Domingo, 2 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos

Bom texto de Viriato Soromenho-Marques sobre o Rei Midas ao contrário, Miguel Relvas, a absoluta falta de noção de interesse nacional deste Governo:

"O ministro Relvas é o contrário do Rei Midas. Em vez de ouro, tudo aquilo em que ele toca fica transformado numa espessa trapalhada cor de chumbo. A privatização, aliás "concessão", da RTP deixou de ser um assunto sério para descer ao nível rasteiro das coisas venais. Como nenhum dos decisores parece interessado em falar na questão do interesse público, permitam-me que recorde duas das principais razões para a sua manutenção e aperfeiçoamento. Portugal precisa de um serviço público de rádio e televisão, em primeiro lugar, porque um povo tem o direito de reinventar e alimentar permanentemente uma narrativa identitária, plural, que não fique à mercê das forças de mercado e dos interesses de fação. Em segundo lugar, o serviço público é indispensável para estar à altura da herança transmitida pelos nossos antepassados. Portugal é a única pequena potência que criou uma "língua imperial", que é idioma oficial em amplas e descontínuas áreas geográficas. O alemão e o russo, embora línguas importantes, não correspondem à característica "imperial". As numerosas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo têm direito a um serviço público de radiotelevisão que não deixe apenas à iniciativa dos nossos irmãos brasileiros a defesa e progresso da nossa diversificada língua comum. É natural que, no longo prazo, a hegemonia do Brasil seja esmagadora, também no plano linguístico. Mas a vontade política de um país que não abdica do exercício do seu poder cultural, sobretudo quando a sua soberania está tutelada, deveria ir no sentido de retardar ou contrariar esse processo "natural". Mas em Lisboa parece que o interesse nacional e a visão estratégica se transformaram em coisas bizarras e bizantinas."


por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

 

As séries da idade de ouro da televisão americana têm sido exibidas na RTP2. Com uma ou outra excepção: por exemplo, House, que passou na TVI sempre depois da meia-noite, depois do enlatado de telenovelas; ou Lost, que passou pela SIC em horário mais agradável*. Lembremos que a maioria destas séries é exibida nos EUA em horário nobre - apesar de as melhores serem menos vistas, sendo produzidas pelos canais por cabo. É claro que podiam passar na RTP1, e quase que aposto que algumas das que têm passado no 2.º canal teriam audiências bastante razoáveis. No entanto, a aposta existe e é da estação pública. Para bem e para o mal, podemos ver o melhor da ficção produzida em território americano - e muitas destas séries são melhores do que a maioria do cinema que actualmente sai de Hollywood - graças a uma consciência de programação para além dos critérios comerciais. Mad Men, Sete Palmos de Terra, Dexter, Os Sopranos, Californication, etc. etc.

 

*Pelos visto, não passou na SIC, mas sim na RTP1. Enganei-me, porque confesso que nunca acompanhei a série, tendo apenas visto alguns episódios que me emprestaram em DVD. De resto, esta informação apenas reforça o que eu escrevi.


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

O Monty Python Flying Circus (Os Malucos do Circo na versão portuguesa) passava na RTP2, às 20h00, à hora do telejornal do canal 1. Lembro-me bem porque acabei por ver poucos episódios nessa passagem - havia apenas um televisor em casa, e o telejornal acabava sempre por ganhar nas preferências da família. Eu teria 11, 12 anos, mas um grupo de colegas na escola, fãs dos Python, levou-me a que tentasse também acompanhar a série. Ainda bem que fui pressionado pelo grupo. Se os mais geniais humoristas de sempre aparecessem agora, algum canal privado compraria a série? Resposta fácil: não. A britcom continua a passar na RTP2, agora como há 30 anos atrás. Poder-se-á dizer: mas agora há cabo e DVD's. Pois: um quarto dos portugueses* continua sem acesso à televisão por cabo - e muitos estão a desistir por causa das dificuldades financeiras - e os DVD's estão cada vez mais inacessíveis pelas mesmas razões.


(Dedico este sketch aos nossos governantes, em especial ao nosso querido ministro Miguel Relvas.)

 

*corrigido.

por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

por Sérgio Lavos
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Domingo, 26 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

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Sábado, 25 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

RIP Neil Armstrong.

por Sérgio Lavos
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
por Sérgio Lavos

Hoje, às 21h00, numa RTP1 perto de si.

