Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
por Daniel Oliveira
George W. Bush e Robert Gates defendem a retirada das tropas de território iraquiano.
Das tropas turcas, claro.

por Daniel Oliveira
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Domingo, 16 de Dezembro de 2007
por Daniel Oliveira
«A aviação militar turca está a bombardear posições dos rebeldes curdos no Norte do Iraque. Pelo menos uma mulher morreu e duas pessoas ficaram feridas nos ataques. Os habitantes de várias aldeias da região já deixaram as suas casas.»

Um passo estúpido e perigoso, como já aqui escrevi.

por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira



O governo turco prepara-se para alterar o artigo 301 (via Boina Frígia), que restringia a liberdade de expressão impedindo o insulto à Turquia e às suas instituições. A lei tem sido usada pelos nacionalistas para impedir referências ao genocídio arménio e levou à acusação judicial dos escritores Orhan Pamuk e Hrant Dink. O último foi assassinado. (A foto é minha)


por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira




O meu amigo Miguel Portas fez-me a seguinte critica (no meio de um longo e muitíssimo interessante texto sobre a Rússia) a propósito do que tenho escrito sobre Putin:

«O Daniel tem sido das pessoas que mais tem feito para denunciar “a islamofobia como o anti-semitismo do século XXI”. Por causa disso, tem abordado a questão turca com particular cuidado e equilíbrio. Pergunto-me se ele teria colocado o título “Lisboa mal frequentada” a uma visita de Gull ou Erdogan. Tenho a certeza de que não. Apesar de dirigirem um Estado prestes a invadir um outro país e reprimirem a resistência curda como os russos tratam da chechena. E que do ponto de vista dos Direitos Humanos é bem pior do que o russo. Não ocorreria ao Daniel tal título pela simples razão que ele sabe que a Turquia “é um processo em curso”. Sem abandonar as suas opiniões sobre Direitos Humanos, ele contextualizá-las-ia num sistema de prioridades que não fariam deste dossier o “dossier dos dossiers”.»

Vamos então por partes: Islamofobia, Turquia e Rússia.

Não tenho nenhum problema, quando falo de um país muçulmano, de fazer da questão dos direitos humanos a agenda a das agendas. Quando estive no Iemen, que o Miguel também conhece, escrevi variadíssimas vezes sobre o assunto. A minha questão é não aceitar para os países muçulmanos um tratamento de excepção. Quer isto dizer: quando há violação dos direitos humanos na Birmânia ou na China ou na Rússia, trata-se de uma questão política ou histórica. Quando chegamos aos países muçulmanos a razão passa logo a ser religiosa ou cultural. É isso, e não as merecedíssimas criticas à violação dos direitos humanos em tantos países árabes e muçulmanos, que transforma uma crítica política em islamofobia. Aliás, essa postura é transportada rapidamente para as comunidades muçulmanas no Ocidente. Não é, por isso, uma critica a regimes concretos, mas a todo um povo.

Ora, não sinto que ande por aí nenhum tipo de russofobia. As criticas que ouço e leio ao que se passa na Rússia são criticas ao regime e a Putin. Mais: dão sempre atenção aos que a ele se opõem internamente.

Quando não centro a minha atenção na questão dos direitos humanos quando escrevo sobre a Turquia, é exactamente porque, apesar dos evidentes atropelos aos direitos humanos (sobretudo dos curdos, mas não só), acontecem quando há um processo real de democratização. Erdogan, de quem, como o Miguel, estou ideologicamente distante (trata-se de um conservador de direita nos costumes num país aparentemente - e só aparentemente - laico, e de um liberal numa economia semi-socializada), está de facto a iniciar um processo de desmilitarização do Estado, de democratização da sociedade e de imposição de regras de respeito pela liberdade individual e religiosa. Mais: mesmo em relação aos curdos, e apesar da situação agora existente, houve uma enorme evolução. Erdogan iniciou uma nova fase na relação com os curdos. Menos violenta, culturalmente mais tolerante e com enormes investimentos em regiões esquecidas. Não era por acaso que a esquerda curda estava disposta a ajudar o AKP na eleição do Presidente, se tal tivesse sido necessário. Erdogan tem um espaço limitado e não sei se será capaz de manter esta postura com a questão curda. Até suspeito que não. Mas, não posso deixar de assinalar a evolução.

