Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011
por Miguel Cardina

 

Mais um cartaz da pena mais imaginativa e certeira da blogosfera, a Gui Castro Felga.


por Miguel Cardina
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011
por Pedro Sales

Se Américo Amorim é apenas um pobre assalariado, como diz, quer dizer que as finanças lhe vão poder cobrar metade de 1/14 dos seus rendimentos de 2011?

 

(imagem retirada daqui


por Pedro Sales
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Quinta-feira, 31 de Março de 2011
por Miguel Cardina

O administrador dos CTT, Marcos Baptista, nomeado para o cargo pelo seu ex-sócio e secretário de Estado dos Transportes, Paulo Campos, suspendeu hoje o seu mandato após revelações de que teria falsificado o seu currículo académico. A notícia está aqui e só me fez lembrar um grande hit dos anos oitenta. Deve ser do calor.

 


por Miguel Cardina
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008
por Pedro Sales
Já passa das nove da noite e ainda não se conhece mais nenhuma notícia sobre os estranhos negócios de um certo conselheiro de Estado com um traficante de armas libanês que deixou mais de 40 milhões de euros de crédito malparado no BPN para os tótós dos contribuintes pagarem a conta.

por Pedro Sales
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Sábado, 22 de Novembro de 2008
por Pedro Sales



Dias Loureiro é crédulo e incompetente. Durante 30 minutos foi esta a sua explicação para a original participação que teve no BPN. Assinava as contas, mas nunca deu por nada porque “havia um administrador do banco em quem eu confiava completamente”. Em quatro anos, o BPN mudou quatro vezes de auditores de contas, mas Dias Loureiro nem se apercebeu do facto. A mesma coisa com o Banco Insular. Igual ignorância no negócio do Siresp, do seu braço-direito Daniel Sanches, mas com quem Dias Loureiro nunca trocou uma palavra sobre o assunto. A vida do BPN era um mistério para o conselheiro de Estado. Afinal, ele só se preocupava com os cimentos. É verdade que as empresas que comprou em Porto Rico não apareceram nas contas, mas Oliveira e Costa explicou-lhe que era só até ser criada uma holding tecnológica que aguardava autorização do Banco de Portugal. Dias Loureiro nunca deu por nada, nunca soube de nada, ninguém lhe contava nada. Mas, pelo sim pelo não, vendeu todas as acções e tirou todo o dinheiro que tinha no banco. A credulidade tem limites, convenhamos. Dias Loureiro conhece-os bem.

por Pedro Sales
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por Pedro Sales



Dias Loureiro é crédulo e incompetente. Durante 30 minutos foi esta a sua explicação para a original participação que teve no BPN. Assinava as contas, mas nunca deu por nada porque “havia um administrador do banco em quem eu confiava completamente”. Em quatro anos, o BPN mudou quatro vezes de auditores de contas, mas Dias Loureiro nem se apercebeu do facto. A mesma coisa com o Banco Insular. Igual ignorância no negócio do Siresp, do seu braço-direito Daniel Sanches, mas com quem Dias Loureiro nunca trocou uma palavra sobre o assunto. A vida do BPN era um mistério para o conselheiro de Estado. Afinal, ele só se preocupava com os cimentos. É verdade que as empresas que comprou em Porto Rico não apareceram nas contas, mas Oliveira e Costa explicou-lhe que era só até ser criada uma holding tecnológica que aguardava autorização do Banco de Portugal. Dias Loureiro nunca deu por nada, nunca soube de nada, ninguém lhe contava nada. Mas, pelo sim pelo não, vendeu todas as acções e tirou todo o dinheiro que tinha no banco. A credulidade tem limites, convenhamos. Dias Loureiro conhece-os bem.