 

Juro que quando vi o post do Gabriel Silva pensei que fosse uma piada. Mas não, é verdade. Miguel Relvas e o seu séquito de invertebrados irão estar em directo no principal canal público, lambendo cus a empresários amigos do ditador de Luanda, patrocinados pela inenarrável Fátima Campos Ferreira. Está bonito, isto.


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

A questão da RTP. A direita neoliberal pressiona, directa e indirectamente, o Governo para privatizar a estação pública. Pensa-se nisso, fala-se disso, mas, atenção: a SIC e a TVI vêm dizer que mais canais privados, não! Claro, como não compreendê-los, ninguém gosta de concorrência. O ministro Relvas recua, ou não fosse a SIC dirigida por um dos fundadores do PSD. E decide repensar o "serviço público". Escolhe uns quantos amigos para estudar a coisa, junta-lhe mais três ou quatro vozes mais independentes para disfarçar, e está constituído o grupo de trabalho. É claro que os três independentes acabam por sair a meio do processo, em desacordo com as decisões da maioria. O maravilhoso grupo, reduzido a sete (menos avenças se pagam), chega à conclusão que a ideia de "serviço público" não contempla uma aposta na informação. Isto é, privatiza-se um canal, e deixa-se o outro a carburar a concursos e a jogos da selecção de futebol de praia. E talvez finalmente o ministro Relvas tenha as suas "Conversas em Família", às 9 horas da noite, uma hora a ensinar ao povo que a pobreza é uma virtude e o trabalho uma panaceia essencial. Com a economia neste momento a caminhar em direcção aos anos 70, por que não termos a RTP dessa década? Faz todo o sentido.


por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
por Miguel Cardina

 

Hoje, no Telejornal da RTP, foi possível assistir a uma detalhada reportagem sobre uma dupla de meliantes que tentou assaltar sem sucesso uma turista na praia. Logo de seguida, uma notícia sobre "insegurança" dava conta de um aumento imediato do dispositivo policial, anunciado pela voz grave do nosso novel Ministro da Administração Interna. Se coincidência não é, o que chamar a isto?


por Miguel Cardina
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
por Sérgio Lavos

Belo exemplo do capitalismo que temos: um empreendedor de loga data (e uma das figuras fundadoras deste regime), Pinto Balsemão, tremendo com a concorrência que poderá ter se a RTP for privatizada. Sabemos porquê: apesar da privatização de muitas empresas públicas que asseguravam a prestação do serviço público em sectores fundamentais da nossa economia - falo da Galp e da Petrogal, da PT e da EDP -, as leis do mercado e da concorrência nunca funcionaram. Continua a haver concertação de preços na área dos combustíveis e das comunicações e somos dos países da UE onde os consumidores mais pagam pela electricidade - e não esqueçamos que a EDP é, na prática, uma empresa privada que existe em regime de monopólio. Mas a televisão, lamentavelmente para Balsemão, é diferente: precisa da publicidade para dar lucro; o mercado, no meio audiovisual, funciona mesmo. São estes os empresários que temos, a nossa elite económica que domina indirectamente o poder político: saudosistas do Portugal corporativista que durante quarenta anos Salazar foi construindo.

 

*A questão em si, da privatização da RTP, é outra história; parece-me que o mais racional será privatizar apenas um dos canais, neste caso a RTP1, que não é carne, nem é peixe, não é serviço público nem dá lucro.


por Sérgio Lavos
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Sábado, 18 de Setembro de 2010
por Sérgio Lavos


