Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira



«Durante todo o Verão de 2002, os conselheiros de Bush orquestraram a campanha para vender a guerra agressivamente».
«Bush e os seus conselheiros confundiram a sua campanha de propaganda política com o alto nível de honestidade que é tão fundamental para construir e sustentar o apoio do público em tempo de guerra».
«Esse era o modo de operação: nunca explicar, nunca pedir desculpa, nunca recuar. Infelizmente, essa estratégia tinha outras repercussões: nunca reflectir, nunca reconsiderar, nunca encontrar compromissos. Especialmente no que dizia respeito ao Iraque»
What Happened: Inside the Bush White House and Washington"s Culture of Deception
Scott McClellan, antigo porta-voz da Casa Branca
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Domingo, 11 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira

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Quinta-feira, 27 de Março de 2008
por Daniel Oliveira
Com 305 votantes (cada um podendo dar três respostas), foi este o resultado do inquérito que marcou os cinco anos da guerra do Iraque. "A indústria de armamento" foi a resposta mais votada e a única que contou com a maioria da escolha dos leitores: 58% (176 votos).Votei fundamentalismo Islâmico, Irão e curdos.

[poll=13]



O próximo inquérito vai ficar aqui mais tempo. Trata-se de saber quais são os três políticos preferidos dos leitores do Arrastão (ou os que menos desgostam) de uma lista de 50. A lista é sempre discutível. Estão lá apenas políticos no activo (que ocupam algum cargo electivo ou de direcção partidária ou social) com alguma dimensão nacional (apesar de alguns serem pouco conhecidos da generalidade da população). Seis do BE, seis do PCP e seis do CDS. Cerca do dobro do PSD e do PS. E alguns independentes ou sem actividade partidária relevante. Mais uma vez, a lista poderia ser outra. Não podia é ser maior, que me ocupava o blogue todo. Como no inquérito anterior, pode votar em três. Agradece-se que não se repita o voto. Não votarei neste inquérito. Seria o primeiro a votar, tenho na lista mais de três amigos e não quero ferir susceptibilidades.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 25 de Março de 2008
por Daniel Oliveira


De um anti-americano compulsivo, via Zero de Conduta

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por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

middleeast.jpg


Para além da vitimização e do ressentimento, que marcam grande parte do texto de Pacheco Pereira, o articulista aflora uma das razões porque seria a favor da intervenção no Iraque.

«Na Administração americana surgiu a ideia de que, para combater a nova forma de guerra que é o terrorismo, não bastava erradicar as bases terroristas onde elas existiam (como no Afeganistão ou Sudão), o que era visto como um sintoma, mas ir à causa, à relação de forças que bloqueava todos os processos políticos que deveriam “distender” o Médio Oriente e permitir a resolução de conflitos antigos como o da Palestina. Esses conflitos não eram a causa do terrorismo da Al-Qaeda, de uma natureza diferente do Hezbollah ou do Hamas, mas, ao funcionarem como um irritante geral, bloqueavam as forças moderadas e moderadoras no mundo árabe-muçulmano e impediam a estabilização da região. A importância geoestratégica do Médio Oriente era crucial para o resto do mundo por causa da dependência do petróleo, líquido que tem a tendência natural para surgir só em sítios complicados.»

No entanto, parecia já então evidente que uma intervenção no Iraque limitar-se-ia a criar uma nova fonte irratibilidade e a dmininuir o espaço de manobra dos ditos "moderados" (um termo dúbio e quase sempre usado conforme as conveniências quando se chega ao Médio Oriente). Como se verificou: só em cinco anos, no Iraque, já houve mais bombistas suicidas do que em toda a história da Palestina. Na verdade, o Iraque transformou-se, para os muçulmanos, numa nova Palestina. Era de esperar. Se é verdade que, pela violência extrema de Zarqawi e por o facto da Al-Qaeda juntar sunitas radicais, houve da parte dos xiitas iraquianos uma oposição a esta rede terrorista (que não é nova), não é menos verdade que o Iraque se transformou em pasto fácil para o terrorismo, como uma nova frente de combate.

Mais: sabendo-se que, desde sempre, uma das razões para o crescimento da utilização de meios não convencionais de combate (terrorismo) é a desproporção das forças em confronto ("guerra assimétrica"), era mais do que previsível que uma intervenção em larga escala naquela parte do Mundo levasse terroristas a um território onde não se tinham ainda instalado.

