Sexta-feira, 19 de Julho de 2013
por Sérgio Lavos

 

Rui Costa repete Joaquim Agostinho em 1969 e ganha duas etapas no mesmo Tour, hoje em alta montanha. Temos herói.

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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

 

Desde já, o homem destes Jogos Olímpicos é David Rudisha. Recorde do mundo numa prova (800m) que costuma ser táctica nas grandes competições, mas que atingiu um nível superlativo graças ao queniano, com sete atletas a baterem os seus recordes pessoais (entre eles, dois recordes nacionais) na cola do vencedor. Um contra-relógio em busca de um lugar na História. Vontade de fazer "algo de extraordinário" nos Jogos, em vez de apenas limitar-se a ganhar a final, como disse o grande Sebastian Coe. Nada a ver com a actuação de Usain Bolt, que desligou o turbo nos últimos metros da final dos 200 metros, evitando que uma marca de relevo fosse atingida, e cortou a meta com uma arrogância que desrespeita os outros atletas - atitude que ele já tinha ensaiado nos Jogos de Beijing. O ideal grego não passa só pela supremacia atlética - Rudisha provou ser um humano mais perfeito do que Bolt.

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por Sérgio Lavos
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Domingo, 5 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

 

Diz-se que a caneta pode ser mais poderosa do que a espada. Mas se derem essa caneta a um cretino, o mais provável é ele espetar-se com ela. Ou então escrever crónicas como Alberto Gonçalves faz, semana após semana, no Diário de Notícias.

 

Esta semana, Gonçalves decide fazer coro com os taxistas deste país e dedica-se a esmiuçar a carreira dos olímpicos portugueses. É de resto hábito comum, o destes colunistas: falarem do que não sabem. Não duvido de que o único desporto que este Gonçalves alguma vez terá praticado terá sido a fuga ao calduço dado pelos colegas desportistas que o perseguiam no recreio do Secundário. Contudo, isso não o impede de ter uma opinião sobre um atleta como Marco Fortes, há muitos anos e de longe o único lançador de peso português de nível internacional, finalista em vários campeonatos europeus e mundiais. Não o impede de uma vez mais insultar o esforço de Fortes e dos outros atletas. Quase todos amadores que chegaram a um nível olímpico acessível a muito poucos. Com provas de classificação em todas as modalidades ou mínimos pedidos pelas federações em muitos casos mais exigentes do que os mínimos olímpicos internacionais, definidos pelo Comité Olímpico Internacional.

 

Veja-se o caso sintomático de Clarisse Cruz. Ontem conseguiu classificar-se para a final dos 3000 metros obstáculos, onde estarão apenas 15 atletas. Na corrida de apuramento, caiu a meio da prova, mas levantou-se a tempo de se apurar e bater o seu recorde pessoal por 10 segundos, acabando a prova a sangrar das duas pernas. Clarisse é, claro, amadora. Funcionária da Câmara Municipal de Ovar, costuma treinar em horário pós-laboral. Mesmo assim, conseguiu chegar a uma final na qual apenas estão presentes profissionais ou amadoras apoiadas por países que estimulam o desporto amador como nunca aconteceu por cá. 

 

Como Clarisse Cruz, há outros casos semelhantes na delegação portuguesa. Por exemplo, a sétima classificada da maratona, Jéssica Augusto, apenas se tornou profissional há três anos. E apenas quando se tornou profissional começou a ter resultados de relevo internacional, entre eles uma medalha de bronze num campeonato da Europa, também em 3000 obstáculos, e um título europeu de corta-mato. Graças à posição obtida anteontem, Jéssica será uma das atletas apoiadas para os próximos Jogos Olímpicos, recebendo a fabulosa quantia de 1000 euros mensais do Estado português, o valor da bolsa atribuída a atletas classificados até ao 8.º lugar nestes Jogos - e isto se o Governo entretanto não cortar este apoio*.

 

De quatro em quatro anos, a mesma história: jornalistas rondando os atletas como vampiros à procura da glória da medalha. Durante quatro anos, conquistas em mundiais e europeus destes atletas são apenas notas de rodapé em serviços noticiosos. Mas de repente, estes homens e mulheres que se preparam com todas as dificuldades inerentes ao desporto amador, transformam-se em depositários de todas as esperanças da pátria. E a esperança é uma medalha, a mais difícil das conquistas. A injustiça de tal pressão sobre os atletas apenas é comparável à idiotice de comentadores como Gonçalves, que nunca fez, nem fará, tanto por Portugal (ou por si próprio) como Marco Fortes ou a atleta que não compareceu a uma regata de vela por estar, imagine-se, grávida de três meses.

 

O que Gonçalves também não sabe - nem nunca tentará saber - é que estes atletas, e todos os atletas olímpicos que se seguirão, irão continuar a trabalhar no duro, a competir entre os melhores, superando-se a cada treino feito depois de sair da fábrica, a cada apuramento para campeonatos mundiais ou europeus, a cada medalha, ignorando - olimpicamente - o que Gonçalves (e outros da mesma jaez) diz. O espírito dos Jogos Olímpicos é isto. Mas, sinceramente, não espero que alguém que se atreve a tirar sarro da morte de Francisco Lázaro mereça perceber tal coisa. A cada qual o seu Inferno pessoal.

 

*O mesmo Governo que já tratou de reduzir as horas da disciplina de Educação Física no Ensino obrigatório, mostrando assim que não tem a mínima intenção de apoiar o desporto escolar, uma das principais forjas de atletas em qualquer país do mundo. Sobre o mesmo tema, ler estas declarações de Mário Santos, chefe da Missão aos Jogos Olímpicos de Londres.


por Sérgio Lavos
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
por Sérgio Lavos

 

Calhou uma vez mais estar de férias durante o Tour. Não vou tecer considerações (não tenho jeito para bordados) sobre as suspeitas de doping que perseguem os grandes ciclistas nem a monumental vaia que Contador ouviu durante a apresentação da prova. Toda a gente sabe que os franceses facilmente cedem ao prazer da irascibilidade, e por isso - mais o Flaubert, o Godard, o Camus e o Zidane - lhes devemos perdoar. Adiante. Parece que este ano vai haver montanha a sério. Andy Schleck is my man, se sabem do que estou falar. Como não é o Djokovic nem o Nadal. Gostaria de ter visto este um escocês ganhar Wimbledon, mas não foi desta que Andy Murray superou os seu complexo de inferioridade perante a musculatura do sobrinho do central do Barcelona de Cruyf. Mas o ténis é um jogo de meninas (como maradona e David Foster Wallace se esforçaram por provar). O ciclismo é aquela coisa da glória e da superação e da absoluta verdade de que apenas se poderá ganhar recorrendo a meios ilícitos. O problema não é este ou aquele ciclista serem suspeitos de alguma coisa; o problema é que parece não haver outra maneira de lá chegar, ao topo. A dúvida paira sobre todos, como num filme de Hitchcock. Mesmo os que nunca são apanhados. E isso deixa-me vagamente chateado; por exemplo, aborrece-me que aquele que parecia o mais puro talento surgido nos últimos anos, o herdeiro de Marco Pantani, tenha entregue a alma ao Diabo e o corpo a várias transfusões de sangue, e por duas vezes seguidas. Ricardo Ricco sprintando serra acima era um espectáculo do outro mundo. Mas... como diria Gregory House, "a vida não é justa", e por vezes a glória vai parar aos lutadores com grande capacidade de fintar as equipas anti-dopagem. Enfim, só me lembro disto porque revi hoje um episódio da série no qual é tratado um grande campeão americano pelo médico. E claro, esse grande campeão americano dopa-se. E no fim, safa-se. É a vida.

