Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
por Sérgio Lavos

 

Nigel Farage é deputado no Parlamento Europeu eleito pelo UK Independent Party. Passou pelo partido Conservador inglês, mas saiu em 1993 opondo-se ao Tratado de Maastricht. É um feroz eurocéptico e define-se politicamente como libertário. Está muito longe dos meus ideais políticos. Contudo, o conjunto das suas intervenções no Parlamento - mais algumas entrevistas - é de um brilhantismo oratório a toda a prova. E é difícil não concordar com muitas das ideias por ele defendidas quando fala das actuais políticas europeias. Enfrentou Van Rompuy e humilhou José Manuel Barroso, o presidente da Comissão Europeia escolhido "secretamente" por ser a marioneta perfeita do poder alemão na Europa. É polémico, certeiro, foge à língua de pau da política, não tem medo do politicamente incorrecto. Gosto dele.  


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
por Miguel Cardina

 

 

Um trabalho de Nuno Oliveira. Clique aqui para ver em tamanho aumentado.


por Miguel Cardina
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Domingo, 16 de Outubro de 2011
por Miguel Cardina

 

Comentadores e blogues de direita andam entusiasmados com a ideia de Passos Coelho de criminalizar ex-governantes e gestores públicos. Percebe-se. A proposta legitima o actual discurso governamental que busca justificar inteiramente as duríssimas medidas de austeridade do OE2012 com o legado Sócrates. O homem que parece possuir também a tal relação difícil com a verdade galga assim as piores pulsões da imensa massa que anda chateada com o estado de coisas. Basicamente, convoca nesta proposta a velha ideia de que os políticos são uma classe à parte - todos igualmente egoístas e preocupados com a própria “vidinha” - e que as opções políticas não são efectivamente opções, mas um mero acto de gestão técnica. Ou seja: a austeridade realmente existente, tal qual foi agora anunciada, é uma consequência inevitável de um “desvio colossal”. Portanto, basta detectar o desvio, indicar os agentes da monstruosa curvatura e tudo volta aos eixos. Como se a “crise da dívida” fosse apenas portuguesa e se explicasse dessa forma. Como se um Estado magro e de défice zero fosse virtuoso. Como se a política se resumisse a contas de mercearia.

 

Claro está que a responsabilização de políticos e gestores é fundamental. Parece até que já existem leis a esse respeito. Ainda recentemente foi aprovada na AR uma lei que criminaliza o enriquecimento ilícito. Talvez agora falte dar um outro passo: efectuar uma auditoria às contas públicas, a partir da sociedade civil, que avalie compromissos assumidos pelo sector público e seus impactos. Deste modo se poderiam detectar eventuais responsabilidades como adiantar caminho para uma reestruturação que mais tarde ou mais cedo o país terá de empreender. Tudo o resto é folclore populista vindo de um partido que fez crescer à sua sombra um banco cuja falência mandou um “rombo colossal” no erário público. E que está coligado no governo com um outro partido cujo líder mandou duvidosamente comprar dois submarinos que custaram mais do que o governo espera arrecadar com os cortes nos subsídios de Natal e de férias. No fundo, é todo um novo desporto que acabou de ser inventado: cuspir para o ar e esperar que o brinde caía apenas na testa do vizinho de trás. Geralmente corre mal.

 

Publicado também no Portugal Uncut


por Miguel Cardina
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
por Miguel Cardina

 

Nestes novos tempos em que a direita tem uma oportunidade de ouro para aplicar o seu programa histórico, temos direito a tudo. Até à reemergência dos velhos e gastos oráculos. Explicando ao povo no Casino da Figueira da Foz as razões pelas quais chegámos a esta "piolheira", Medina Carreira lá fez a sua conversa de taxista ressentido. Afiançou, por exemplo, que neste país se "endeusam" as universidades e que, claro está, temos "doutores a mais". E o Rui Curado Silva, cheio de paciência, lá demonstrou a falsidade desta ideia. Com um gráfico e tudo.

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por Miguel Cardina
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010
por Sérgio Lavos

(Ilustração de Henri Cartoon)

Os obrigatórios discursos nas datas que o regime comemora são sempre tratados pela generalidade de imprensa como aquilo que não são, como processos de intenção ou indicações sobre o rumo que o futuro tomará. Não é à toa que as figuras que discursam sejam marginais ao poder executivo. Falo, claro está, do Presidente da República ou do Presidente da Assembleia da República, a que se pode juntar os líderes dos grupos parlamentares em dias como o 25 de Abril. O que acabamos sempre por ouvir, nestas ocasiões, é uma oratória mais ou menos inspirada que se centra nas grandes questões sem nada aprofundar - as decisões são quase sempre tomadas nos gabinetes dos ministros, e não precisam de retórica para avançar.