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Dias Loureiro é crédulo e incompetente. Durante 30 minutos foi esta a sua explicação para a original participação que teve no BPN. Assinava as contas, mas nunca deu por nada porque “havia um administrador do banco em quem eu confiava completamente”. Em quatro anos, o BPN mudou quatro vezes de auditores de contas, mas Dias Loureiro nem se apercebeu do facto. A mesma coisa com o Banco Insular. Igual ignorância no negócio do Siresp, do seu braço-direito Daniel Sanches, mas com quem Dias Loureiro nunca trocou uma palavra sobre o assunto. A vida do BPN era um mistério para o conselheiro de Estado. Afinal, ele só se preocupava com os cimentos. É verdade que as empresas que comprou em Porto Rico não apareceram nas contas, mas Oliveira e Costa explicou-lhe que era só até ser criada uma holding tecnológica que aguardava autorização do Banco de Portugal. Dias Loureiro nunca deu por nada, nunca soube de nada, ninguém lhe contava nada. Mas, pelo sim pelo não, vendeu todas as acções e tirou todo o dinheiro que tinha no banco. A credulidade tem limites, convenhamos. Dias Loureiro conhece-os bem.

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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
por Pedro Sales
O Banco de Portugal nunca desconfiou de nada no BPN porque Oliveira e Costa era uma "pessoa distinta". Dias Loureiro nunca deu por nada no BPN porque confiava no "Banco de Portugal e no administrador que considerava ser uma pessoa séria".

por Pedro Sales
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
por Pedro Sales
Como, na carta que endereçou à Assembleia da República, Dias Loureiro garante que “não tem nada a esconder”, o PS já garantiu que inviabilizará novamente a sua audição. Dias Loureiro foi administrador e a “cara” mais visível do grupo BPN, no preciso período em que este comprou um banco às escondidas para “lavar” o dinheiro nas operações mais esdrúxulas. Mas, como alega que não tem nada a esconder, o PS considera o caso encerrado. Pegando nas já célebres palavras de Vítor Constâncio, se é tudo gente respeitável por que razão querem alguns deputados importunar o senhor conselheiro de Estado, pretendendo apurar explicações públicas sobre uma questão que vai custar centenas de milhões ao erário público?

por Pedro Sales
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Sábado, 8 de Novembro de 2008
por Pedro Sales



Em dia de manifestação de professores, vale a pena reparar na forma como o ministério da Educação está a organizar a avaliação destes profissionais. As acções de formação dos docentes que vão avaliar os seus colegas incluem, numa escola de Lisboa, um formulário digno das mais delirantes revistas e livros de auto-ajuda. Para avaliar “as dinâmicas organizacionais da escola e o modelo de Avaliação de Desempenho”, têm que responder a questões tão pertinentes como as que pretendem aferir se o divórcio se deve tentar evitar sempre que possível”, se se vestem de “maneira vistosa, boémia ou que chamasse a atenção de qualquer outra forma”, ou se é “mais inteligente que a maioria das pessoas e os demais geralmente reconhecem-no”. O resto do documento segue o mesmo estilo delirante. (Via esquerda.net).

por Pedro Sales
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
por Pedro Sales
Há muito que era evidente que algo não funcionava correctamente no BPN. Uma auditoria da Deloitte & Touche revelou, em 2002, que o banco não cumpria os rácios mínimos de solvabilidade. No ano seguinte o BPN foi investigado por alegado branqueamento de capitais. Os esquemas, resumidos neste post, eram do conhecimento de meio mundo. O poder político fechou os olhos porque o banco era a extensão financeira do PSD. Dias Loureiro, Rui Machete, Oliveira e Costa, Daniel Sanches e mais uma galeria de ex-secretários de estado e ministros participaram e promoveram este verdadeiro caso de polícia.

Vítor Constâncio bem pode dizer que não é polícia e que nem tem meios para tal. Certo. Mas não precisava era fingir, durante anos, que nada se passava e que não sabia de nada. Constâncio não é polícia, mas pode chamá-la. Não o fez até tudo se tornar tão evidente que os próprios responsáveis pelo banco começaram a denunciar a situação. Agora diz, com o maior topete, que os acontecimentos no BPN foram precipitados pelas notícias da comunicação social. O que Constâncio se deveria perguntar é como é que é possível que, ao mesmo tempo que o Banco de Portugal continuava a pedir relatórios à nova administração, as histórias sobre a iminente falência do BPN já tivessem ganho uma tal dimensão que tornaram o destino do banco uma questão de dias. É a passividade do seu papel que está em causa, não um suposto e muito pouco credível exagero mediático.

por Pedro Sales
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Domingo, 2 de Novembro de 2008
por Pedro Sales



O BPN tem uma base política clara, tendo ido buscar pessoas ligadas ao PSD. Para além de Oliveira e Costa, o CEO, e do líder do Conselho Superior, Rui Machete, também Dias Loureiro, Amílcar Theias, Daniel Sanches e Arlindo de Carvalho, todos ex-ministros sociais-democratas, estiveram sentados em órgãos sociais do grupo. Oliveira e Costa é ainda uma figura controversa, tendo estado associado a uma polémica de perdão de juros fiscais a empresários de Aveiro.