Pelo contrário, com Putin a violência sobre a Chéchénia não diminuiu e a perseguição indiscriminada a chechenos apenas pela sua nacionalidade não cessou. O discurso nacionalista, exactamente ao contrário do que acontece com a Turquia, é uma das principais fontes de legitimação do poder de Putin. Há maiores ataques, ao contrário da situação turca, às liberdades cívicas do que havia quando Putin chegou ao poder. Há uma centralização do poder num só homem, uma destruição de todos os elementos que podem constituir uma democracia e um crescendo de ataques às liberdades cívicas. Ou seja: entre o respeito pelos direitos humanos na Turquia e na Rússia a diferença pode não ser muito grande. Acontece que estão a caminhar (mesmo tendo em conta o disparate que se prepara no Curdistão iraquiano) para sentidos opostos. Sim, há "um processo em curso" na Turquia e outro na Rússia. Vão é para lados opostos. E essa é a diferença que faz da agenda dos direitos humanos central ou não. Na Turquia, devemos defende-la para acelerar as reformas. Na Rússia a coisa é mais dramática e urgente. Temos de a defender para travar algumas reformas.

Até percebo que o Miguel queira acentuar o papel de Putin na tentativa de travar as máfias e os oligarcas que tinham tomado conta da Rússia. Não é um pormenor. Os direitos humanos no meio do caos seriam sempre uma absoluta impossibilidade. E compreendo que não se esqueça que perante o capitalismo selvagem reinante foi fundamental devolver algumas funções ao Estado. A questão é sempre a que preço e levando a Rússia para onde. E é aqui que divirjo do Miguel. Num país qe praticamente nunca conheceu a democracia, num país Imperial e militarizado, Putin dá todos os sinais de querer mais do mesmo e não, como acontece na Turquia, partir do mesmo para chegar a um pouco melhor.


por Daniel Oliveira
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Domingo, 4 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira


Curdistão. Clique para ampliar mapa

Começa amanhã, em Washington, com o encontro entre George Bush e Recep Tayyip Erdogan, uma das maiores dores de cabeça para os EUA no Iraque.

O primeiro-ministro turco tem sabido, como nenhum dos seus antecessores, dar passos para resolver a questão curda. Aumentou em muito o investimento na zona curda, mudou o discurso belicoso e xenófobo das autoridades turcas em relação aos curdos e conseguiu, nas últimas eleições, o milagre de conquistar a maioria do voto das províncias curdas para o seu partido, o AKP. Se é verdade que a aliança entre os curdos e a esquerda turca deu uma vitória assinalável ao DTP, com fortes relações com o PKK, Erdogan e o seu partido pós-islamista têm as condições ideais para seduzir os curdos (a que os turcos chamam eufemisticamente de “turcos da montanha”). Sendo a identidade islâmica mais importante para o AKP do que a identidade nacional ou étnica, a religião acaba por criar as pontes necessárias para uma unidade nacional e para o combate, no terreno, à linha marxista e laica do PKK.

No entanto, a pressão interna sobre Erdogan tem aumentado. Como os nacionalistas laicos turcos perderam a derradeira batalha (impedir a eleição do presidente Abdullah Gül), resta-lhes, a eles e aos seus indefectíveis aliados militares, em acentuada perda de poder, obrigar a um ataque mais feroz aos curdos. E essa, mais do que o anti-islamismo, é uma causa popular entre a maioria do povo turco.

Mas, mesmo sem esta pressão, Erdogan tem um problema. E não é o PKK. O ataque ao PKK no Curdistão iraquiano é o pretexto, não é a razão desta ofensiva. A razão é mesmo a autonomia já muito próxima da independência do Curdistão Iraquiano. Sendo a única zona pacificada e bastante próspera do Iraque, a Turquia teme o peso económico e político de um Curdistão semi-independente. Massud Barzany, presidente da região Curda do Norte do Iraque, assinou recentemente quatro contratos petrolíferos ainda antes da aprovação da nova Lei do Petróleo, num claro desafio às autoridades iraquianas. Apesar do Presidente do Iraque (Jalal Talabani) ser curdo, o Curdistão está a jogar todas as cartadas para uma Autonomia próxima do separatismo.

Ao mesmo tempo, expulsam árabes da cidade de Kirkuk, a sul do Curdistão, pagando indemnizações com o objectivo de vir a vencer o referendo local próximo com vista à integração desta capital petrolífera do Iraque na região curda. Se o conseguirem passarão a ser uma potência petrolífera incontornável na zona. De tal forma este objectivo é importante que as autoridades curdas do Iraque ofereceram-se para colaborar com os turcos no combate ao PKK se em troca a Turquia aceitasse a integração de Kirkuk na região. A Turquia não o poderia aceitar. E, para dizer a verdade, não seria politicamente fácil para as autoridades curdas atacar os seus irmãos do lado turco.