Não sendo previsível que uma intervenção no Iraque facilitasse a vida na Palestina e muito menos no Afeganistão, a razão do apoio de Pacheco Pereira à guerra é dada num texto de sua autoria que ele próprio cita: «A administração Bush (...) resolveu fazer uma política activa de mudar brutalmente os dados da questão que implicava acções militares preventivas sobre os estados que ou apoiassem grupos terroristas ou fossem fautores de políticas de desestabilização regionais. Esta politica resultou parcialmente na Síria e na Líbia, mas a sua prova dos nove teria que ser o Iraque. Por várias razões, o Iraque era o único país que tinha os meios e os recursos para prosseguir as políticas anti-americanas mais agressivas na região. Era também um país que se sabia disposto a tudo e com tradição de beligerância, um pária internacional que violava as resoluções das Nações Unidas todos os dias.»

Pacheco Pereira apoiou a guerra pela pior razão (aquela que era evidente desde o primeiro momento que daria maus resultados): redesenhar o mapa político e geoestratégico do Médio Oriente. Na realidade, esta posição não tinha, ainda antes da intervenção, qualquer consistência. Mas havia quem achasse que baralhando as cartas talvez lhe saísse uma boa mão. Só que no Médio Oriente a complexidade de todos os conflitos é tal que quando se baralham as cartas fica-se sempre com pior do que se tinha.

Pacheco Pereira apoiou a guerra com o mesmo voluntarismo de todos neo-conservadores, também comum à extrema-esquerda (uma análise biográfica de muitos deles talvez ajude a compreender as semelhanças). O caso mais evidente, em Portugal, foi o de José Manuel Fernandes, que num artigo com o título “De Bagdad a Riad» (cito o título e a ideia de cor, já que não encontro o texto na Net), mostrava que genuinamente acreditava que os EUA poderiam querer mudar o regime na Arábia Saudita, principal fonte de financiamento do terrorismo. Só muita ingenuidade ou ignorância sobre as relações de poder no Golfo e no Médio Oriente podiam levar a acreditar em tamanho delírio. Só um absoluto desconhecimento da natureza da administração de George Bush podia alimentar este tipo de ilusões.

Abandonando qualquer consideração ética e moral (que Pacheco Pereira não gosta quando o atacam e usa para se defender), vamos à frieza dos resultados, apenas do ponto de vista dos interesses dos EUA.

Não faltou quem avisasse que intervir no Iraque sem ter em conta a “questão xiita” era um suicídio. E os resultados estão à vista. A tomada do poder pela maioria xiita no Iraque, maltratada durante décadas por Saddam Hussein, iria inevitavelmente mudar o mapa da região. E, do ponto de vista dos americanos, só podia mudar para pior. Se é verdade que poderia enfraquecer o terrorismo sunita da Al-Qaeda, só o conseguiria por criar uma competição e uma nova frente para os americanos. Fortaleceu o Irão (e isso era mais do que previsível), que deixou de estar sozinho como país maioritariamente xiita governado por xiitas, e fortaleceu assim todo o eixo xiita (com vantagens evidentes e comprovadas para Hezbollah no Libano - transformando-se mesmo numa ponte entre o Irão e o Hamas -, criando uma nova frente para Israel). E a nova frente israelita perturbaria a frente palestiniana, como aconteceu.

Para além de Israel, criava ainda problemas a dois dos principais aliados dos americanos na região: o fortalecimento do eixo xiita assustou os sauditas e a autonomia (quase independência) do Curdistão Iraquiano levou os turcos a intervir contra o novo aliado dos EUA (os curdos), dando ao Irão (também com uma minoria curda) mais razões para se envolver na vida iraquiana. Pior ainda: obrigando a um investimento militar, enfraquecia a posição dos EUA no Afeganistão com repercussões explosivas (mas ainda pouco definidas) no Paquistão.

Ou seja, mais do que enfraquecer o terrorismo, a intervenção no Iraque criava uma nova frente de combate, um novo território para a Al-Qaeda, fortalecia outro opositor, retirava forças do Afeganistão e aumentava a pressão sobre Israel e sobre todos os aliados dos EUA na região. Pior para os EUA era impossível.