 

Enquanto vou, eticamente dividido, assistindo na Eurosport ao excelente relato da Volta (bela dupla de comentadores aquela, por vezes complementada por um francês irascível chamado Olivier* - ou será um belga? - que não se importa de ser o saco de pancada dos outros dois), espero pelos primeiros jogos da pré-época. Confesso que a satisfação de ver partir Villas-Boas rumo a melhores paragens foi um pouco atenuada quando foi revelado o nome do novo treinador - Pinto da Costa terá algo na manga, ao escolher alguém chamado Vítor Pereira para o lugar. Resta-me esperar que meia equipa seja vendida - e quando escrevo "meia", refiro-me ao João Moutinho e ao Falcao, os outros podem ficar - e acreditar cegamente nos três ou quatro defesas-esquerdos que Jorge Jesus vai testar no lugar do Fábio Coentrão. Tirando isso, está tudo bem com o Benfica; temos jogadores suficientes para ter duas equipas a disputar o campeonato (haverá maneira de autorizar uma alteração nos regulamentos?) e o pelotão de avançados em linha de espera para substituir Cardozo dá-me razões de sobra para confiar numa boa campanha na Taça da Liga. Isso e os dois Salvios (ou Ramires, como preferirem), os dois Di Maria (Gaítan e a maravilha que sobrou do Barcelona) e os três defesas direitos que não irão tirar o lugar a Maxi Pereira. No entanto, confesso sentir um pouco de inveja do adversário (?) da Segunda Circular. É tempo do Benfica começar a apostar noutros mercados; queremos um Thadeus von Rumpelstiltskin no ataque; um Varsaj Snhjors no meio-campo; e esperanças sul-americanas a treinar na Academia (ah, esperai, isso já temos). 

 

Jogos contra equipas da terceira divisão suiça: um must de qualquer pré-época, para compor as bombásticas capas da Bola e ajudar ao entusiasmo dos milhões de benfiquistas que vivem no Seixal. Pelo andar da carruagem, talvez nem sobre muito tempo para espreitar os Mundiais de atletismo, lá para Agosto. O Verão é longo - e a pilha de livros habitual uma vez mais não será desbastada. Boas férias desportivas.

 

*Informado por dois comentadores, alterei o nome do francês, que afinal não é francês, é monegasco, essa raridade antropológica. Claro que teria bastado ir ao site da Eurosport para descobrir isso. Mas uma regra de ouro dos blogues é não investigar demasiado - a não ser que se escreva sobre coisas demasiado sérias. De qualquer modo, obrigado aos dois, LF e Mike.


por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010
por Sérgio Lavos


O Bruno decide, e bem, lembrar a situação vivida por Jorge Costa quando Co Adrianse passou pelo FCP, a propósito de Nuno Gomes. Poderia recordar também a história de amor interrompido entre Vítor Baía e José Mourinho, alguns anos antes, na mesma agremiação - com um breve prelúdio barcelonesco. Mas as lágrimas de Nuno Gomes têm uma explicação mais prosaica: a morte do pai; e uma mais poética: o fim de uma carreira. Dois fins, uma bola dividida com um guarda-redes momentaneamente desajeitado, e um golo celebrado por uma generosa multidão de adeptos que reconhece os seus nos bons e nos maus momentos. Diga-se que nem tudo serão rosas; a marca registada do avançado, o "falhanço à Nuno Gomes" - que ele, de resto, não deixou de acolher com um sentido de auto-ironia raro em desportistas, quando aceitou participar num anúncio televisivo em época de Mundial que glosava a expressão - deixou muitos amargos de boca pelo caminho e alguns cabelos arrancados ao mais paciente. Mas há, claro, a irracionalidade disto tudo. O carinho que lhe fomos dispensando ao longo dos anos, num misto paternalista de esperança e de resignação, teve a sua justa retribuição em algumas épocas bem conseguidas e atingiu um ponto alto no Europeu de 2000. No meu caso, o que me ficará da carreira de Nuno Gomes será, acima de tudo, aquele golo marcado à França, de fora de área, que me fez acreditar que poderíamos finalmente chegar a uma final e ganhar alguma coisa. É suficiente? A retórica é inútil, e nem será necessário repetir o cliché futeboleiro - o futebol é feito destes momentos - para dar de barato que aquela é a marca de Nuno Gomes: quando menos esperamos, ele supera-se e decide jogos.

Na última frase, hesitei sobre o uso do tempo verbal. Presente ou passado?  O presente de um jogador de futebol prolonga-se durante um tempo mais curto do que o comum dos mortais. Mas cada instante de glória, provisória, passageira, acabará por ficar gravado, se não na memória, pelo menos nos arquivos de uma qualquer estação de televisão que se encarregará, no futuro, de repetir jogos de campeonatos antigos. As lágrimas de Nuno Gomes, em nome do pai, seriam também as lágrimas de uma raiva final, quase de um mau melodrama, um dos últimos momentos de aplauso no estádio que o viu falhar e conseguir em igual medida. A Nuno Gomes, poeticamente, nunca terá deixado de se aplicar o lema de Samuel Beckett: "Tudo desde sempre. Nunca outra coisa. Nunca ter tentado. Nunca ter falhado. Não importa. Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor." É mais do que suficiente. Presente.

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Domingo, 7 de Novembro de 2010
por Sérgio Lavos
De cada vez que Jesus inventa, dá no que dá (Liverpool é o outro exemplo). Fazer isso com uma equipa sem confiança é suicídio; os jogadores precisam de saber que todos os adversários têm a mesma importância, chamem-se FCP ou Arouca.

Ou então, andaram a semana toda a treinar golfe e saiu-lhes futebol na rifa: bem jogado, directo, pressionante, qualidades que o Benfica apresentava a época passada e parece ter esquecido.

Uma época deitada fora na pré-época; demasiados erros na definição do plantel; desmotivação de jogadores importantes como David Luiz e Saviola.

Quanto ao golfe, parece que há quem continue a gostar de praticar essa modalidade lá para cima. Regionalismos, que querem? Tudo normal, de resto. A direcção do clube dos golfistas merece este tipo de adeptos.
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Com a benção do grande Johnny Cash.
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por Sérgio Lavos
Manda o desportivismo felicitar o adversário quando ganha, e eu aproveito para me antecipar. No jogo de amanhã, tudo está a favor do Porto. O Benfica vai, provavelmente, apresentar a sua segunda equipa. Creio que a inteligente estratégia inaugurada pelo Leiria pode ter feito escola, e não me surpreenderia que todos os clubes passassem a jogar no Dragão com as reservas. Dizem que poupar jogadores no Dragão é duplamente saudável: refresca os titulares que descansam, e também revigora os clubes. Quando se sabe gerir o esforço é outra coisa. Além disso, o árbitro será Pedro Proença, que é benfiquista (como Vale e Azevedo), e é o célebre inventor do penalty inexistente de Yebda sobre Lisandro López, há dois anos.

