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Arrastão: Os suspeitos do costume.

O crime continua

Daniel Oliveira, 20.05.08



O médico Fernando Nobre, presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), disse hoje à agência Lusa que as autoridades da Birmânia recusaram a entrada dos elementos da AMI que pretendiam auxiliar as vítimas do ciclone. Para Fernando Nobre, as autoridades birmanesas recusam a ajuda para não se conhecer a verdadeira extensão da tragédia e porque temem o contacto do seu povo com organizações ocidentais.

"Na quinta-feira, a embaixada da Birmânia em Roma enviou-nos uma resposta escrita dizendo que não precisavam da nossa ajuda e que se necessitassem pediam" informou Fernando Nobre, lamentando que em 24 anos de ajuda humanitária é a primeira vez que o auxilia é recusado. Uma vez que a AMI "não pode saltar de pára-quedas com a ajuda às costas", a organização está a ponderar enviar uma ajuda financeira de 10 mil euros, transferindo o dinheiro para o arcebispo de Rangum. "Penso que a única forma de ajudar por agora seja através da Igreja Católica", comentou Fernando Nobre.

Esta semana, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, vai deslocar-se à Birmânia para discutir as questões da ajuda internacional às vítimas do ciclone Nargis.

Sobre a Birmânia, Fernando Nobre já dissera que «em 30 anos de intervenção humanitária nos quatro cantos do mundo, nunca tinha sido confrontado, como agora, com um governo tão ignominioso para o seu povo».

Esquerda.net

Pornografia

Daniel Oliveira, 11.05.08

Na Birmânia, com milhares e milhares de pessoas a morrer, o povo sedento e esfomeado é obrigado a votar num "referendo". Ao mesmo tempo, grande parte da ajuda humanitária não pode entrar. A que entra é efeitada com fitas com os nomes dos generais da Junta e na televisão são eles que aparecem a distribuir a comida enviada pelos estrangeiros. «Vimos os comandantes regionais a colocarem os seus nomes nas caixas que transportavam a ajuda vinda da Ásia, afirmando que era um presente deles e que eles é que estavam a distribuir na região», denunciou Mark Farmaner, director da Campanha Burma Free.

Façam, mas sem barulho

Daniel Oliveira, 25.10.07