Escrevo este post sabendo que fará parte do circuito iniciado em 2008, quando um alucinado Joaquin Phoenix apareceu no programa de David Letterman dizendo que abandonava o cinema e iria dedicar-se a uma carreira de rapper. Isso foi o início. O que se seguiu - as imagens de concertos no You Tube, reacções de blogues e comentadores de jornais, opiniões de toda a gente, de críticos a fãs do actor - foi o que Phoenix esperava: a sociedade do espectáculo a funcionar, em todo o seu esplendor, assistindo à encenação da vida de uma celebridade, da sua ascensão (a nomeação para o Oscar em Walk the Line) à queda, até à redenção, que seria a aparição no festival de cinema de Veneza na estreia do suposto documentário, realizado por Casey Affleck (também ele actor, para além de ser seu cunhado). O suspense manteve-se durante todo este tempo, mas já poucos acreditavam na farsa ensaiada por Phoenix e Affleck. Finalmente, o realizador do falso filme revelou a verdade, reafirmando a pureza de intenções - uma reflexão, em forma de mock documentary, no estilo das performances de Sacha Baron Cohen ou de Andy Kaufman. Tudo muito bem, claro, mas podemos divagar um pouco sobre o acto: a novidade é impossível, tudo já foi tentado antes. Claro, a encenação de dois anos cai nesta categoria. E a suposta reflexão sobre o star system tem pouca razão de ser; todas as celebridades parecem representar um papel que se aproxima de uma persona real: Britney Spears brincou à menina inocente tornada rebelde pela força das circunstâncias, Lindsay Lohan parece adequar-se ao seu papel de fora-da-lei rica e mimada, Pete Doherty é o heroin chic do momento (distante da verosimilhança de um Kurt Cobain, por exemplo), Amy Winehouse simula gostar de cambalear em palco tornando-se vítima da sua própria encenação. O mundo é um palco, mas Joaquin Phoenix e Casey Affleck, pese embora os eventuais méritos que o mockumentary possa ter, limitam-se a recuar um pouco mais a câmara, mostrando o backstage da encenação, descobrindo as costuras do fato. Nada de novo, portanto, tudo de igual na frente ocidental, e até a verdadeira morte do irmão de Joaquin, River Phoenix, de outra doença das celebridades, overdose, retira seriedade ao projecto. E, para cúmulo, a minha opinião sobre o assunto deverá ter sido repetida, pela Internet fora, milhares de vezes. Original? Nunca, a impossibilidade prática.


por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
por Sérgio Lavos
A credibilidade de Mário Crespo enquanto jornalista e/ou figura hipoteticamente próxima do PSD será o ponto onde se irá jogar o caso do almoço das calhandreiras. Ora, isso deveria ser o que menos interessa neste caso; seria mais construtivo tentar saber se as fontes do jornalista são credíveis e, partindo daí, tentar perceber de que modo se equivale este caso a outras anteriores polémicas com os media, deste e sobretudo de anteriores governos. Por exemplo, haver notícias de supostas pressões para despedir uma figura política e/ou mediática de um espaço de comentário na televisão é suficientemente grave para a descredibilização de um governo, ao ponto de levar a uma intervenção presidencial? E, a ser verdade o que Mário Crespo conta, quem é o executivo de televisão que escutava atentamente o Primeiro-Ministro, o Ministro de Estado e o Ministro da Presidência em dia de apresentação ao Parlamento do Orçamento de Estado?

Talvez na resposta a esta última pergunta resida a única falha formal do artigo de opinião de Mário Crespo. Tudo o resto me parece claro como água, ainda por cima quando Crespo garante que confirmou com mais do que uma fonte os factos relatados. Não se pode continuar a sacudir a água do capote e a desculpar tudo por razões de proximidade ideológica - é de aproveitar, quando alguém é tão directo como Mário Crespo foi.

por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
por Sérgio Lavos
Ontem, foi chumbada no Conselho Europeu a proposta para discutir a questão do conflito de interesses de membros da Organização Mundial de Saúde, em concreto a proximidade que alguns têm à indústria farmacêutica que lucrou com a declaração de pandemia da gripe A. Julgo que não se ficará por aqui o esforço dos parlamentares que querem saber as razões que levaram a que dezenas de países gastassem milhões em vacinas e medicamentos anti-virais (em tempos de crise) que acabaram por não ser utilizados.

Mas a questão que temos de colocar é esta: abrirão um dia os telejornais com a notícia da investigação à actuação da OMS neste caso da pseudo-pandemia? Dormiremos mais descansados, então?

(Já agora, será que é possível algum órgão de informação investigar e divulgar o número de pessoas que morreram em Portugal em consequência da gripe sazonal, a partir do momento em que foi declarada a pandemia de gripe A? Não é para isso que também serve o jornalismo?)