Talvez Proença e Vilas Boas possam, no fim do jogo, trocar algumas impressões acerca da actividade de detectar penalties que mais ninguém vê, da qual são ambos orgulhosos praticantes. De acordo com o jornal Semanário Privado de 26 de Agosto de 2009 (que só li para não ser excluído da discussão pública), Pedro Proença é também referido na escuta de uma conversa entre Pinto da Costa e Pinto de Sousa. Pinto da Costa pergunta ao amigo quem vai ser o árbitro de determinado jogo do Porto, e Pinto de Sousa responde, referindo-se a Pedro Proença: «É o que a gente combinou». O futebol português pode ter muitos defeitos, mas do ponto de vista da organização é irrepreensível: quase tudo está combinado. Mais: o Benfica tornou a preparar-se de forma deficiente para o jogo. Como se viu em Coimbra, bola na mão na área do Porto é bola na mão; bola na mão na área do adversário é penalty, o que constitui urna vantagem inestimável para os portistas. A ártica maneira de contrariar esta vantagem do Porto é reforçar o plantel com jogadores manetas, e o Benfica teima em não o fazer. Por outro lado, a equipa volta a apresentar-se no Dragão apenas com os onze jogadores, e não com onze jogadores e onze caddies. É indigno que tenham de ser os próprios futebolistas a apanhar as bolas de golfe.

ACADÉMICA e Porto encontraram-se na semana passada para jogar urna modalidade desconhecida, e o resultado final foi a vitória do Porto. Surpreendentemente, os três pontos obtidos contaram para o campeonato de futebol. Foram várias as pessoas que dis seram que o jogo não se deveria ter realizado, mas compreende-se a decisão de não adiar. Se o jogo tivesse sido adiado, o Porto chegaria ao encontro com o Benfica com apenas quatro pontos de avanço. Se se realizasse na data prevista, poderia chegar com sete. Valia a pena arriscar. (Ler o resto aqui.)

A crónica de Ricardo Araújo Pereira, ontem na Bola.
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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010
por Sérgio Lavos


Acabei de perder mais uma declaração do Presidente da República ao país (a que eu mais lamento foi aquela sobre o estatuto político, ou jurídico, ou lá o que foi, dos Açores), mas parece que ele terá dito que espera haver um entendimento entre PSD e PS. Imagino que a ideia de "magistratura activa" passe por estas intervenções que apenas excitam os fãs da linha dura e um ou outro doido que, por manifesta ausência de concorrência, acha Cavaco a quinta essência do estadista, uma espécie de Churchill mais magro e abstémio. Cavaco tem o mérito de ter dado o empurrão inicial ao país na direcção ao abismo, conduzindo-o pelas maravilhosas auto-estradas que romperam a paisagem nacional e nos colocaram na cauda do desenvolvimento europeu. Não serei eu a retirar-lhe esse mérito, e certamente que a sua campanha, sem outdoors mas com um assinalável excesso televisivo, não irá deixar de vincar a sua vocação bartlebyana, entre o silêncio e o vazio de ideias, ponderando nos bastidores o melhor caminho para a sua (mediana) glória.

Não terá sido tempo perdido, portanto, aquele que passei a ver o Benfica-Paços de Ferreira, e apercebi-me de que passou uma semana sem notícias da frente vermelha. Vocês sabem que eu sei que vocês sabem que eu sei que o Benfica encaixou três jogos medíocres de seguida, dos quais perdeu um, com uma equipa a sério, o Lyon, e ganhou os outros dois, parecendo embalar numa sequência vitoriosa. Descontada a influência da recuperação para a vida de Roberto - e resta saber se esta recuperação também se estenderá ao futebol -, o grande factor de sucesso (bela expressão da modernidade) nestas últimas semanas tem sido a fraqueza dos adversários. O que pode ser um problema; como se viu em França e na Alemanha, falta ainda alguma qualidade e bastante classe para enfrentar os adversários mais difíceis. As contratações serão um caso a estudar: Gaítan é o quê? Um médio-esquerdo? Um número dez? Saberá fazer um passe de risco, um centro decente? Grandes questões que acentuam a inexistência de César Peixoto enquanto verdadeira alternativa a Fábio Coentrão (como a clonagem parece ser ainda uma utopia, continuaremos a vê-lo apenas ou como defesa ou como médio; apesar de por vezes parecer que faz os dois lugares ao mesmo tempo). O Benfica tem sido, nos últimos jogos, uma equipa segura na defesa e pronta a cometer um hara kiri a cada momento na zona do meio-campo (talvez o jogo de hoje seja a excepção). Resta-nos esperar que surjam lances como o de Aimar - mas será que Jesus sabe que apenas aparecem em situações excepcionais, geralmente acompanhadas de sinais de presença divina, como dilúvios anunciados que põem a nu a ineficiência do Presidente da Câmara de Lisboa? Não sei, mas sei que, tão surpreendente como as folhas das árvores caducas caírem no Inverno entupindo as sarjetas de Lisboa, é a eficácia constante do FCP a cada campeonato; portanto, a pergunta obrigatória é esta: o que terá passado pela cabeça da direcção e do treinador que terá levado a uma tão má preparação desta época?

Mas, de qualquer maneira, já sabemos: o mundo pode mudar em quinze dias.

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Domingo, 24 de Outubro de 2010
por Sérgio Lavos
A ressurreição de Cristiano Ronaldo. Um nascimento de uma estrela - Özil. E o brilho de um mediano jogador de futsal na melhor equipa do mundo (sim, cada vez tenho mais saudades de Di Maria). Alguém duvidava de Mourinho?
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Terça-feira, 5 de Outubro de 2010
por Sérgio Lavos


1. O mistério do penalty invisível

André Villas-Boas revela-se; não como génio da bola nem como a segunda vinda de Mourinho, mas sim como vulgar adepto de visões místicas e de outras injustiças dos árbitros. Expulso aos oitenta minutos, depois de um segundo amarelo (justo) a Fucile, vem pedir à TVI, em plena conferência de imprensa, as imagens do tal lance evidente, lançando a suspeita de uma qualquer cabala. E a SIC Notícias, na hora, fez-lhe a vontade e mostrou. Dois minutos antes da expulsão, uma bola a saltitar entre cabeças, e aí está ele, o penalty; ficamos agora à espera da próxima conferência de imprensa, antes do jogo da Taça, para a qual está prometido o pedido de desculpas do treinador em caso de equívoco; ou então, a revelação das imagens, quem sabe se captadas num qualquer mundo paralelo, do maldito penalty invisível. Lembremos a frase: "Queremos o mesmo sentido de culpabilização". Sintomático. E, acima de tudo, ridículo.

