Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
por Miguel Cardina

Diz o Tiago Mota Saraiva com muita clareza e ainda mais acerto:

 

Camilo Lourenço é apenas mais um que tenta demonstrar que levámos uma “vida fácil”, neste caso, “vida de alcoólicos”.
Nos meus momentos mais bonzinhos tendo a pensar que esta visão é toldada pelas dificuldades em ver o país a partir das janelas do seu automóvel de vidros fumados. Será que Camilo Lourenço não se apercebe que a maioria contraiu empréstimos para garantir necessidades básicas, como por exemplo, a habitação? Será que não se apercebe que um empréstimo não é um favor que a banca presta, mas uma prestação de serviços? Será que não se apercebe que durante o período que classifica de bebedeira havia centenas de milhar de pensionistas que não auferiam o valor mensal mínimo para se alcoolizarem condignamente? Será que não se apercebe que a maioria dos portugueses tão ou mais qualificados que Camilo Lourenço não auferem por ano o que um banqueiro aufere por semana?

 


por Miguel Cardina
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Domingo, 23 de Outubro de 2011
por Sérgio Lavos

Gestores de topo com pensão vitalícia para ex-políticos. São mais de 400 antigos políticos (só não estão incluídos no rol membros do BE) que beneficiam de uma benesse revogada em 2005 pelo Governo PS. Entre eles, um dos padrinhos da nação, Jorge Coelho, e um dos homens da Coelha, Dias Loureiro, que já veio dizer, com o maior desplante do mundo, que não prescindirá da subvenção vitalícia. Recorde-se que estamos a falar de alguém que, se este fosse um Estado de Direito, já teria sido julgado por crimes de colarinho branco que têm custado milhões que saem do bolso dos contribuintes. Há de facto um limite para os sacrifícios dos portugueses.

 

(Miguel Macedo, esse, abdicou do seu subsidiozinho. Mas fê-lo esperneando, que 1400 euros sempre são 1400 euros. Sim, é mesmo légau, o subsídio, e só dele prescinde para não o chatearem mais. É esta a massa de que são feitos os nossos governantes: a legitimidade moral é um conceito alienígena e apenas cedem quando são pressionados pela opinião pública. E sim, claro que num país verdadeiramente democrático ele se teria imediatamente demitido. Assim como José Cesário, que se mantém calado. Como, já agora, continuam os blogues de direita.)


por Sérgio Lavos
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Sábado, 6 de Agosto de 2011
por Pedro Sales

 

Aparentemente, alguém na Jerónimo Martins pensou que divulgar um plano da empresa para garantir comida e apoio social a 1100 dos seus trabalhadores seria uma boa manobra promocional. Em tempos de crise económica, quem demonstrar as melhores credenciais sociais parte na posição da frente no ranking da boa vontade dos fregueses.

 

Aparentemente, ninguém na Jerónimo Martins parece ter parado para reparar que uma empresa ter nos seus quadros 1100 pessoas que, trabalhando, não conseguem sair da miséria mais absoluta, pagar as despesas de alimentação e saúde diz mais sobre os salários praticados pela mesma do que da incapacidade congénita dos seus trabalhadores (desculpem, queria dizer colaboradores) em gerir o seu dinheiro.

 

Segundo um dos responsáveis por este grupo retalhista, um dos mais lucrativos em Portugal, as 1100 pessoas em causa revelam um “elevado desconhecimento dos mais elementares princípios da gestão de um orçamento doméstico", e, como tal, decidiu tomar em mãos o assunto. Aumentar os salários que, de acordo com o sindicato, se ficam em média por uns indigentes 540 euros na empresa? Nada disso. Ensinar quem pouco mais ganha do que o preço do aluguer de uma pequena casa em Lisboa ou no Porto a saber gerir os seus rendimentos. É preciso topete.

 

Mas não deixa de ser sintomático constatar que nenhum dos vários jornais em que este plano é noticiado faz uma menção - breve que seja - ao valor médio do salário na Jerónimo Martins, nem pergunta a quem de direito como é que se gere sapientemente um orçamento familiar com essa quantia irrisória. Pelo contrário, o director do jornal I, o tal que quer que os seus colunistas escrevam de graça, deu-lhe nota 20. E este é o ponto mais relevante desta história. O clima social criado com a crise, aliado a um condicionamento ideológico, mediático e semântico onde não existem trabalhadores nem despedimentos, conduziu à desvalorização social do trabalho ao ponto em que uma empresa trocar salários dignos pelo racionamento de vales para as despesas de alimentação ou saúde passou não só a ser uma atitude normal, mas passível de ser explorada comercialmente pelo seu departamento de marketing.

 

Todas as crises revelam as suas oportunidades. Os empresários deste cantinho, fartos dos baixos salários que usaram como principal argumento concorrencial, entreviram na persistência da austeridade um momento chave de mudança cultural e social que lhes garante a oportunidade de tornar as suas “práticas sociais” num chamariz comercial. Supostamente, devemos estar todos agradecidos à magnifiência de quem, pagando miseravelmente a quem trabalha mais de 40 horas, num trabalho desgastante e por turnos, ainda instala uma sopa dos pobres dentro de portas.

 

Quando nenhum jornalista faz o seu papel e publica a história como ela vem contada no press release, vemos até que ponto essa mentalidade está enraízada. Mas, verdade seja dita, com o que as empresas de comunicação social hoje pagam aos seus “colaboradores”, não seria de espantar que quem assina a notícia apenas suspirasse por um plano igual na sua redacção.


por Pedro Sales
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011
por Miguel Cardina

Passos Coelho: «ninguém pede ajuda para ficar pior.»


por Miguel Cardina
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Quinta-feira, 10 de Março de 2011
por Miguel Cardina

 

Cavaco Silva, o homem que governou o país durante uma década, apelou ontem à promoção de um grande "sobressalto cívico". Pedro Passos Coelho, a nossa versão aprumada do extremismo neo-liberal, afirma no prefácio a um livro que compila "ideias" de empresários e gestores que "os jovens têm razão nas suas queixas". Com o andamento da coisa, ainda veremos José Sócrates na manifestação deste sábado a gritar contra os malandros que ganham 600 euros e têm contrato de trabalho. Devidamente ladeado, como é óbvio, por Rui Pedro Soares, um jovem empreendedor vítima da inveja nacional, e Vitalino Canas, um quadro qualificado que exige estabilidade laboral no seu posto de provedor das empresas de trabalho temporário.


por Miguel Cardina
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011
por Miguel Cardina

Escrevi abaixo que Cavaco Silva tem optado nos últimos dias por uma estratégia marcada pela vitimização e pelo populismo, dando alguns exemplos. Não tinha ainda ouvido as declarações feitas pelo candidato do PSD e do PP em Coimbra, que raiam o insulto à democracia. E não falo do incentivo à manifestação das escolas privadas, depois de ter promulgado o diploma. Falo da afirmação chantagista de que, na situação económica e financeira em que Portugal se encontra, "prolongar a campanha tem custos muito elevados". E que tal ser um nadinha mais consequente e propôr a suspensão da democracia - por seis ou muitos meses? Poupava-se uma dinheirama.


por Miguel Cardina
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
por Pedro Sales
João Proença, líder de uma central sindical que convocou uma greve geral contra o impacto das medidas do Orçamento de Estado, defende a aprovação do Orçamento de Estado...

por Pedro Sales
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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
por Pedro Sales


por Pedro Sales
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