Diz Pacheco Pereira: «Muito do que aconteceu no Iraque deve-se a erros cometidos depois da invasão, uns inevitáveis devido ao modo ingénuo, ignorante e incompetente como foi previsto o período da ocupação, outros perfeitamente evitáveis e que se devem a erros clamorosos da Administração Bush.»

É verdade. Acontece que muitos dos erros cometido partiram de erros de avaliação sobre situação iraquiana anteriores à guerra - para os quais contribuiu o afastado de todos os que soubessem qualquer coisa sobre o assunto, tal era a vontade de avançar a qualquer preço. Caso a avaliação tivesse sido a correcta o mais provável (e a única coisa sensata, mesmo do ponto de vista dos interesses americanos) era que os EUA se vissem obrigados a desistir da aventura iraquiana. Os erros não são um desvio de percurso, são a consequência de uma intervenção às cegas. Muitos dos erros fundamentais (outros não) resultam da má avaliação que levou à intervenção. E essa má avaliação está bem espelhada nas razões de apoio à guerra que são dadas por Pacheco Pereira.

O Médio Oriente (e a sua vizinhança) funciona com vasos comunicantes. Qualquer coisa que aconteça na Palestina tem consequências no Líbano, qualquer coisa que aconteça no Líbano tem consequências na Síria, qualquer coisa que aconteça no Iraque tem consequências no Irão, qualquer coisa que aconteça em qualquer território curdo tem consequências na Turquia, qualquer coisa que aconteça no Afeganistão tem consequência no Paquistão e por aí adiante. Decidir uma intervenção militar no Iraque apostando na sorte (e tendo como base informações dadas por opositores imigrados) só podia dar maus resultados. Uma intervenção militar nunca levaria a “distensão” da situação no Médio Oriente, mas à sua explosão.

Como muitíssimo bem resume um artigo de Jorge Almeida Fernandes, no Público de há uns dias (com o esclarecedor título «Bush fez uma revolução no Médio Oriente, mas exactamente ao contrário daquela que esperava»), «três analistas do liberal Cato Institute, Benjamin Friedman, Harvey Sapolski e Chistopher Preble, advertem contra a ilusão de atribuir a catástrofe aos “erros” de planeamento ou de ignorância cometidos no Iraque - e cuja lista é infinda e risível. O erro de Bush foi ignorar os limites do poderio americano. “A força militar dá-nos o poder de conquistar países estrangeiros, mas não o poder de os governar.” Noutras palavras: a imposição do poder militar americano no estrangeiro “tende a unificar os nossos inimigos e a enfraquecer os aliados ideológicos”.»

Hoje, o mapa do Médio Oriente é mais explosivo do que era há cinco anos, a Al-Qaeda só está enfraquecida porque foi ultrapassada por outros adversários dos EUA, o Irão está mais forte, Israel teve a primeira derrota militar séria da sua história, a situação na Palestina está mais instável e incontrolada, os sauditas estão assutados com o crescimento da força xiita e reactivos, os turcos temem o que se passa no Iraque, e, já agora, o «petróleo, líquido que tem a tendência natural para surgir só em sítios complicados» (ou os sítios ficam complicados quando ele aparece?) está muitíssimo mais caro (e o Iraque contribuiu para isso).

Pacheco Pereira garante que não apoiou a guerra por causa das mentiras que nos foram apresentadas: as relações de Saddam com a Al-Qaeda (vendida a ignorantes) e as ADM. Irrita-se quando lhe mostram os números de mortos (acusa que aos opositores da guerra «não lhes interessa Saddam, não lhes interessa a submissão dos xiitas, não lhes interessa a natureza de um regime que atacou aldeias curdas com armas químicas, não lhes interessa um ditador que provocou guerras, essas sim, com mais de um milhão de mortos, e que invadiu os países vizinhos» mas resume as centenas de milhar de mortos desta guerra a «números plásticos»). Fiquemos então pelos objectivos estratégicos. Eles aí estão e foram, mesmo do ponto de vista que Pacheco Pereira defende, uma catástrofe.