Há uma década no poder com Cavaco Silva, um belo dia os barões laranja decidiram criar um banco de negócios. Num país como o nosso, a coisa parecia fazer todo sentido. Se havia dinheiro para ganhar com o Estado,e havia, então que ficasse entre mãos amigas. Com o PSD solidamente instalado no poder, o lucro estava garantido. Só que o PSD deixou de cheirar o poder e o BPN ficou sem sentido que não o de garantir o emprego aos rapazes da Lapa. O caos financeiro há muito que era conhecido e as suspeitas de irregularidades acumulavam-se. A semana passada, Miguel Cadilhe decidiu "participar um conjunto de factos à Procuradoria-Geral da Republica por forma a que os mesmo sejam devidamente investigados". Curiosamente, parecem apenas envolver quadros médios da empresa. No dia em que os contribuintes vão pagar o experimentalismo financeiro laranja é caso para exigir que a culpa, como de costume, não morra solteira e exigir responsabilidades a quem enviou um banco para o abismo.

A vida não está fácil para Manuela Ferreira Leite.

por Pedro Sales
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O BPN tem uma base política clara, tendo ido buscar pessoas ligadas ao PSD. Para além de Oliveira e Costa, o CEO, e do líder do Conselho Superior, Rui Machete, também Dias Loureiro, Amílcar Theias, Daniel Sanches e Arlindo de Carvalho, todos ex-ministros sociais-democratas, estiveram sentados em órgãos sociais do grupo. Oliveira e Costa é ainda uma figura controversa, tendo estado associado a uma polémica de perdão de juros fiscais a empresários de Aveiro.

Há uma década no poder com Cavaco Silva, um belo dia os barões laranja decidiram criar um banco de negócios. Num país como o nosso, a coisa parecia fazer todo sentido. Se havia dinheiro para ganhar com o Estado,e havia, então que ficasse entre mãos amigas. Com o PSD solidamente instalado no poder, o lucro estava garantido. Só que o PSD deixou de cheirar o poder e o BPN ficou sem sentido que não o de garantir o emprego aos rapazes da Lapa. O caos financeiro há muito que era conhecido e as suspeitas de irregularidades acumulavam-se. A semana passada, Miguel Cadilhe decidiu "participar um conjunto de factos à Procuradoria-Geral da Republica por forma a que os mesmo sejam devidamente investigados". Curiosamente, parecem apenas envolver quadros médios da empresa. No dia em que os contribuintes vão pagar o experimentalismo financeiro laranja é caso para exigir que a culpa, como de costume, não morra solteira e exigir responsabilidades a quem enviou um banco para o abismo.

A vida não está fácil para Manuela Ferreira Leite.

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O BPN tem uma base política clara, tendo ido buscar pessoas ligadas ao PSD. Para além de Oliveira e Costa, o CEO, e do líder do Conselho Superior, Rui Machete, também Dias Loureiro, Amílcar Theias, Daniel Sanches e Arlindo de Carvalho, todos ex-ministros sociais-democratas, estiveram sentados em órgãos sociais do grupo. Oliveira e Costa é ainda uma figura controversa, tendo estado associado a uma polémica de perdão de juros fiscais a empresários de Aveiro.

Há uma década no poder com Cavaco Silva, um belo dia os barões laranja decidiram criar um banco de negócios. Num país como o nosso, a coisa parecia fazer todo sentido. Se havia dinheiro para ganhar com o Estado,e havia, então que ficasse entre mãos amigas. Com o PSD solidamente instalado no poder, o lucro estava garantido. Só que o PSD deixou de cheirar o poder e o BPN ficou sem sentido que não o de garantir o emprego aos rapazes da Lapa. O caos financeiro há muito que era conhecido e as suspeitas de irregularidades acumulavam-se. A semana passada, Miguel Cadilhe decidiu "participar um conjunto de factos à Procuradoria-Geral da Republica por forma a que os mesmo sejam devidamente investigados". Curiosamente, parecem apenas envolver quadros médios da empresa. No dia em que os contribuintes vão pagar o experimentalismo financeiro laranja é caso para exigir que a culpa, como de costume, não morra solteira e exigir responsabilidades a quem enviou um banco para o abismo.