2. O regresso do xoninhas de Braga

Já o treinador do Futebol Clube do Porto B voltou a acanhar-se na luz. E a perder. E a queixar-se no fim não sei muito bem do quê (não havendo nenhum caso de arbitragem para comentar). O quê? Sim, é verdade, o tempo perdido pelo Benfica depois de ter marcado o seu golo. Isto depois do clube por ele treinado ter estado até essa altura a jogar à defesa e a queimar tempo - através do seu guarda-redes, nas substituições, nos lançamentos de linha lateral, etc., etc. Agora, já não tenho dúvidas: o senhor que parece treinar o SC Braga não é mesmo avançado pura classe que eu vi passar pelos relvados portugueses na década passada.

3. Um mal-amado será sempre um mal-amado

Mas o homem da jornada é, sem dúvida, Carlos Martins. Pela bela exibição, mais uma. Pelo golo, claro. Mas sobretudo pela raiva com que foi festejado. E pela bela bofetada de luva branca no sr. seleccionador, que em tempos decidira dispensá-lo do Sporting. Na semana em que estas questões antigas foram esquecidas - e muito bem fez Paulo Bento - a prova de que a chamada é mais do que justa.

Quanto ao resto, ainda falta muito. Não esquecer duas coisas: a derrota a meio da semana. E a presença de Kardec, que tornou o futebol do Benfica bastante mais fluido. Esperemos que ambas as lições sejam aprendidas.

Adenda: Olhando para as declarações do capo maximo, fico a pensar: será que a Cosmos ainda oferece viagens aos árbitros portugueses? É disso que ele está a falar?
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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
por Sérgio Lavos


Apesar da avalanche de ridículos cartões amarelos - o que Airton levou, por ter sido empurrado por um adversário, só pode ser uma má piada -, o Benfica começa a provar que Jesus terá alguma razão ao queixar-se da ausência dos jogadores na pré-época. A gripe passa, já se tinha visto em Guimarães as melhoras, mas o sr. Benquerença achou que ainda não era daquela. Foi desta.

Sobretudo graças à colocação de Coentrão a ala esquerdo, impedindo as subidas de João Pereira. Até César Peixoto pareceu ser, a espaços, um jogador de futebol como deve ser. Mérito de Jesus, claro, assim como na mudança de atitude da equipa, pressionando desde a grande área adversária, percebendo que o Sporting joga melhor na posse de bola do que na transição.

Aimar perdeu-se - a irregularidade do costume - Carlos Martins é, cada vez mais, um exemplo de benfiquismo que deve ser levado a sério - curioso que se note quase sempre nos jogos contra o Sporting -, Javi cresce e Saviola precisa apenas de mais precisão na definição das jogadas.

Cardozo, claro, fez as pazes com os adeptos. Não sei se por conselho da equipa técnica ou directiva, a redenção começou quando pediu desculpas no final do jogo contra o Hapoel. Os dois golos de hoje foram a consequência prática desse pedido de desculpas. Para uma alguma coisa sirvam os assobios dos adeptos aos jogadores: não se duvide de que a raça mostrada hoje pelo paraguaio foi a resposta a esses assobios.

Quanto ao resto, e a julgar pela exibição incompetente do sr. Xistra, nada se espere de novo para o jogo do FCP amanhã, contra o Nacional. Quando um dos mais proeminentes mangas de alpaca do capo maximo da Costa, o cavalheiro Pôncio, promete que as coisas vão mudar - como o fez no final da época passada -, podemos ter a certeza de que fala a sério. Só nos resta então continuar a lutar contra 14 adversários dentro de campo (e mais alguns fora). Baixar a guarda é proibido.
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Sábado, 18 de Setembro de 2010
por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
por Sérgio Lavos
Madaíl tenta Mourinho para dois jogos.

E não há por aí um ex-Presidente da República que possa dar um saltinho aos States para tentar convencer o senhor da Casa Branca a fazer uma perninha como Primeiro-Ministro cá do burgo? Bastariam dois meses, sabendo que muitos consideram Obama o Mourinho da política.

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Terça-feira, 31 de Agosto de 2010
por Sérgio Lavos
"Lamento tudo o que se está a passar".

Jogadores lamentam ausência do seleccionador.

A primeira afirmação de Gilberto Madaíl, lavando as mãos como um Pilatos enterrado até ao pescoço na fossa séptica em que se tornou o caso Carlos Queiroz, é vergonhosa. Neste momento, enquanto a selecção prepara o primeiro encontro da fase de apuramento para o Europeu, o melhor seria que tudo ainda piorasse mais. Queiroz não partirá, por muito que Laurentino Dias e a cabeça do polvo queiram. E chegou a um ponto em que manter a dignidade significa recorrer a todas as possibilidades de ordem jurídica de modo a prolongar o caso durante o maior período de tempo possível. Ninguém sai limpo, por muito que Queiroz deseje lavar a honra. E a última coisa com que todos os envolvidos estão preocupados é o futuro da selecção ou do futebol nacional. O último a sair que puxe o autoclismo (mas desconfio que vamos ter de levar com o mau cheiro durante muito, muito tempo).
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Domingo, 29 de Agosto de 2010
por Sérgio Lavos


O Benfica, que parecia ter tudo preparado para avançar para outros voos, foi parado por uma ave rasteira, um Roberto que trouxe a equipa de volta à terra. O atleta parece ter-se perdido pelo caminho, preso nas redes de um negócio que Luís Filipe Vieira deveria explicar muito bem a todos os benfiquistas, mas veio à tona contra o Vitória de Setúbal, essa instituição benemérita desde 2009 (8-1 foi o ponto de partida, não esquecer isso).

A terceira jornada começa a definir posições: um Porto forte, um Sporting à procura de um pinheiro e um Braga comandado por um Domingos que, pese embora hesitações de personalidade do passado, parece ser o verdadeiro herdeiro de José Mourinho. E com esta proclamação espero concretizar a maldição associada - todos os que assim foram definidos acabaram perdidos numa qualquer quinta dimensão fundada por Luís Campos.

Roberto não merece o poleiro, nem com penalty falhado por Hugo Leal - o Moreira deve ser um dos benfiquistas mais mal tratados das últimas décadas. De titular aos 18 anos a um calvário de lesões e treinadores que sempre viram nele o patinho feio que nunca irá abandonar a ninhada, tem tido de tudo. E sem merecer. Melhor do que Quim, Júlio César ou Roberto, aceita o prolongamento de contrato em troca de um salário mais baixo. O amor ao Benfica é uma cruz difícil de carregar.

Quanto ao resto, Gaitán não é Di Maria - o óbvio ululante - mas aquele pé esquerdo pode fazer virar o sentido de um jogo. Os vinte e dois minutos de Salvio foram prometedores e a defesa parece começar a ganhar tino (se exceptuarmos o delírio momentâneo de Maxi). Falta Cardozo. Ou falta outro ponta-de-lança que não seja Cardozo. O que se passa com Rodrigo? E Coentrão corre o risco de se tornar o melhor lateral-esquerdo do mundo. Não é pouco.