Pacheco Pereira defendeu a intervenção porque acredita na engenharia política por via militar no Médio Oriente. E esse caminho foi o maior derrotado desta guerra. É destes factos que Pacheco Pereira tem de tirar todas as conclusão. Esperemos pelo seu próximo artigo.

por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 24 de Março de 2008
por Daniel Oliveira
«Existe em Portugal um delito de opinião para o qual uma pequena turba, que só parece grande porque é alimentada pelo silêncio de muitos, pede punição, censura, opróbrio, confissão pública do crime, rasgar de vestes. Esse delito de opinião é ter estado a favor da invasão do Iraque e é particularmente agravado nos casos raríssimos em que se continua a estar a favor, esses então de reincidência patológica que justificam prisão e banimento.»
De Pacheco Pereira, que anda há anos a monte, perseguido por uma turba que o quer levar para forca.
Quando lhe faltam argumentos Pacheco faz sempre o mesmo: atira-se para o chão num pranto, apontando o seu dedo de vítima perseguida a quem se atreva a critica-lo. O que, tendo em conta a sua violência verbal (bem presente no resto deste inenarrável post), é de um descaramento extraordinário.

por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008
por Daniel Oliveira


Via Oh Não! É Agora!

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por Daniel Oliveira
Os que foram contra a guerra do Iraque devem responder por o que podia ter acontecido, os que foram a favor não têm de responder por o que aconteceu. Porquê? Porque os que foram contra a guerra só tiveram razão porque não perceberam a sua evidente racionalidade, apesar de tudo apontar hoje para a sua irracionalidade.

Ficam aqui as nossas desculpas aos mortos que podiam ter morrido pela irracionalidade que nos levou a ter razão.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Este é o dia que dedico o Arrastão aos cinco anos da ocupação do Iraque. Aqui ficam os rostos dos culpados por esta guerra inútil, que causou centenas de milhares de mortos, milhões de refugiados, a destruição de um país, a desestabilização de uma região já por si conturbada e custos financeiros estratosféricos. Aqui ficam os números da tragédia. Aqui ficam as apresentações de três documentários: “In the Shadow of the Palms”, o único filmado antes, durante e depois da queda de Saddam Hussein; "The War Tapes”, filmado por soldados americanos no Iraque; e “No End In Sight”, sobre os erros cometidos na guerra. Aqui ficam mais dois documentários completos: “Uncovered: The War on Iraq”, uma radiografia do caminho para a guerra, realizado logo um ano depois do começo da ocupação; e “Iraq for Sale”, sobre a privatização da guerra. Aqui fica a música de Kadhim Al-Saher, composta para o documentário “My Country, My Country”, que é um hino ao sofrimento de um povo. Aqui fica um inquérito sobre quem ganhou com esta guerra. E aqui ficam 11 blogues iraquianos.

Foi nas Lajes, em Portugal, que a guerra foi anunciada. Fomos anfitriões da preparação de um crime. Temos obrigação de não o esquecer.
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por Daniel Oliveira



irving-kristol.jpg


George W. Bush, Tony Blair, Jose Maria Aznar, José Manuel Barroso, Donald Rumsfeld, Dick Cheney, Paul Wolfowitz, Richard Perle e o neo-conservadorismo americano (aqui simbolicamente representado pela cara da sua figura histórica, Irving Kristol).

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por Daniel Oliveira
Aqui fica uma lista de 11 blogues de iraquianos em inglês. Uns são de refugiados e outros não. Uns só preferem ver os americanos mortos, outros são mais pró-americanos do que qualquer americano. Aqui fica o Iraque na primeira pessoa:

Baghdad Burning, de uma jovem iraquiana que vivia em Bagdad até partir para Damasco, o ano passado. Os seus posts deram um livro traduzido para várias línguas . Foi considerado Melhor Blogue do Médio Oriente e África em 2005.
Where Date Palms Grow, de Zappy Corleone tem 35 anos e vive com a família no Reino Unido. Tem uma filha. E tem saudades do Iraque.
Neurotic Iraqi Wife, de uma anglo-iraquiana que vive e trabalha na Zona Verde de Bagdad.
Nabil’s Blog, de uma estudante de farmácia com 20 anos, um “deslocado na Jordânia que adora o seu país e quer que os bons velhos dias regressem”.
Days of My Life, de Sunshine, uma rapariga de tem 16 anos que vive em Mossul e escreve sobre o seu quotidiano, “dias de sofrimento e sucesso”.
Last of Iraqis, de Mohammed, um um dentista de Bagdad com 25 anos. No Verão tentou entrar na Jordânia com a mulher, sem sucesso.
24 Steps for Liberty</a>, de um jovem iraquiano que está a estudar jornalismo em Berkeley, na Califórnia.
Iraq The Model, de Omar e de Mohammed, dois irmãos iraquianos que prometem “novos pontos de vista sobre o futuro do Iraque”. O “modelo” do novo Iraque, dizem, vai mudar muitos conceitos. Melhor Blogue do Médio Oriente e África em 2004.
An Arab Woman Blues - Reflections in a Sealed Bottle, de Layla Anwar, uma iraquiana a viver na Jordânia. Um quadro de um artista iraquiano por cada post.
In Iraq, Sex is Like Snow, de Caesar, um jovem de 24 anos que já esteve um ano em Damasco mas voltou a Bagdad em Setembro para continuar a estudar.
BlogIraq, de um iraquiano que “conseguiu fugir” do seu país e “gostava de poder voltar”. Está no Sudão.
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"Uncovered: The War on Iraq", 2004, de Robert Greenwald


Para continuar a ver o documentário (completo) clique no link em baixo







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por Daniel Oliveira
150 mil a 600 mil mortos iraquianos (600 mil segundo o director do Centro de Resposta a Refugiados e Desastres da Escola de Saúde Pública e responsável pelo inquérito publicado na Lancet, Johns Hopkins.
3987 soldados americanos mortos no Iraque
4295 soldados mortos no Iraque (1724 mortos com bombas de berma de estrada)
196 mil contractors no Iraque e no Afeganistão
5,1 milhões (em 27 milhões) de iraquianos deslocados. Apenas 20% recebe alguma ajuda de agências da ONU ou de ONG.
2,7 milhões de deslocados no Iraque
1,2 milhão de refugiados na Síria
500 a 600 mil de refugiados na Jordânia
43% dos iraquianos vivem com menos de um dólar por dia
12 horas de electricidade por dia na capital de um dos maiores produtores de petróleo do Mundo
Um litro de gasolina custa 350 dinares (há dois anos custava 20 dinares)
25% a 40% de taxa de desemprego
Custos directos e indirectos de 3 milhões de milhões de dólares para os EUA (segundo Joseph Stiglitz, Nobel da Economia em 2001)
Armas de destruição em massa descobertas: 0
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por Daniel Oliveira


"Iraq for Sale" (2006), sobre a privatização da guerra. Um filme de Robert Greenwald.


Para continuar a ver o documentário (completo) clique no link em baixo






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"In the Shadow of the Palms" (2005), o único documentário filmado antes, durante e depois da queda de Saddam Hussein. De Wayne Coles-Janess.

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Trailer "The War Tapes", realizado por Deborah Scranton, filmado por soldados americanos no Iraque
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Trailer de "No End In Sight" (2007), um filme de Charles Ferguson sobre os erros cometidos na guerra.</p>
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por Daniel Oliveira
Esta música, de Kadhim Al-Saher, o mais popular cantor iraquiano (a viver no exterior) e um dos mais conhecidos cantores árabes, foi composta para o documentário "My Country, My Country". É um hino ao sofrimento dos iraquianos.


Oh meu país, que possas acordar feliz./Reune todos; cura as tuas feridas./Anseio por ver um dia o teu sorriso,/quando é que a tristeza te vai deixar?
Sunitas, xiitas e curdos,/Recebe-os debaixo das tuas asas./És o seu pai; és a sua mãe./Mantem-te firme, não interessa como sopram os teus ventos
Jesus e o profeta Maomé disseram,/A unidade deles é a tua arma,/Amor, paz, inteligência e construção,/Que Deus no céu abençoe o teu sucesso, meu país.
Oh meu amado Iraque; oh Iraque;/Oh meu amado Iraque

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Quarta-feira, 19 de Março de 2008
por Daniel Oliveira
Votaram no último inquérito 443 leitores. À pergunta "No conflito entre os professores e a ministra da Educação, quem tem razão?" 53% (237 votos) respondeu que eram os professores, 27% (118 votos) dá razão à ministra, 10% (46 votos) diz que nenhum deles tem razão e 9% (42 votos) acha que têm dos ambos.