por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
por Sérgio Lavos
A história repete-se, a cada caso "dramático", a cada "tragédia humana". Começa por ser apenas uma notícia, o relatar dos factos, os números, as opiniões, o que verdadeiramente interessa. Mas, passados alguns minutos de outras notícias à volta do caso, a redundância começa a instalar-se: são entrevistadas personagens que nada têm que ver com o caso, jornalistas entram em directo do local sem ter nada para dizer, convida-se "especialistas", comentadores, figuras mais ou menos públicas, e passa-se da redundância à exploração de uma notícia, ao sensacionalismo, tal como ele pode ser definido. Ao fim de quinze, vinte minutos, chegamos à caricatura de jornalismo: "populares" que nada viram mas são agressivamente questionados pelo jornalista no local, câmaras a rodopiar em estúdio fazendo reportagem sobre o trabalho dos jornalistas, conferências oportunistas de membros do governo em directo para as televisões. Tudo volta uma vez mais a acontecer: o Jornal da Tarde da RTP 1 de hoje foi um exemplo típico, como o será o Telejornal da noite. A determinada altura, houve um directo numa sala das instalações da RTP onde uma jornalista (?) falou do trabalho de colegas que cobriam os acontecimentos pós-terramoto. Depois, a conferência de imprensa do Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a explicar que Portugal irá enviar donativos ao povo que sofre, mantendo um hábito cultivado pelos políticos, o de explorar a miséria humana em proveito próprio. Não seria suficiente um comunicado, o pudor, o respeito, em vez do espalhafato do directo para os telejornais? E depois, a cereja no topo, o regresso à tal sala e entrevista aos trabalhadores que acompanham nos bastidores da notícia. Foi no Haiti, a tragédia, e foi apenas a repetição de um hábito; e todas as televisões se repetem, até à náusea, até a única opção possível ser desviar o olhar e não pensar no sofrimento do Outro. A hiper-mediatização da realidade funcionando em todo o seu esplendor - admirável mundo novo.

por Sérgio Lavos
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Domingo, 10 de Janeiro de 2010
por Sérgio Lavos


Há um filão que parece não se esgotar na produção televisiva americana - e a única maneira que temos de beneficiar desta época de ouro é ver as séries, tarde e a más horas, em canais por cabo ou em DVD. Não vale a pena lamentar os enchidos de novelas ao serão em vez de produtos acima de qualquer suspeita; na cabeça dos programadores das televisões nacionais o lucro é sinónimo de oferecer ao povo aquilo que este pensa que quer - velha história. A verdade é que estas séries passam nos E.UA. em prime time, sendo sinónimo de audiência garantida para os canais nacionais americanos - e falamos "apenas" de House, Perdidos ou Flashforward, por exemplo. Não lamentemos, então, e saboreemos em doses mais ou menos homeopáticas o que vai sendo importado.

A RTP 2, lembrando-se de que também tem uma função de serviço público, vai passando diariamente, depois do seu serviço noticioso, uma amostra desta produção. Actualmente, destaca-se Mad Men, às sextas-feiras. A série retrata as vidas de um conjunto de publicitários americanos na transição dos anos 50 para os 60. Os optimistas 50 terminavam, os revoltosos 60 começavam, e tudo estava prestes a mudar. O que é extraordinário é o ponto de partida da série: a estrutura folhetinesca, que por vezes até faz lembrar uma qualquer novela, é de uma simplicidade aparente: os diálogos são inteligentes, a fotografia e os cenários exemplares, reconstituindo a época de acordo com a imagem que temos dela (a imagem criada, é certo) e o trabalho de câmara tem quase sempre uma qualidade cinematográfica - como alguém já escreveu algures, Mad Men é melhor do que 90% dos filmes que são produzidos nos E.U.A. Está lá tudo: os hábitos que agora são considerados politicamente incorrectos - fumar, bater nos filhos, sujar os espaços públicos; o lugar da mulher na sociedade, muito distante do que entretanto já foi conquistado; os conflitos raciais; o aparecimento de uma nova classe burguesa, que precede em duas décadas o predomínio dos yuppies.

Precisamos de conhecer o passado para entender e aceitar o presente. Em apenas quarenta anos, o mundo ficou completamente diferente; os valores não são perenes, como já devia saber quem luta contra a mudança, principalmente quando a mudança pode levar a mais igualdade e justiça. Mad Men é a série ideal para se perceber esta ideia.

por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira
Acho inacreditável que as televisões ainda não tenham feito reportagens aprofundadas sobre as actividades fisiológicas dos jogadores da selecção. Já tudo foi motivo de aturada análise e reflexão. Como podemos ficar na completa ignorância em relação às idas dos jogadores, seleccionador e equipa técnica à casa de banho? Qual a frequência? Vão de manhã ou mais à noite? Qual a cor? E a consistência? Neste país o que é realmente importante é sempre tratado pela rama.

por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
Principais queixas: a RTP beneficia o governo; o Bloco de Esquerda é levado ao colo.
Principais conclusões da ERC em relação ao ano de 2007: a SIC dá mais espaço ao PS e ao governo do que a RTP; com votações semelhantes ao CDS e ao PCP, o BE tem de três a cinco vezes menos notícias que o CDS e três vezes menos do que o PCP.