A vida não está fácil para Manuela Ferreira Leite.

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Sábado, 25 de Outubro de 2008
por Pedro Sales



O presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Évora não compreende o inquérito instaurado pelo reitor às praxes realizadas num dos pólos da Universidade, avisando que elas vão continuar. Afinal, trata-se de um “hábito antigo” que “é uma manifestação cultural que deve ser respeitada”. Mais a mais, como se percebe, os abusos “não têm lugar no nosso conceito de praxe”. Na Universidade de Évora os alunos do primeiro ano podem ter que rastejar nos excrementos dos animais, mas fazem-no com todas as condições de higiene e controlo de qualidade. Podem ser fezes, mas não é uma merda qualquer. Aqui não há abusos, como se sabe. Cultura que é cultura, só com excremento de asno de primeira qualidade. O presidente da associação de estudantes sabe do que fala.

por Pedro Sales
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por Pedro Sales



O presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Évora não compreende o inquérito instaurado pelo reitor às praxes realizadas num dos pólos da Universidade, avisando que elas vão continuar. Afinal, trata-se de um “hábito antigo” que “é uma manifestação cultural que deve ser respeitada”. Mais a mais, como se percebe, os abusos “não têm lugar no nosso conceito de praxe”. Na Universidade de Évora os alunos do primeiro ano podem ter que rastejar nos excrementos dos animais, mas fazem-no com todas as condições de higiene e controlo de qualidade. Podem ser fezes, mas não é uma merda qualquer. Aqui não há abusos, como se sabe. Cultura que é cultura, só com excremento de asno de primeira qualidade. O presidente da associação de estudantes sabe do que fala.

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O presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Évora não compreende o inquérito instaurado pelo reitor às praxes realizadas num dos pólos da Universidade, avisando que elas vão continuar. Afinal, trata-se de um “hábito antigo” que “é uma manifestação cultural que deve ser respeitada”. Mais a mais, como se percebe, os abusos “não têm lugar no nosso conceito de praxe”. Na Universidade de Évora os alunos do primeiro ano podem ter que rastejar nos excrementos dos animais, mas fazem-no com todas as condições de higiene e controlo de qualidade. Podem ser fezes, mas não é uma merda qualquer. Aqui não há abusos, como se sabe. Cultura que é cultura, só com excremento de asno de primeira qualidade. O presidente da associação de estudantes sabe do que fala.

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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
por Pedro Sales
Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos, ao lado dos Estados Unidos e apenas atrás da Turquia e México.




Gráficos retirados do Jornal de Negócios.


por Pedro Sales
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Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos, ao lado dos Estados Unidos e apenas atrás da Turquia e México.




Gráficos retirados do Jornal de Negócios.


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Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos, ao lado dos Estados Unidos e apenas atrás da Turquia e México.




Gráficos retirados do Jornal de Negócios.


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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
por Pedro Sales


O mais espantoso nesta história das casas da CML é o sepulcral silêncio que envolveu um esquema com esta dimensão. Durante mais de 30 anos, foram entregues 3200 casas a título excepcional e sem critérios definidos. Façamos as contas. Uma em cada sessenta famílias a viver em Lisboa tem uma casa, loja ou sobreloja entregue pela câmara a preços de saldo. Tão espantoso quanto o sucesso deste silêncio, e revelador do esquema bem português que foi alimentando esta rede de cumplicidades, é o desplante que os visados revelam nas respostas à imprensa. Pedro Feist diz que o poder discricionário do vereador da habitação ”é uma realidade histórica”, o que parece tornar a prática aceitável. Como é normal entre nós, não há nenhum arrendatário desta criteriosa prebenda que não ande na rua de cabeça erguida e sem vergonha de ninguém.