A horda de anti-benfiquistas encontrou outro bode expiatório (o meu prazer culpado é ler os comentários das notícias sobre o Benfica na Bola): a equipa adversária. Se o árbitro não se envolveu em nenhuma caso polémico (houve um penalty por marcar a favor do clube da águia, mas isso são peanuts); se os túneis ficaram desertos ao intervalo; se não houve uma qualquer intervenção divina que tivesse levado as bolas na direcção dos postes e da barra; se mesmo com inferioridade numérica jogaram muito melhor - então a culpa só pode ser do adversário, que entregou o ouro ao bandido. Hugo Leal regressou às origens e falhou o penalty de propósito; Manuel Fernandes é amigo de Jesus; os jogadores do Vitória não se esforçaram; etc., etc. Tudo bem, espero que daqui para frente a imaginação da horda continue tão fértil como neste jogo. Cá estaremos.

*Esta é uma nova rubrica, sobre o Benfica, que conto actualizar todas as semanas.

por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010
por Sérgio Lavos
Em um ano e meio, passámos de ser “humilhados” pelo Bayern, uma das 3 maiores equipas do Mundo em 2010, nos oitavos de final da Champions, para ser “humilhados” pelo Bröndby, uma das 3 melhores equipas da Dinamarca em 2010, na pré-eliminatória da Liga Europa.


Ou seja, largámos o convívio (às vezes doloroso) dos grandes da Europa (Inter, Manchester, Barcelona, Bayern, Roma) e as presenças nos oitavos/quartos de final das competições europeias e voltámos ao tempo em que éramos a alegria do Genclerbirligi, do Viking e do Halmstads e nos ficávamos pelas duas primeiras rondas.


Entretanto, já tínhamos largado as “tacinhas”, goleados que fomos pelas equipas “B” do FC Porto e Benfica, equipas contra as quais, desde 2006 (e pela primeira vez desde os anos 50) tínhamos mais vitórias que derrotas – bem como os “péssimos segundos lugares, trocados por um magnífico quarto (com vista tão boa para o primeiro lugar como para o último: 27 pontos).


Desde Janeiro, gastámos 29 milhões de euros em contratações de jogadores (quase todos monos com mais de 28 anos de idade), enquanto despachámos 2 dos nossos 4 jogadores mais valiosos por menos que isso (isto porque dos outros dois, um já tem 32 anos e o outro recusou ser vendido).


Noto que, entre Julho de 2006 e Janeiro de 2010, o total gasto em contratações pelo SCP foi de 24,5 milhões de euros – menos um milhão do que rendeu só a venda do Nani, e menos 5 milhões do que gastámos nos últimos seis meses (e foi com isto que se ganharam as “tacinhas” e os segundos lugares, e se jogou contra os colossos da Champions).


E nem sei quanto o JEB gastou no Carvalhal, no Sá Pinto, no Costinha, no Paulo Sérgio (por este parece que pagou 600 mil ao Guimarães), nos amigos que despediu e recontratou para “prestar serviços” ao SCP, e na tenebrosa campanha de comunicação montada no dia em que o nosso capitão foi vendido ao FC Porto (jornaleiros do “amigo Joaquim”, “paineleiros” e até comentadores “multi nick” nos sites generalistas e na “blogosfera leonina”).


Quanto a receitas, pela primeira vez, desde 2006, não vamos (tudo indica) receber a contrapartida da participação nas fases de grupos da Champions’ ou da Liga Europa. Os lugares de época e os camarotes de empresa foram vendidos com grandes descontos, a prestações e na sequência de dispendiosas campanhas de marketing.


Tudo isto aconteceu desde que uma, e só uma pessoa saiu de Alvalade. Como essa pessoa saiu porque os “sportinguistas” tudo fizeram que isso acontecesse (os mesmos “sportinguistas” que 9 em cada 10 votaram no JEB, faltaram ao jogo do Iordanov, vaiaram o Izmailov, insultaram o Moutinho por ter “forçado” a sua venda ao Porto e acham que “ajudar o Sporting” é chamar nomes ao Benfica e pagar os salários do JEB, do Costinha e dos cabecilhas das claques), digo-lhes apenas, citando a palavra do Senhor, “que la chupen e que la sigan chupando”! - pescado neste post.

Eu, que até sou benfiquista, achei que este comentário de JPT era especialmente certeiro no diagnóstico que faz ao actual Sporting. Vá lá, pessoal da segunda circular, não queiram passar pela vossa fase "Artur Jorge".
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por Sérgio Lavos
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por Pedro Sales
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010
por Sérgio Lavos


Na semana passada, havia uma data escolhida pela FIFA para jogos de preparação das selecções nacionais. Apenas duas não a aproveitaram. Foram elas São Marino e Portugal. Certo. Curiosamente, a ausência deste jogo de preparação, numa data aproveitada por todos (incluindo os adversários do nosso grupo), não chegou a ser notícia nos jornais da especialidade e nas secções de desporto dos diários generalistas. Carlos Queirós aguardava, com toda a tranquilidade, o resultado do inquérito instaurado pela Federação. Hoje, soube-se que será suspenso por um mês, falhando os dois primeiros jogos de qualificação. A pergunta que se impõe deveria ser esta: mas está tudo louco? Como é possível achar-se normal esta sequência e ninguém reclamar a sério, para acabar de vez com o regabofe liderado por esse ícone da incompetência e do carrerismo que é Gilberto Madaíl? Antes do Mundial começar, eu achava que o pior que podia acontecer à selecção era chegar aos oitavos-de-final e perder com a Espanha. Porque assim, haveria sempre a desculpa de termos perdido com os melhores e a força para empurrar Queiroz seria quase nula - e este nunca se demitiria, nem que perdesse os três jogos da primeira fase. Assim sucedeu. O pretexto que tentaram arranjar para o mandar embora está ao nível da pessoa responsável (Gilberto Madaíl) pela manigância: baixo, muito baixo. E o ridículo espectáculo montado na sede da federação - o desfile dos representantes do sistema (Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira) acompanhados do amigo Ferguson e do pesetero e aficionado de pequenos-almoços institucionais Luís Figo - foi adequado à pífia ópera bufa a que temos assistido. Portanto, está tudo bem, estamos bem servidos por mais uns anos, com a conivência dos untuosos jornalistas desportivos do costume e a anuência obesa dos comentadores do rescaldo da jornada. É apenas bola? Não, é o país que temos. É muito.
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por Sérgio Lavos
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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010
por Sérgio Lavos


Mais uma vez, o desporto dá o exemplo a uma sociedade que nem sempre funciona da melhor maneira. Sábado, Campeonatos da Europa de Atletismo em Barcelona. No pódio, decorre a cerimónia de entrega de medalhas dos 200 metros femininos. A vencedora (que se havia superado na corrida, batendo o seu recorde pessoal por mais de trinta centésimos), uma Myriam Soumaré eufórica, ouve a Marselhesa, lágrimas de alegria nos olhos, acompanhando do princípio ao fim o hino, gingando a cabeça ao som da música. A determinada altura, a realização mostra o vencedor do salto à vara masculino, o também francês Renaud Lavillenie (considerado por muitos o homem que irá bater o recorde do Mundo de Serguei Bubka), logo após o último salto do concurso. Bandeira tricolor aos ombros, cantando a plenos pulmões as palavras do hino. A montagem televisiva mostrou o que muitas vezes é indesejado por parte da população francesa: a filha de pais oriundos da Mauritânia sentindo orgulho do país onde nasceu e que acolheu os seus pais, partilhando o momento (uma das maravilhas da imagem, televisiva ou cinematográfica, é a possibilidade de dois acontecimentos distantes no espaço parecerem relacionar-se emocionalmente) com um francês branco, suficientemente francês para que os racistas conterrâneos não questionem a sua presença no hexágono gaulês. Uma vez mais, como no Mundial de futebol de 1998, uma bofetada de luva branca a todos os que se opõem à inevitabilidade da circulação de pessoas entre nações e à miscigenação natural dos povos. É (também) por estes momentos que gosto de desporto. E uma coisa é certa: muitas vezes, os desportistas, para além da superioridade física que têm sobre o resto de nós, comuns mortais, conseguem transmitir valores que parecem esquecidos por muitos dos que os admiram. A lição que eles herdaram dos antigos gregos: mente sã num corpo são.