por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 29 de Abril de 2008
por Daniel Oliveira


1964 - Oração - António Calvário


por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
por Daniel Oliveira
Entre 20 e 24 de Maio, Belgrado recebe a 53ª edição do Festival Eurovisão da Canção. O Festival da Canção já conheceu melhores dias na Europa e em Portugal. Durante a minha infância e adolescência o País parava para ver os seus ilustres representantes serem humilhados. E gostava. Continuamos a ser humilhados mas já nem damos por ela. O que é uma pena. Este ano a nossa representante é Vânia Fernandes. Quem é esta serigaita ao pé de um António Calvário, Carlos Mendes, Simone de Oliveira, as Doce, José Cid, Armando Gama ou Maria Guinot? Que falta de respeito pela memória de Shegundo Galarza e Thilo Krassman.

Aqui, diariamente, recordarei o que de melhor na cultura portuguesa se produziu. Excertos da melhor poesia. Sempre a mesma história de amor. Ele só pensa nela a toda a hora, sonha com ela p'la noite fora, chora por ela se ela não vem. E assim continua de ano para ano. O vento muda e ela não volta, ele sabe que ela mentiu, para sempre fugiu. Anda fugida nas asas do sonho. Acha ela que é bom andar sem Norte, não precisar visto, nem usar passaporte. E ele perdido como o fumo subindo no aaaaaaa-aaaaaa-aaaaaaar, como balão que sobe sobe, como o papagaio que voa, dai li, dai li, dai li, dai li dou, anda pelas ruas indiferente, caminhando sem mais notar a gente que por ele vê passaaaaaaa-aaaaaa-aaaaaaar. Anda assim ele no meio de tanta gente recordando esse amor sem grade, fronteira, barreira, muro em Berlim. Um sonho, um livro, uma aventura sem igual. Recorda aquelas noites que duravam até às seis e meia de loucura, em que ela vinha em flor e ele a desfolhava. E a desfolhada era com amor amor amor amor amor presente. No meio da loucura ela implorava «Não sejas mau p'ra mim, oh oh...». E ele dizia: «Bem bom!». Ái, que foram vidas tão cheias, foram oceanos de amor!

Desde António Calvário simulando uma reza às escandalosas Doce, passando por Pedro Osório de cravo ao peito, o Festival da Canção era um excelente retrato do país. Mas chegou uma altura em que a coisa descarrilou. Tornou-se, por assim dizer, demasiado estrangeirado - apesar de, no início dos 80, o «Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye, amore, amour, meine liebe, love of my life» de José Cid e o "Play Back" de Paião ter começado esse processo. Por isso irei apenas até 1989. E mesmo este é um ano de excepção, com os Da Vici a devolverem alguma dignidade coreográfica, poética e musical ao acontecimento. Antes disso, páro em em 1986, com o memorável "Não Sejas Mau para Mim", da inesquecível Dora. De 1964 ao final dos anos 80, aqui ficam, diariamente, até dia 20, os ilustres representantes do nacional-cançonetismo. Ái que saudades!

Excepcionalmente, começo esta autêntica cronologia da história musical portuguesa por um derrotado entre os derrotados. Um vulto da nossa cultura que em 1967 foi injustamente excluído em favor de Eduardo Nascimento. Já então o politicamente correcto fazia as suas vítimas. Senhoras e senhores telespectadores, a canção número 3: "Sou tão Feliz»:


por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
por Daniel Oliveira
«Eu não sou de intrigas, mas quando a RTP convida uma boa jornalista para fazer jornalismo, todos percebemos que houve marosca, e da grossa.»
Ricardo Araújo Pereira, Visão

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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008
por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008
por Daniel Oliveira
A mais recente moda do telelixo pode ser encontrada nos telejornais. Os telespectadores podem entreter-se e indignar-se (hoje em dia é a mesma coisa) com vídeos filmados por adolescentes que espancam outros adolescentes para depois os colocar no YouTube. Quando pensávamos que o jornalismo podia aprender alguma coisa com o melhor que anónimos vão colocando na rede, aprenderam com o pior.

Por isso, se tens menos de 18 anos, queres os teus cinco minutos de fama em todo o Mundo, espanca um colega e manda-nos o teu vídeo. Estão a ter muita saída.