Sabendo isto, é fácil de perceber a euforia instalada na direita depois da intervenção de Aguiar-Branco no parlamento. Bem, é ponto assente que terá sido o melhor discurso que ele alguma vez proferiu, mas a esta questão não será alheia a recente derrota nas eleições internas do seu partido. Vamos lá ver as coisas como elas são: a verve irónica demonstrada por Aguiar-Branco não passa de mais um fenómeno circunstancial; o discurso é uma boutade inofensiva que, apesar do que muitos querem fazer crer, nada mostra de diferente na atitude do PSD em relação ao 25 de Abril, e acaba por ser apenas uma provocação infantil à esquerda e aos seus valores - um bobo fica sempre bem em qualquer corte. Mais, a verdade é que todas aquelas citações (parece que o name dropping informal está a fazer escola no PSD, depois daquela célebre entrevista de Passos Coelho) serviram apenas um propósito politiqueiro e obviamente dirigido: a defesa de uma revisão constitucional que torne a lei fundamental do país mais de acordo com o espírito da direita. Os cravos na lapela, que tinham deixado de ser exibidos pelos parlamentares do PSD no tempo de Cavaco Silva primeiro-ministro, regressaram ao partido, desta vez espalhando em redor o distinto fedor da hipocrisia. Não se trata aqui de achar que os valores da Revolução são exclusivo da esquerda - mas aquela referência vagamente subtil à tal nova Constituição, supomos que liberta da canga ideológica que tanta comichão provoca na direita, esvazia de qualquer seriedade o discurso de Aguiar-Branco.

Ao pé de tanta virtude de casta donzela, até poderia soar menos cínico o discurso do Presidente da República, instigando o Governo a apostar nas "indústrias culturais" - o palavreado tecnocrata até provoca arrepios - e no Mar enquanto destino - à moda de Camões e Pessoa. Poderia, escrevi, mas não soa: continua tão cínico como todos os discursos solenes anteriores de Cavaco. O homem que pôs Santana Lopes à frente da Secretaria de Estado da Cultura e acabou com a frota pesqueira nacional não deve ser o mesmo que, sorriso estampado no rosto, incita o país à inovação cultural e a um investimento na nossa mais importante matéria-prima, o mar. Esta ligeireza que parece esquecer o passado é mais um sintoma do vazio instalado na política. Que regularmente regresse, nas datas importantes do regime, é a confirmação da doença - o vazio galga terreno, e ninguém parece preocupado com isso.

(Actualizado)

por Sérgio Lavos
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
por Pedro Sales


Este cartaz, que está colocado nas principais artérias do distrito de Setúbal, não é do PNR. É do PSD. Do PSD de Manuela Ferreira Leite, a líder partidária que prometeu combater o populismo e a demagogia. Dirão que o cartaz é da distrital. Pouco importa. Mais não seja pelos custos associados, a decisão de colocar dezenas de outdoors de 8 por 3 metros não é tomada pelo porteiro do partido. É uma decisão política que reflecte o posicionamento do PSD. Convinha que alguém perguntasse a Ferreira Leite se concorda com a mensagem escolhida por uma das maiores distritais do seu partido, recorrendo à manipulação rasteira do sentimento de insegurança das populações de uma forma que não se via desde os tempos do PP de Manuel Monteiro, com os seus cartazes e tempos de antena simulando raptos de crianças e assaltos a idosos. Brincar com o fogo geralmente queima. É só uma questão de tempo.

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por Pedro Sales
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Este cartaz, que está colocado nas principais artérias do distrito de Setúbal, não é do PNR. É do PSD. Do PSD de Manuela Ferreira Leite, a líder partidária que prometeu combater o populismo e a demagogia. Dirão que o cartaz é da distrital. Pouco importa. Mais não seja pelos custos associados, a decisão de colocar dezenas de outdoors de 8 por 3 metros não é tomada pelo porteiro do partido. É uma decisão política que reflecte o posicionamento do PSD. Convinha que alguém perguntasse a Ferreira Leite se concorda com a mensagem escolhida por uma das maiores distritais do seu partido, recorrendo à manipulação rasteira do sentimento de insegurança das populações de uma forma que não se via desde os tempos do PP de Manuel Monteiro, com os seus cartazes e tempos de antena simulando raptos de crianças e assaltos a idosos. Brincar com o fogo geralmente queima. É só uma questão de tempo.

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Este cartaz, que está colocado nas principais artérias do distrito de Setúbal, não é do PNR. É do PSD. Do PSD de Manuela Ferreira Leite, a líder partidária que prometeu combater o populismo e a demagogia. Dirão que o cartaz é da distrital. Pouco importa. Mais não seja pelos custos associados, a decisão de colocar dezenas de outdoors de 8 por 3 metros não é tomada pelo porteiro do partido. É uma decisão política que reflecte o posicionamento do PSD. Convinha que alguém perguntasse a Ferreira Leite se concorda com a mensagem escolhida por uma das maiores distritais do seu partido, recorrendo à manipulação rasteira do sentimento de insegurança das populações de uma forma que não se via desde os tempos do PP de Manuel Monteiro, com os seus cartazes e tempos de antena simulando raptos de crianças e assaltos a idosos. Brincar com o fogo geralmente queima. É só uma questão de tempo.

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