[poll=12]



O novo inquérito assinala os cinco anos de guerra no Iraque. Pergunta-se quem ficou a ganhar com a guerra. Algumas das possibilidades são retiradas de listas feitas por analistas, outras não. Uma das listas foi feita pela Foreign Policy, que escolheu 1o vitoriosos: Irão, Moqtada al-Sadr, Al-Qaeda, Samuel Huntington (pela sua tese do "Choque de Civilizações", China, as ditaduras árabes, o preço do petróleo, a ONU, a "Velha" Europa e Israel. Das 21 possibilidades podem escolher três. As minhas escolhas foram o Irão, os curdos e o fundamentalismo islâmico.

por Daniel Oliveira
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Sábado, 15 de Março de 2008
por Daniel Oliveira
«Foi dado um prazo de três semanas aos 1400 refugiados iraquianos a viver no Reino Unido para se inscreverem num programa de regresso voluntário ao Iraque. Caso não se inscrevam, correm o sério risco de ser desalojados e perder o apoio do Estado, noticiou o jornal The Guardian. Ao aderirem ao programa, terão de assinar uma cláusula que iliba o Governo britânico de responsabilidades, caso algo lhes aconteça no retorno ao Iraque. A decisão da ministra da Administração Interna, Jacqui Smith, de declarar que o Iraque é um país seguro para que os refugiados regressem, vem numa altura sangrenta em que cerca de 80 pessoas foram assassinadas desde domingo passado.» (Público de ontem)

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
por Daniel Oliveira
George W. Bush e Robert Gates defendem a retirada das tropas de território iraquiano.
Das tropas turcas, claro.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
por Daniel Oliveira
A organização não governamental norte-americana Centre For Public Integrity (CPI) fez um levantamento das declarações feitas por oito responsáveis da Casa Branca desde o 11 de Setembro de 2001 até ao início da invasão do Iraque. Contabilizou 935 declarações que falsas sobre as ADM ou as ligações de Saddam à Al Qaeda.



Clicar na imagem para ampliar
Via Prometeu


por Daniel Oliveira
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Domingo, 16 de Dezembro de 2007
por Daniel Oliveira
«A aviação militar turca está a bombardear posições dos rebeldes curdos no Norte do Iraque. Pelo menos uma mulher morreu e duas pessoas ficaram feridas nos ataques. Os habitantes de várias aldeias da região já deixaram as suas casas.»

Um passo estúpido e perigoso, como já aqui escrevi.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
por Daniel Oliveira



Na primeira guerra mundial os soldados alemães faziam poemas à bravura dos soldados britânicos enquanto achincalhavam a criminosa estupidez dos seus comandantes. Dizia um oficial alemão, talvez com algum alívio, que aqueles soldados que eles combatiam eram leões comparados com os cordeiros que os comandavam.

O 11 de Setembro acordou muitos monstros na América. Mas também acordou boas coisas: a vontade de fazer alguma coisa. "Lions for Lambs", de Robert Redford, é sobre essa vontade de fazer qualquer coisa e a incompetência de uma elite que não consegue aprender com os seus próprios erros. E de uma comunicação social que apenas consegue dizer o que é mais confortável de ouvir. Sem respostas (isso é deixado a quem veja o filme) mas com muitas perguntas e um apelo: quando estás entregue a cordeiros, faz qualquer coisa. Um olhar diferente sobre o impasse em que a consciência colectiva americana se encontra. E, na parte que me toca, um excelente contributo para os argumentos que darei para querer que Obama seja o próximo presidente dos EUA: uma questão de credibilidade interna e externa. Mesmo que esteja longe de chegar.

por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
por Daniel Oliveira



José Pacheco Pereira, na revista Sábado, a propósito das armas de destruição em massa no Iraque:
«Eu próprio não tinha dúvidas sobre a sua existência e certamente por não querer dar o braço a torcer, que não é a minha escola, ainda não estou inteiramente convencido sobre o que é que lhes aconteceu. Esta é uma história que permanece mal contada, quer pelos EUA, quer pelos próceres do regime iraquiano, quer pela Síria, Irão e companhia.»