Não coloco aqui o vídeo que puderam ver nos telejornais. Haja em algum lado algumas regras éticas.

por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 31 de Março de 2008
por Daniel Oliveira
A cultura de massas é assim: tudo o que ganha demasiada visibilidade rapidamente se transforma em entretenimento. Julgavam que estavam a ter um debate sério sobre a disciplina enquanto gritavam pela autoridade? Não, não estavam. Estavam só a dedicar-se a mesmo de sempre: voyerismo televisivo. Mas não eram os únicos a divertirem-se:



pb1.jpg



Enquanto os pais viam 567 vezes o mesmo vídeo para terem o prazer da indignação, os filhos transformavam tudo em gozo. Para o mesmo fim. Tudo o que aparece mais do que uma vez na televisão transforma-se em momento lúdico e comércio. Neste caso, de fraca qualidade, o que é lamentável. O dos adultos e o dos jovens. O choque colectivo com o vídeo é o sinal de uma sociedade à procura de "valores" e de "autoridade"? Não, é só o mesmo do costume: divertimento. O "deles" e o "nosso".

Agora sim, o 9º C está em grande. São heróis Pop. Não, não foram os adolescentes que trataram da promoção. Foram os canais de televisão e a turba indignada de candidatos a linchadores.

Imagem e vídeo via Activismo de Sofá e Manual de Deus.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008
por Daniel Oliveira


É evidente que as reportagens que mostram a intimidade e quotidiano dos políticos são uma encenação. Pelo menos esperemos que sejam. Se não concluiríamos que o nosso primeiro-ministro começava a trabalhar às 11 da manhã. Foto roubada ao Pedro Sales.

por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 13 de Março de 2008
por Daniel Oliveira


Estava dividido. O que ver? A entrevista íntima de Sócrates, a entrevista de Menezes (com ele todas são íntimas) ou a segunda parte do jogo Sporting? De Menezes desisti antes de começar, que esta semana já ri o que chegue. Fiquei em Sócrates e garanti depressão para uma semana. Bolas, o homem está mesmo em baixo! Desmarquem as manifestações antes que ele tenha um esgotamento. Se aquilo é o registo informal, venha a formalidade. Concedo que até disse duas coisas interessantes. Mas foram duas citações. Acabei por regressar ao Sporting. E ainda bem. Haja alegrias nesta vida.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 11 de Março de 2008
por Daniel Oliveira


Para quem não viu "A Guerra", de Joaquim Furtado, aqui fica, via Avatares do Desejo, a primeira série completa: aqui, para descarregar, e aqui, para fazer busca no Google e ver cada um deles no Youtube.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
por Daniel Oliveira
A quem teve a sorte de ver a sétima série de "The West Wing" ("Os Homens do Presidente", pela qual sou fanático incondicional), não terá escapado a semelhança entre o candidato democrata latino que acaba por ganhar, contra todas as previsões iniciais, Matthew Santos (Jimmy Smits) e Barack Obama. Pois a semelhança não era uma coincidência. Os autores da série reconheceram agora que se inspiraram, ainda em 2004, num jovem candidato a senador: o próprio Obama. Premonição. Outra semelhança que não deve, também ela, ter sido coincidência: a do candidato republicano, Arnold Vinick (Alan Alda), um velho moderado, com John McCain. Mais uma vez, a ficção antecipa-se à realidade. Tem uma vantagem: é menos conservadora do que conseguimos prever.



Fica aqui parte do debate ente Santos e Vinick, num episódio que é todo ele o próprio debate, em que os candidatos decidem não cumprir as regras que empobrecem a discussão política. Esperemos que, quando chegar a altura, Obama esteja tão bem como Santos e o confronto seja semelhante a isto e não um amontoados de sound bites com alguns segundos.

por Daniel Oliveira
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008
por Daniel Oliveira



Neste concurso, um espectador disse ao telefone que estava com pressa porque tinha de ir trabalhar. A apresentadora respondeu: «Arbeit Macht Frei» (O trabalho liberta), frase inscrita nas portas de vários campos de concentração nazis. E lançou uma gargalhada, perante o silêncio da sua colega. Quando voltou para o ar, pediu desculpas. Tarde demais. Foi despedida.

Isto é num país que leva a memória a sério. Cá, qualquer esboço de indignação com qualquer alarvidade que se diga conta imediatamente com a ira da brigada politicamente incorrecta. Cá somos todos porreiros e nada é para levar muito a sério. Nem memória, nem o que se diz.

