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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Morte ao mensageiro

Miguel Cardina, 19.02.12

Um dos problemas da democracia de hoje - que toda a gente repete até à exaustão - é o "divórcio entre os cidadãos e os seus representantes". E o que faz a UE quando por momentos é dado aos cidadãos um vislumbre do que se decide à porta fechada? Quando se tem um relance da falsidade do discurso do "não haverá novo empréstimo", "não somos a Grécia", "estamos no bom caminho e não haverá qualquer necessidade de reestruturar a dívida"? Faz o óbvio: suspende o repórter de imagem.

não sejas nêspera: amanhã sai à rua (5)

Miguel Cardina, 14.10.11

"Para que fique mais uma vez bem claro, este Governo é culpado de duas opções criminosas: 1) procurar resolver o problema da dívida pública, num contexto de recessão internacional, através da contracção da despesa; e 2) fazer recair sobre os trabalhadores, classes populares e serviços públicos todos os custos do selvático “ajustamento” estrutural a que estamos a ser sujeitos."

 

Ler na íntegra o post do Alexandre Abreu

A hegemonia e os Horácios

Miguel Cardina, 05.10.11

"(...) O governo actual é, para o Horácio, a representação natural e inevitável desta harmonia, bom para os criadores de emprego em particular e para todos por extensão. Acredita sem acreditar, porque a Hegemonia é mesmo assim, como a selecção sexual, as escolhas das mulheres ou a prosa do Doente Imaginário de Molière. Não precisamos de a conhecer para ela existir. Um dia acordamos e damos conta de que a Hegemonia dormiu connosco, falamos a língua dela sem esforço, temos a chave do seu automóvel e o seu cartão de crédito. A língua da Hegemonia é fácil, embora só alguns a falem sem sotaque e tenha algumas regras a que convém obedecer. Por motivos obscuros, não se pode chamar Hegemonia à Hegemonia. A Hegemonia, como o Mafarrico, a madrasta da Bela Adormecida ou o Vanilla Ice, não quer ser chamada pelo nome. A Lingua Quartii Imperii tem destas coisas. Para compensar, tem palavras que vêm à boca como cerejas: capital humano, jovem, empreendedor, dinâmico, coesão, inevitabilidade. (...)"

Ler na íntegra o texto do Luís Januário.