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Domingo, 18 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira
Durão Barroso garante que leu informações que não eram verdadeiras sobre o Iraque. E diz que a prova que o apoio à guerra não retirou a credibilidade a Portugal foi a sua escolha para Presidente da Comissão Europeia.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira








CBS Evening News, 13 de Novembro de 2007

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Sábado, 27 de Outubro de 2007
por Daniel Oliveira
O que correu mal no Iraque









EndGame, Mais uma reportagem Frontline, da PBS

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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
por Daniel Oliveira
Bush para Aznar

Como aldrabar uma resolução

«Redige-se a resolução de modo a que não tenha elementos obrigatórios, que não mencione o uso da força, e que diga que Saddam Hussein tem sido incapaz de cumprir as suas obrigações. Este tipo de resolução pode ser votada por muita gente.»

«Estamos a pensar numa resolução tão simples quanto possível sem muitos pormenores de cumprimento que pudessem servir a Saddam Hussein para os utilizar como etapas e consequentemente não as cumprir.»

«Eu, pela parte que me toca, procurarei a partir de agora usar uma retórica o mais subtil possível, enquanto tentamos a aprovação da resolução.»

«A resolução será feita de modo a ajudar-te [a Aznar]. Tanto me faz o conteúdo.»

Como tratar os aliados quando não o querem ser

«Países como o México, Chile, Angola e Camarões devem saber que o que está em jogo é a segurança dos EUA e agir em relação a nós com um sentido de amizade. [O Presidente Ricardo] Lagos deve saber que o Acordo de Comércio Livre com o Chile está pendente de confirmação no Senado e que uma atitude negativa neste tema poderia pôr em perigo essa ratificação. Angola está a receber fundos do Millenium Account [fundo de ajuda da Casa Branca] e também podem ficar comprometidos se não se mostrarem positivos.»

Foi dez vezes mais

«Claro, para nós essa seria a melhor solução. Para além de tudo, poupávamos 50 mil milhões de dólares.»

O respeito que merecem os europeus

«Quarta-feira vou falar sobre a situação no Médio Oriente, propondo um novo esquema de paz que conheces, e sobre as armas de destruição maciça, os benefícios de uma sociedade livre, e situarei a história do Iraque num contexto mais amplo. Talvez vos sirva.»

«Quanto mais os europeus me atacam mais forte sou nos EUA.»

Tradução hoje no Público.
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
por Daniel Oliveira

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
por Daniel Oliveira
Os mercenários da Blackwater não poderão continuar a actuar no Iraque, por decisão do governo. Mas também não podem ser julgados pelo seus crimes.





Via Zero de Conduta

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
por Daniel Oliveira
«Quero agradecer ao povo de Portugal por apoiarem a sua decisão de ajudar o povo do Iraque e do Afeganistão descobrirem a bênção da liberdade»
George Bush para José Sócrates
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
por Daniel Oliveira



Sete soldados americanos no Iraque escreveram, a 19 de Agosto, um polémico texto no jornal New York Times ("The War As We Saw It"), mostrando, de forma eloquente e pela experiência acumulada, a impossibilidade de vencer esta guerra. Vale a pena ler.

Dois desses sete soldados morreram esta semana: os sargentos Omar Mora e Yance T. Gray. Mortes simbólicas e notadas nos EUA, que se começa a conformar com a derrota.

Mas a missão mais difícil ainda terá para vir: como retirar as tropas garantindo que as baixas não serão ainda maiores do que se espera e recuperando pelo menos alguma parte da fortuna que ali está estacionada em armamento e veículos. Deverá demorar de um a dois anos. Muitos menos do que a longa convalescença que espera os Estados Unidos depois desta aventura irresponsável.

Quanto aos iraquianos, ninguém sabe o nome dos seus mortos e ninguém imagina como poderá aquele país vir a ser um Estado viável. Mas isso, como dizem alguns candidatos democratas sem grande vontade de pagar o preço dos erros passados, será um problema deles. Temo que depois da irresponsabilidade, venha mais irresponsabilidade.

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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007
por Daniel Oliveira
Há momentos em que eles são tomados por um relativismo absoluto. O que é isso da verdade e da mentira?