(Estranhamente, não consegui encontrar as imagens que procurava, nem no Youtube nem no Google Videos. Fica a reportagem da vitória dos dois.)
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Quarta-feira, 14 de Julho de 2010
por Sérgio Lavos


O Mundial acabou há três dias e rapidamente a ressaca passou, e claro que grande parte das horas perdidas a ver partidas menos interessantes que muitas da nossa 2ª divisão pesou bastante nos livros que não se leram e nos dias de praia que não se aproveitaram. Não vale a pena lamentar o tempo perdido, até porque chegámos ao Verão e às delícias dos desportos da estação e aos prazeres culpados que lhes estão associados.

Falo do ciclismo, claro, e não falo apenas por Sérgio Paulinho ter ganho hoje uma etapa do Tour. Não há ano em que não acompanhe a Volta à França e a Volta à Portugal, por vezes até espreito a Volta à Espanha em Setembro. Duas ou três esperando o final de etapa - quando os ciclistas chegam às montanhas - e algumas dezenas de quilómetros de glória ou derrota, em esforço sobre-humano, arriscado, no limite. Os segundos que separaram Greg Lemond de Laurent Fignon num Tour dos anos 80 ou os minutos que Miguel Indurain dava aos adversários quando as estradas inclinavam; um irlandês atípico que chegou à vitória sem repetição, Stephen Roche. Os anos da suspeita, os de Lance Armstrong, que vieram suspender - para sempre - o previsível reinado do Jan Ulrich, e obnubilar o maior trepador de sempre, Marco Pantani, o vencedor contra todas as probabilidades da volta de 98 (no mesmo ano em que venceu o Giro), arrancando a ferros a conquista no último contra-relógio, o seu ponto fraco. Pantani acabou por morrer alguns anos depois, e a tragédia da queda (metafórica) acentuou a admiração que por ele sentia. Não gosto, nunca gostei, de Armstrong, e não me hei-de esquecer de um Tour em que Ulrich esperou por ele depois de uma queda e do que aconteceu alguns dias depois, deste episódio: descida de uma montanha, queda do principal adversário, Joseba Beloki, e o corta-mato, sem olhar para trás, do ingrato Armstrong*. Com Armstrong, até a história da superação do cancro, que seria admirável em qualquer situação, perde brilho.

O declínio final de Armstrong, depois do regresso, é acompanhado pela ascensão de Andy Schleck, o luxemburguês de 25 anos que promete ser melhor do que Alberto Contador, o melhor ciclista dos últimos anos. Já não se consegue ganhar uma Volta desta importância como Pantani a ganhou, amealhando nas montanhas o tempo que depois perdia nos contra-relógios. Também é verdade que sobre o carácter explosivo das suas investidas passou a sombra do doping. Há dois anos, surgiu um ciclista italiano, Ricardo Ricco, cujo estilo emulava o do Pirata - arrancadas fulgurantes, deixando em poucos metros o pelotão para trás, e a fraqueza nos contra-relógios. Acabou por ser condenado por doping. Há quem diga que não há ciclista que não se tenha aproveitado, em alguma fase da sua carreira, do uso de substância ilícitas. Há poucos dias, alguém próximo de Ulrich revelou que a razão do excesso de peso do ciclista depois da primeira - e única - vitória no Tour, com apenas 23 anos, devia-se a um sentimento de culpa nascido do uso destas substâncias. Supostamente, Ulrich sentiu-se obrigado a recorrer a este prática porque toda a gente o fazia. E sabemos quem ganhou a competição durante os anos de martírio do ciclista alemão - Armstrong.

Aplaudimos a vitória de Sérgio Paulinho sabendo que ele não é um ciclista para ganhar grandes provas por etapas. Não temos qualquer corredor de elite no pelotão internacional, nem sequer alguém que se aproxime de José Azevedo ou de Orlando Rodrigues*, os últimos top-ten portugueses do Tour. Muito menos temos alguém que possa igualar Joaquim Agostinho, puro trepador, louco dentro de um pelotão que começava a ser domado na altura das suas participações no Tour, o único português que deu o nome a uma curva do Alpe d'Huez, um dos cumes clássicos de sempre. Também ele foi condenado três vezes por doping. No ciclismo, não há heróis sem mácula; mas há alguns homens melhores do que outros.

Adenda: escrevi o texto confiando apenas na memória, e por isso enganei-me em duas coisas. Onde está o primeiro asterisco, a ordem dos acontecimentos é diferente do meu relato: a queda de Beloki e o corta-mato de Armstrong é anterior ao momento em que Ulrich faz o pelotão esperar por Armstrong; o que apenas reforça a ideia que tenho do corredor norte-americano. E Orlando Rodrigues nunca entrou no top 10 da Volta à França, mas sim no da Volta à Espanha. Obrigado ao comentador Sérgio Pinto.
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Domingo, 11 de Julho de 2010
por Pedro Sales
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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010
por Sérgio Lavos