Sou dos que defende que a liberdade de expressão é o mais importante de todos os valores democráticos. A lei não deve proibir que se diga nada. Somos nós, cidadãos, que devemos reagir com indignação aos que insultam a nossa memória. Porque a indignação também é um direito fundamental. E quando deixamos de nos indignar as maiores enormidades passam a ser ouvidas como se de coisas naturais se tratassem.

por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008
por Daniel Oliveira

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
por Daniel Oliveira


Ontem, no "Prós e Contras", Mário Lino e Zita Seabra trocaram argumentos: quem foi o primeiro a sair do PCP? Quem foi comunista até mais tarde? Quem se envergonha mais do seu passado?

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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
por Daniel Oliveira


O Pedro Sales tem toda a razão. A abertura de um quinto canal de televisão em sinal aberto é uma péssima ideia. Na televisão, as coisas vão apenas piorar mais um pouco. Com o cabo e a Net a ganhar espaço nos segmentos com maior poder de compra, continuará a guerra para captar o máximo de público com o mínimo de custos. Isto não quer dizer que se dê às pessoas o que elas querem ver. Quando os interesses são cada vez mais diferenciados, a televisão generalista, a única acessível aos mais pobres, limita-se a procurar o mínimo denominador comum: o que afugenta menos pessoas. E como as receitas em publicidade diminuirão, os custos em produção também terão de baixar. Concursos e novelas são a coisa mais barata para produzir dentro dos produtos de consumo indiferenciado. E como os preços da publicidade vão baixar o tempo de publicidade terá de subir.

Mas a tragédia será mesmo para a imprensa e rádio. Com o mercado da publicidade a aceder a saldos televisivos (o que na realidade já acontece), o pouco que ainda resta para a imprensa e rádio generalistas - que chegam a menos gente - vai acabar de fazer a migração, aprofundando ainda mais a crise no jornalismo nacional. Ou seja, com televisões generalistas com menos receitas (e por isso menor disponibilidade para investimento em áreas quase sempre deficitárias, como a informação) e jornais e rádios sem anunciantes, o que aparentemente aumentaria o pluralismo - a abertura de um quinto canal - terá exactamente o efeito contrário. Dirão: a concorrência tratará de fazer fechar o canal de televisão que não conseguir ser competitivo. Falso. Eles conseguirão aguentar, nem que seja com margens de lucro mínimas. São os jornais que pagarão a factura. Porque o mercado publicitário é o mesmo.

por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
por Daniel Oliveira

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Muito mais "avançados" que nós nas relações laborais, a NBC decidiu dispensar os serviços dos funcionários dos programas atingidos pela greve dos argumentistas. É para sabermos o que nos espera. Felizmente, no caso do "The Tonight Show" e do "Late Night", Jay Leno e Conan O’Brien, respectivamente, num gesto de solidariedade, decidiram pagar do seu bolso os salários dos colaboradores. Recorde-se que a greve dos guionistas apenas exige o evidente: que recebam alguma coisa dos lucros recolhidos pelos seus produtos na Internet. Este episódio limita-se a comprovar o que sabemos: que a ganância rima sempre com a falta de sentido de dever. E que a única forma de lhe resistir é a solidariedade, como têm demonstrado a generalidade dos actores e realizadores (parados por causa desta greve) para com guionistas. (Notícia via Boina Frígia)

PS: Há algum tempo que estou para escrever uma coisa um pouco maior sobre esta greve. Ainda não é desta. Lá irei. Já gastei é o título provocador e sem qualquer relação de conteúdo com o filme homónimo. Sou um esbanjador.

por Daniel Oliveira
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Domingo, 25 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira


Num programa de telelixo espanhol da Antena 2 ("Diário de Patrícia, do canal Antena3), uma jovem russa vai à televisão sem saber quem vai encontrar. A produção tinha uma surpresa para ela. Era o seu ex-noivo que a ia pedir em casamento. Acontece que o rapaz já tinha sido denunciado por maus-tratos. Tinha até cumprido 11 meses de prisão. A rapariga recusou o pedido de casamento em directo. Foi assassinada depois. (Via Zero de Conduta)

por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira

 



É inacreditável que uma deputada entre num estúdio para agredir um jornalista. Só que ao ver esta peça e ao ler esta, esta, esta e esta notícia (todas iguais, a mostrar como vivemos num maravilhoso pluralismo informativo), há sempre uma informação que não é dada e que qualquer peça jornalística normal daria: o que raio escreveu o jornalista que provocou tamanho destempero? Ficamos a saber que Chávez já se referiu a ela, que ela não vai processar o jornalista, que o jornalista diz que lhe pode acontecer alguma coisa... Não seria normal que alguém tivesse a fineza de nos dar esta insignificante informação: o que escreveu o jornalista sobre a mulher?