Claro que eu não podia ter a certeza que não havia armas de destruição em massa. Nem tenho a certeza que elas não estejam agora no pequeno Reino do Butão. Mas, pelo sim pelo não, acho que seria boa ideia tentar ter uma fortíssima suspeita antes de o bombardear. Claro que não podia ter a certeza de que não havia ligações entre Saddam e a al-Qaeda. Mas tendo em conta o que sabia quem queria saber alguma coisa sobre aquelas paragens, podia ao menos ter uma leve dúvida. Claro que há quem ache que, na dúvida, matam-se umas dezenas de milhar, sobretudo se essas dezenas de milhar rezarem de cu para o ar. Só que eu, miserável contemporizador, acho que a guerra se deve mesmo evitar e que quem tem de ter certezas é quem as quer começar.

Claro que depois de sermos enganados, de nos enganarmos a nós próprios ou de ajudarmos a enganar os outros podemos sempre fingir que a vida é mesmo assim, que algumas vezes nos enganamos, que morrem uns milhares por causa disso e que nós podemos continuar a brincar com as palavras e a estar de bem com a nossa consciência. Que, afinal de contas, até podíamos ter razão. Que nunca o saberemos. Que as guerras se começam porque pode ser que se tenham de começar. Como é que se acabam? Não fazemos a menor ideia. Mas, na verdade, não temos nada a ver com isso.

Claro que também não posso garantir que sem a guerra no Iraque não teríamos assistido a tantos atentados. As certezas estavam todas com quem deixou cair "lágrimas furtivas" no "25 de Abril de Bagdad" e se riu da "cara de comunista em dia da queda do muro de Berlim" de todos os que temiam que acontecesse o que aconteceu. Que salivou com a guerra, que deu urros másculos e chamou Chamberlain a quem pestanejou perante os cadáveres. Mas tenho pelo menos uma forte suspeita: não teria morrido tanta gente no Iraque. Mas claro que eu nem tenho a certeza que tenha morrido alguém. Nem posso estar seguro que haja uma guerra no Iraque. E, havendo, que ela não esteja a correr optimamente.

Eu cá não sou dono da verdade. Mas dou esta como certa: que é preciso ter uma monumental lata para, passados estes anos, tantos mortos e tantos factos revelados, insistir nesta argumentação.
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por Daniel Oliveira





O 31 da Armada considera este post de mau gosto. De facto, esqueci-me que este era o dia em que não se falava da utilização abjecta que foi feita do 11 de Setembro para atingir objectivos que nada tinham a ver com o terrorismo. Que este é o dia em que devemos fingir que o Iraque tinha alguma coisa a ver com o 11 de Setembro, que havia armas de destruição em massa e que tudo o que nos disseram nos meses a seguir era a mais pura das verdades. Que devemos aceitar a propaganda como matéria de facto. Que este é o dia em que não devemos nunca, em qualquer circunstância, recordar as dezenas ou centenas de milhares de mortes que a irresponsabilidade desta gente causou. E que este é o dia em que não devemos recorda-lo aos que trocaram a verdade por oportunismo político. É de mau gosto.

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Sábado, 25 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira



«Manadel al-Jamadi morreu a 4 de Novembro de 2003 durante um interrogatório conduzido pela CIA na secção Alfa da prisão de Abou Graib, perto de Bagdad. Este iraquiano, suspeito de ter cometido um atentado na capital iraquiana, morreu quarenta e cinco minutos depois da sua entrada na prisão. Uma autópsia revelará que tinha seis costelas partidas, provavelmente em consequência dos golpes aplicados pelas forças especiais que o tinham detido. No local da CIA, Al-Jamadi, que se queixa de dificuldades respiratórias, tinha a cabeça coberta com um capuz de plástico. Ele é algemado com os pulsos atrás das costas e foi pendurado «à palestiniana», de pé, com os braços fortemente esticados para trás e por cima da cabeça. Muito rapidamente, Al-Jamadi morre de asfixia. O seu corpo, envolvido em gelo e embrulhado em filme plástico, é levado a um duche, antes de sair da prisão de forma dissimulada. Foi aquando da descoberta das fotos de tortura em Abou Graib que este caso foi revelado. Até hoje, nenhum funcionário da CIA foi incomodado por causa desta morte.»
De O tempo das cerejas

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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira


O joenalismo da Fox News via Zero de Conduta

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por Daniel Oliveira
Hoje no Iraque voltou a bater-se um recorde.: num atentado morreram 200 pessoas.
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