Baptista Bastos recusa-se mesmo a revelar quanto paga de renda, dizendo apenas que quando precisou de casa pediu. É um assunto privado, claro, como é que podia ser de outra forma beneficiar de uma casinha com uma renda de favor, subsidiada com os impostos dos restantes lisboetas? Que isso nunca o tenha impedido de escrever aquelas insuportáveis crónicas invocando uma intangível superioridade moral que só a ele assiste, dá a dimensão perfeita de como o descaramento pode render frutos entre nós. A começar pela casinha.


PS: Passado o torpor do escândalo, interessante mesmo era conhecer a listagem dos restantes três mil e tal inquilinos e os critérios que presidiram à atribuição de cada casinha. Talvez desse para perceber melhor algumas comissões de honra...


por Pedro Sales
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por Pedro Sales


O mais espantoso nesta história das casas da CML é o sepulcral silêncio que envolveu um esquema com esta dimensão. Durante mais de 30 anos, foram entregues 3200 casas a título excepcional e sem critérios definidos. Façamos as contas. Uma em cada sessenta famílias a viver em Lisboa tem uma casa, loja ou sobreloja entregue pela câmara a preços de saldo. Tão espantoso quanto o sucesso deste silêncio, e revelador do esquema bem português que foi alimentando esta rede de cumplicidades, é o desplante que os visados revelam nas respostas à imprensa. Pedro Feist diz que o poder discricionário do vereador da habitação ”é uma realidade histórica”, o que parece tornar a prática aceitável. Como é normal entre nós, não há nenhum arrendatário desta criteriosa prebenda que não ande na rua de cabeça erguida e sem vergonha de ninguém.


Baptista Bastos recusa-se mesmo a revelar quanto paga de renda, dizendo apenas que quando precisou de casa pediu. É um assunto privado, claro, como é que podia ser de outra forma beneficiar de uma casinha com uma renda de favor, subsidiada com os impostos dos restantes lisboetas? Que isso nunca o tenha impedido de escrever aquelas insuportáveis crónicas invocando uma intangível superioridade moral que só a ele assiste, dá a dimensão perfeita de como o descaramento pode render frutos entre nós. A começar pela casinha.


PS: Passado o torpor do escândalo, interessante mesmo era conhecer a listagem dos restantes três mil e tal inquilinos e os critérios que presidiram à atribuição de cada casinha. Talvez desse para perceber melhor algumas comissões de honra...


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O mais espantoso nesta história das casas da CML é o sepulcral silêncio que envolveu um esquema com esta dimensão. Durante mais de 30 anos, foram entregues 3200 casas a título excepcional e sem critérios definidos. Façamos as contas. Uma em cada sessenta famílias a viver em Lisboa tem uma casa, loja ou sobreloja entregue pela câmara a preços de saldo. Tão espantoso quanto o sucesso deste silêncio, e revelador do esquema bem português que foi alimentando esta rede de cumplicidades, é o desplante que os visados revelam nas respostas à imprensa. Pedro Feist diz que o poder discricionário do vereador da habitação ”é uma realidade histórica”, o que parece tornar a prática aceitável. Como é normal entre nós, não há nenhum arrendatário desta criteriosa prebenda que não ande na rua de cabeça erguida e sem vergonha de ninguém.


Baptista Bastos recusa-se mesmo a revelar quanto paga de renda, dizendo apenas que quando precisou de casa pediu. É um assunto privado, claro, como é que podia ser de outra forma beneficiar de uma casinha com uma renda de favor, subsidiada com os impostos dos restantes lisboetas? Que isso nunca o tenha impedido de escrever aquelas insuportáveis crónicas invocando uma intangível superioridade moral que só a ele assiste, dá a dimensão perfeita de como o descaramento pode render frutos entre nós. A começar pela casinha.


PS: Passado o torpor do escândalo, interessante mesmo era conhecer a listagem dos restantes três mil e tal inquilinos e os critérios que presidiram à atribuição de cada casinha. Talvez desse para perceber melhor algumas comissões de honra...


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Domingo, 28 de Setembro de 2008
por Pedro Sales
“O meu filho é que mora lá, não tenho dinheiro para lhe comprar uma casa nova”. “É a minha casa de reserva, se amanhã tiver de me separar outra vez para onde vou?”

José Bastos, director do departamento de apoio da CML, justificando a casa em Telheiras que a câmara lhe cedeu há 20 anos e pela qual paga uma renda de 95 euros. Expresso, 27 Setembro.

por Pedro Sales
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