partidos, quer negociá-lo em regime de exclusividade com o BIC, cujo presidente é Mira Amaral, antigo ministro de um dos clientes mais famosos do BPN, Cavaco Silva. Para além dos 40 milhões que o BIC afirma ir pagar, metade dos funcionários irão ser despedidos. Entretanto, um dos compradores que foram preteridos, o NEI, vem dizer que nunca fez uma oferta que fosse inferior a 100 milhões de euros (sim, 60 milhões mais do que é proposto pelo BIC), e que a proposta seria sempre vantajosa para os trabalhadores. Excluído à partida, este grupo de investidores vem falar agora de uma luta de David contra Golias. Julgo que ninguém poderá ter dúvidas sobre a natureza deste negócio. A história do BPN é uma mafiosa pescadinha de rabo na boca, um vaivém criminoso entre PS e PSD que rapinou ao Estado (que somos nós, não esquecer isto) incontáveis milhões. Fundado por figuras do PSD, ligadas aos governos de Cavaco Silva, fez crescer a fortuna de muitos durante os anos de bonança financeira, recorrendo a empresas fictícias offshore e a ilegalidades várias. Quando estava prestes a afundar-se, o governo PS decide esbanjar erário público na sua recuperação, dando razão ao ditado: o crime compensa. E o círculo completa-se, já com o PSD no poder, com a venda, aparentemente ruinosa para o Estado, a uma instituição financeira ligada a outra figura do PSD cavaquista, Mira Amaral. Portugal há muito que se tornou uma metástase da Sicília, e ninguém parece interessado em acabar com a doença. Só não vê quem prefere não ver. E em terra de cegos...