Ora bem, parece que ainda há quem duvide do génio de Mourinho ou ache que o pacto que fez com o Diabo passou de prazo desde que foi para Itália. Quem viu o jogo de hoje, pode comprovar que duvidar de Mourinho é um sacrilégio e que o Diabo continua do seu lado. O Barcelona teve para aí 65 % de posse de bola (não vi as estatísticas finais) e passou o jogo a tratar a bola com paninhos quentes, habitual, como se uma meia-final da liga dos campeões se pudesse equivaler a uma peladinha, começando os ataques (não sei se podemos aplicar a tradicional taxonomia futebolística às ideias de Guardiola) sempre da mesma maneira, no cepo Puyol passando para o Busquets e chegando sempre, mas sempre, ao grande Xavi, o homem que vê mais além numa equipa de baixinhos. Mas - e este é o "mas" essencial - tudo isto assim aconteceu porque Mourinho assim quis que acontecesse; o ar sereno ensaiado quando "celebrou" o golo inaugural de Pedro deve ter deixado Guardiola com a pulga atrás da orelha (parece-me não haver dúvidas de que, neste momento, ele é o segundo melhor treinador do mundo) e cedo se começou a perceber porquê; a táctica de Mourinho é antiga: "brinquem, brinquem, que no fim falamos". Depois de dez, onze, quinze toques, a bola chegava a Messi e este via um corredor à sua frente que rapidamente era bloqueado por dois ou três adversários, um truque fantástico que lhe vai certamente provocar pesadelos - a ilusão da passividade, apesar de ser uma velha táctica transalpina, nunca terá sido tão bem interpretada. A bola ainda passou por Xavi na primeira parte (sempre com classe), mas na segunda parecia perdido no meio do carrossel do Barcelona, deixou de ser o homem que põe aquilo a andar e passou a ser mais um alegre passageiro na viagem - e assim se encravou a engrenagem. Balotelli tentou atrapalhar a vida a Mourinho (como é possível ele ter passado os últimos dez minutos a mandar vir com o público?); mas não conseguiu. Podemos especular sobre os efeitos que o vulcão islandês teve nos jogadores do Barcelona - parece que a viagem foi longa - mas a verdade é que foi Milito quem saiu com cãibras, depois de uma partida exemplar (será que Maradona o vai deixar de fora do Mundial?). Podemos falar desse maravilhoso conceito que os treinadores medianos tanto gostam de invocar - a Sorte do Jogo -, mas julgo que, numa partida deste nível, essa "coisa" nunca deverá sequer ser equacionada. Podemos até falar do grau de imponderabilidade que existe de cada vez que um árbitro português apita, mas parece-me que Benquerença esteve à altura. O que eu vi - o resto do mundo também - foi um Barcelona a brincar na areia e o Inter a ter as melhores oportunidades; vi um Messi entretido com um vaivém inútil no meio campo adversário, sempre em busca de um espaço, reduzido quanticamente a quase nada, e um Xavi que raramente soube encontrar quem estivesse disposto a receber um daqueles passes que costuma inventar. Bem, é a vida, a melhor equipa do mundo parece que também pode ser derrotada em toda a linha, mas ainda há a segunda mão, e quem sabe se então Ibrahimovic joga os noventa minutos. Coisas mais estranhas já aconteceram.
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Sábado, 27 de Março de 2010
por Sérgio Lavos


Parabéns ao Benfica, mas também aos jogadores do Braga, que jogaram muito bem futebol e não embarcaram noutros desportos. Quanto a Domingos, tem mérito pelo grande campeonato que a sua equipa vem fazendo, mas é uma pena que não saiba perder - enfim, anda a preparar-se para outros voos, boa sorte para o ano nas Antas.

Ah, e afinal parece que há bons árbitros em Portugal. Muito bem também, Pedro Proença.
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Domingo, 21 de Março de 2010
por Sérgio Lavos


... mas sempre é melhor do que nada. E mais: parece que o senhor da imagem, o Ruben que conta, não vai ser convocado pelo sr. Queiroz para ir ao Mundial; acho bem, acho bem - talvez seja mais uma razão (e há tantas, tantas mais) para, pela primeira vez, não torcer pela selecção numa grande competição. Depois, foi lamentável o comportamento de alguns jogadores do FCP ao longo do jogo, começando pelo capitão Bruno Alves, passando pelo sub-capitão Raul Meireles - os dois deviam ter sido expulsos - e acabando em Fucile e Alvaro Pereira. Desde o primeiro minuto que o objectivo foi provocar os jogadores do Benfica, com entradas à margem e vergonhosas pisadelas com o adversário já no chão. Quando, no final da primeira parte, o carniceiro Alves exibiu o emblema dos quatro campeonatos conquistados, depois de aplicado mais um golpe de karaté sobre Aimar, só podia estar a brincar: os campeões, lá afirma o lugar-comum, revelam-se nas derrotas tanto como nas vitórias, e o orgulho não é um emblema, mas sim uma atitude, um modo de vida - certamente que o capitão Alves não sabe o que isso possa ser. Ainda bem que os jogadores de Benfica mantiveram a calma perante o mau perder dos adversários - fim de um ciclo, já sei. Finalmente, qual foi mesmo o objectivo da viagem dos Super Dragões ao Algarve? Apoiar a equipa ou turismo trauliteiro e criminoso?
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por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
por Sérgio Lavos


É favor comparar o vídeo acima com este que o Braga pôs no seu site (canto inferior direito) e depois ler o texto do pmramires no Shakira Kurosawa.
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por Sérgio Lavos
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010
por Sérgio Lavos


John Carlin, autor do livro a partir do qual foi feito Invictus, afirmou numa entrevista que a melhor época e lugar para um jornalista trabalhar foram os anos 90, na África do Sul. Quando regressou a Washington, apanhou com o escândalo Clinton/Monica Lewinski, depois de ter testemunhado o fim do apartheid e a reconciliação nacional encetada por Nelson Mandela. Numa época de descrédito geral dos políticos, Mandela continua a ser um exemplo certamente digno de inveja por parte de quem tem boas intenções e de vergonha por parte dos outros.

Clint Eastwood viu em Mandela mais um dos seus heróis solitários, de ideias fixas, casmurros que acabam por provar estar certos no fim. O filme , apesar de resvalar aqui e ali para o mau gosto - as câmaras lentas, a banda-sonora discutível, as panorâmicas sobre os bairros de lata de Joanesburgo - é um hino ao extraordinário percurso do político mais marcante da segunda metade do século XX, uma figura maior que a vida que pedia nada menos que a hagiografia que o realizador lhe dedica. Mas é também a história pessoal da relação do político com o outro herói do filme, o capitão dos Springboks, François Pienaar (Matt Damon), que no final do jogo acaba por ter uma daquelas frases grandiosas que julgamos serem exclusivas da ficção - "não eram 65000, mas sim 43 milhões de sul-africanos a apoiar-nos".

A unidade temporal - um ano apenas - que acaba por concentrar toda as circunstâncias de uma vida, é o segredo do filme: o encarceramento de trinta anos, a libertação, a vitória nas eleições, o respeito da minoria branca, antigos opressores aceites na nova África do Sul, país do arco-íris. O desporto, em especial os grandes acontecimentos desportivos, ultrapassa em muito o seu universo; várias vezes Mandela (grande Morgan Freeman) repete que o interesse mostrado pelo acontecimento é político. Quando chegamos aos derradeiros jogos, o torneio transforma-se em batalha - a vontade dos guerreiros, o suor, o sangue, a superação. Os planos aproximados captando as formações no campo de rugby descrevem em tons heróicos o esforço dos jogadores, e por momentos estamos num filme de guerra, em pleno combate.

Luta contra a adversidade, superação: o território preferido de Clint Eastwood, a sua linguagem. O filme não é perfeito - é melhor do que outro qualquer faria com a mesma história.

por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008
por Pedro Sales


...talvez seja uma boa altura para a SAD do Sporting se livrar dos seus.