Fiz uma busca e encontrei. Foi uma longa investigação que tomou 10 minutos de meu tempo. Num estilo de denúncia militante, o jornalista Gustavo Azócar Alcalá conta que a deputada Iris Varela perdeu o seu filho no dia do parto. Pelo que percebi (mas não fiquei seguro), a morte do filho não era do domínio público. E depois, em pormenor, explica como reagiu, no próprio dia, a este acontecimento e as coisas terríveis que disse aos médicos nesse dia. Acaba por atribuir a esse acontecimento o seu suposto desequilíbrio psicológico e até a sua militância política.

De tudo o que li sobre a deputada ficou para mim claro que é uma figura estranha, agressiva e com negócios pouco claros. De tudo o que vou lendo da imprensa venezuelana (quase toda ligada à oposição), percebo que o jornalismo que por ali se faz (sobretudo nas televiões) é abaixo de qualquer explicação. O comportamento da deputada (ainda mais tendo imunidade parlamentar) é inaceitável. Mas o dever dos jornalistas, dos nossos, é dar-nos todos os dados relevantes e não fazer apenas copy/paste da mesma fonte e mostrar a imagem chocante. Isto, claro, se não queremos que o nosso jornalismo e a nossa política fiquem iguais aos da Venezuela.

As coisas acontecem por uma razão. Contar essa razão não é justificar as coisas. Neste caso, saber isto ajuda a perceber que as motivações da senhora para este comportamento são mais pessoais (numa matéria de enorme sensibilidade) do que políticas. Nem menos nem mais condenáveis por isso. Mas ficamos a saber. E é ficamos a saber o fundamental sobre as coisas depois de rirmos ou de nos indignarmos com as imagens que faz a diferença entre o jornalismo e o entretenimento.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
por Daniel Oliveira
O DailyShow.com vai ter um arquivo com 16 mil clips, disponibilizados do catálogo dos oito anos que Stewart já leva de apresentação do programa. O arquivo será gratuito, e estará organizado por temas. Por isso não inclui episódios inteiros.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
por Daniel Oliveira


Foto de António Pedro Ferreira

José Rodrigues dos Santos foi suspenso de funções e será alvo de um processo disciplinar para o seu despedimento. Em causa estão as declarações do pivot numa entrevista ao 'Público' e um artigo publicado no 'Diário de Notícias' sobre o tempo em que foi director de informação da RTP e as interferências governamentais no canal do Estado. Rodrigues dos Santos já não vai apresentar o telejornal da RTP hoje à noite.

Não me envolvo na relação entre o empregado e empregador e no desinteressante debate sobre o seu salário, os seus horários ou as suas queixas pessoais. Para isso existe um sindicato, caso José Rodrigues dos Santos seja sindicalizado. E existem tribunais do trabalho. Mas Rodrigues dos Santos levantou um problema político. E, ao que parece, às acusações de interferência do poder político na informação da RTP, a única resposta que a Administração da empresa pública tem para nos dar é um processo disciplinar ao jornalista. Isto sim, interessa. E não é pouco. Até porque o ambiente começa a ficar um pouco pesado.

PS: Novas informações dizem que Rodrigues dos Santos continua a apresentar o telejornal.


por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
por Daniel Oliveira



Eles são contra a existência de uma televisão do Estado. Eles acham que o mercado decide o que as pessoas querem e não querem ver. Eles não concordam que se tente impingir programas para públicos minoritários, porque isso é uma forma de ditadura cultural. Ainda mais quando esses programas se dirigem a públicos privilegiados que assim põem os outros a pagar pelos seus gosto. Eles acham isto tudo, mas não acham nada disto quando eles fazem parte da minoria Aí, eles querem a «promoção nacional a uma modalidade amadora», um bom «argumento do serviço público»?

PS: não só gosto de râguebi como, com grande perda para a modalidade, o joguei na adolescência. Passagem muitíssimo breve do pior jogador nacional pela pior equipa nacional, esclareça-se.


por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira



Já aqui falei de Kids Nation, o novo realaty show que vai estrear nos EUA. Crianças numa pequena aldeia, durante 40 dias, sem os seus pais por perto. Não há adultos para além da produção. Contrato assinado pelos pais: assumem a responsabilidade por ferimentos, acidentes, falta de assistência médica, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez e morte durante as gravações. Aqui fica a promoção.


por Daniel Oliveira
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