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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
por Pedro Sales



O Rodrigo continua convencido de que a participação portuguesa nos jogos olímpicos foi um desastre que explica a incapacidade nacional para nos superarmos nos momentos decisivos. A razão acrescida para a sua convicção foi encontrá-la, vá-se lá saber porquê, nas medalhas que Portugal tem ganho nos jogos paraolímpicos. Se bem percebo o Rodrigo, se uns conseguem ganhar medalhas o que é que explica o “insucesso” dos Marcos Fortes da delegação olímpica nacional? A resposta é simples. Porque não ainda existe verdadeira alta competição nos paraolímpicos. Quanto mais profissional e global for o desporto mais difícil se torna competir e alcançar resultados sem grandes meios e apoios. Portugal, como se sabe, tem um excelente palmarés no hóquei em patins, essa modalidade que deve competir em número de praticantes com a pelota basca e onde levamos a vantagem competitiva nada despicienda de ter a vaga ideia da sua existência.

Não deixa de ser sintomático que, sendo estes os jogos paraolímpicos onde se concentrou a maior atenção mediática e se bateram todos os recordes de audiência televisiva, a participação nacional se esteja a ressentir da crescente competitividade e tenha arrecadado muito menos medalhas do que há quatro anos( 7 contra 12, para ser preciso), começando reclamar mais apoios face à crescente profissionalização das outras delegações. Rodrigo, posso não estar a perceber as tuas dúvidas, mas quer-me parecer que as tuas perguntas só reforçam o que o maradona vem dizendo e o que eu escrevi no meu antigo poiso.

por Pedro Sales
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O Rodrigo continua convencido de que a participação portuguesa nos jogos olímpicos foi um desastre que explica a incapacidade nacional para nos superarmos nos momentos decisivos. A razão acrescida para a sua convicção foi encontrá-la, vá-se lá saber porquê, nas medalhas que Portugal tem ganho nos jogos paraolímpicos. Se bem percebo o Rodrigo, se uns conseguem ganhar medalhas o que é que explica o “insucesso” dos Marcos Fortes da delegação olímpica nacional? A resposta é simples. Porque não ainda existe verdadeira alta competição nos paraolímpicos. Quanto mais profissional e global for o desporto mais difícil se torna competir e alcançar resultados sem grandes meios e apoios. Portugal, como se sabe, tem um excelente palmarés no hóquei em patins, essa modalidade que deve competir em número de praticantes com a pelota basca e onde levamos a vantagem competitiva nada despicienda de ter a vaga ideia da sua existência.

Não deixa de ser sintomático que, sendo estes os jogos paraolímpicos onde se concentrou a maior atenção mediática e se bateram todos os recordes de audiência televisiva, a participação nacional se esteja a ressentir da crescente competitividade e tenha arrecadado muito menos medalhas do que há quatro anos( 7 contra 12, para ser preciso), começando reclamar mais apoios face à crescente profissionalização das outras delegações. Rodrigo, posso não estar a perceber as tuas dúvidas, mas quer-me parecer que as tuas perguntas só reforçam o que o maradona vem dizendo e o que eu escrevi no meu antigo poiso.

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O Rodrigo continua convencido de que a participação portuguesa nos jogos olímpicos foi um desastre que explica a incapacidade nacional para nos superarmos nos momentos decisivos. A razão acrescida para a sua convicção foi encontrá-la, vá-se lá saber porquê, nas medalhas que Portugal tem ganho nos jogos paraolímpicos. Se bem percebo o Rodrigo, se uns conseguem ganhar medalhas o que é que explica o “insucesso” dos Marcos Fortes da delegação olímpica nacional? A resposta é simples. Porque não ainda existe verdadeira alta competição nos paraolímpicos. Quanto mais profissional e global for o desporto mais difícil se torna competir e alcançar resultados sem grandes meios e apoios. Portugal, como se sabe, tem um excelente palmarés no hóquei em patins, essa modalidade que deve competir em número de praticantes com a pelota basca e onde levamos a vantagem competitiva nada despicienda de ter a vaga ideia da sua existência.

Não deixa de ser sintomático que, sendo estes os jogos paraolímpicos onde se concentrou a maior atenção mediática e se bateram todos os recordes de audiência televisiva, a participação nacional se esteja a ressentir da crescente competitividade e tenha arrecadado muito menos medalhas do que há quatro anos( 7 contra 12, para ser preciso), começando reclamar mais apoios face à crescente profissionalização das outras delegações. Rodrigo, posso não estar a perceber as tuas dúvidas, mas quer-me parecer que as tuas perguntas só reforçam o que o maradona vem dizendo e o que eu escrevi no meu antigo poiso.

por Pedro Sales
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira
Vejo muita gente chocada com Scolari, por ele negociar a sua saída da Selecção e ida para o Chelsea a meio do Euro. Devo recordar não é o primeiro a faze-lo. Tivemos outro, com maiores responsabilidades, que, a meio de um campeonato, aceitou um convite estrangeiro mais tentador: chamava-se Durão Barroso. Só que de Durão, sendo primeiro-ministro, esperava-se mais. Ou talvez não.

por Daniel Oliveira
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Domingo, 8 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira

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por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira
Acho inacreditável que as televisões ainda não tenham feito reportagens aprofundadas sobre as actividades fisiológicas dos jogadores da selecção. Já tudo foi motivo de aturada análise e reflexão. Como podemos ficar na completa ignorância em relação às idas dos jogadores, seleccionador e equipa técnica à casa de banho? Qual a frequência? Vão de manhã ou mais à noite? Qual a cor? E a consistência? Neste país o que é realmente importante é sempre tratado pela rama.

por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira


O FC Porto, condenado por dois actos de tentativa de corrupção pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), foi excluído da Liga dos Campeões durante o período de um ano.
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por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira



“E agora Cavaco Silva vai ter a honra de cumprimentar a selecção”
Comentário de um jornalista da SIC, segundo um comentador do Arrastão


por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira


Corre na Net uma petição fundamental para o futuro do país. O que interessa o preço dos combustíveis ou a crise económica? O que nós queremos é os jogos do Euro comentados por Gabriel Alves.

Algumas fases que queremos voltar a ouvir:

"Repare-se na movimentação dos jogadores do Bayern, movimentam-se como figuras geométricas....."
"Juskowiak... a vantagem de ter duas pernas!"
"É um estádio bonito,novo... arejado"
"No campeonato germânico jogam muitos jogadores alemães"
"Jean-Pierre Papin, um jogador extremamente rápido, veloz, lesto, nada lento, antes pelo contrário"
"Um passe para a zona de ninguém, onde realmente não estava ninguém"
"Superavit tecnicista dos centro-campistas do Sporting em relação aos do Porto"
"O Benfica está a praticar um jogo de passe curto... e longo, consoante as ocasiões"
"Jardel é um jogador com um tempo de salto de quase 70 cm"
"Giggs, um jogador que remata bem, do meio-campo para a frente"
"E agora o árbitro da partida a ser atingido por um objecto provavelmente atirado por um telespectador"
"E aqui está, um golo substantivo que nem pode ser adjectivado"
"Os adeptos do México funcionam como um autêntico 13º jogador"
"Vítor Baía, o melhor guarda redes do Mundo e provavelmente da Europa"
"E aí está uma enorme cavalgada de Thuram... este homem é um leão"
"Cândido Costa é um jogador que joga bem pela esquerda, pela direita e pelos flancos"
Roubado daqui
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por Daniel Oliveira
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Domingo, 18 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira

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