Para os Estados Unidos tudo isto é um quebra-cabeças. Por três razões:

É um confronto entre dois aliados fundamentais. A Turquia é a porta de entrada para a região e um dos mais importantes aliados americanos na Europa e no Médio Oriente. Os curdos são os únicos aliados no território, a combater ao lado dos americanos não apenas no Curdistão, mas em Bagdad.

A fronteira entre a Turquia e o Iraque é a mais importante rota de abastecimento militar norte-americano. Por ali entra 70% da carga militar, 70% do combustível e 90% dos veículos para o exército. Se aquela fronteira é bloqueada por um conflito os americanos não sabem o que fazer.

Mesmo que nenhum destes problemas existisse, ao dizer que sim à Turquia não haveria como dizer que não ao Irão. O PJAK, organização congénere do PKK no Irão, a actuar também a partir do território iraquiano contra território iraniano, não é, ao contrário do PKK, considerada pelos EUA e Europa uma organização terrorista. Mas faz exactamente o mesmo que o PKK. As suas bases estão, aliás, muito próximas. Para embaraçar os EUA, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano já disse que queria participar no ataque turco. Um pesadelo para os EUA que querem tudo menos mais Irão no Iraque.

É este o novelo: uma país aliado fundamental quer atacar o único aliado no Iraque e um inimigo quer participar na festa, bloqueando a principal fronteira de abastecimento militar americano.

Apesar do objectivo turco ser o de domesticar e arrefecer os entusiasmos independentistas curdos, impedindo a todo o custo a integração do Kirkuk na região curda (estão também a ser expulsos turquemenos da cidade), não é provável, mesmo sabendo-se o enorme aparato militar que está montado na fronteira, que a Turquia arrase ou invada o Curdistão. O recado a dar é simples: o Curdistão pode ser próspero mas é bom que se lembre que não tem poder militar.

A Turquia é o maior investidor na promissora província, tem por lá centenas de empresas e é seu maior exportador. Entre o travão ao independentismo e a racionalidade dos negócios, a Turquia encontrará uma solução intermédia com acções militares cirúrgicas um pouco mais intensas daquelas que já hoje leva a cabo. Os EUA mais não poderão fazer do que tentar, com promessas de cooperação no combate ao PKK, que esse equilíbrio penda mais para a salvaguarda dos seus interesses: não permitir que a escalada militar destabilize a região, continuar a contar com o apoio curdo no Iraque, manter a rota de abastecimento militar aberta e impedir que o Irão aproveite a sua oportunidade.

Muita gente avisou que a ocupação do Iraque iria reactivar vários conflitos latentes. O do Curdistão era o que faltava e envolve dois adversários dos EUA (Irão e Síria), dois aliados (Turquia e Curdistão Iraquiano) e todo o frágil equilíbrio de poderes no Iraque. Veremos como Bush descalça mais esta bota.

O que escrevi aqui disse-o na TV Net, num debate que tive com Ângelo Correia a propósito do Curdistão e da Turquia e onde ainda houve algum tempo para falar da vinda de Mugabe a Portugal e do Líbano e em que, sem grande surpresa, estivemos no fundamental de acordo.


por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira



Repetindo a gracinha que levou às últimas eleições que reforçaram o AKP, o exército turco voltou a declarar publicamente que o Estado secular está em perigo.

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Domingo, 19 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira



A mulher do próximo presidente da Turquia pode não ser convidada para estar na tomada de posse do seu marido porque usa lenço.

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Terça-feira, 7 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira


Apoiantes do AKP festejam em Izmir, bastião do CHP (foto minha)

Acabei por não escrever aqui nada sobre os resultados das eleições turcas, depois de ter publicado algumas fotografias de campanha. Aqui vai, com 15 dias de atraso.

Depois de mais uma pressão do exército, os pós-islamistas de centro-direita não só venceram as eleições como reforçaram o seu peso eleitoral. Este facto é um passo importante a caminho da normalização democrática da Turquia. Numa república nascida da mão de ferro de Ataturk, com um secularismo com traços totalitários e anti-liberais, uma língua escrita inventada na cabeça de engenheiros da cultura, imposições políticas sobre o vestuário e os hábitos individuais, tudo isto imposto por um exército que foi ditando as regras e pondo e depondo governos, a recondução do AKP é uma boa notícia para a democratização turca.

Se é verdade que os direitos das mulheres na Turquia só têm paralelo islâmico (e mesmo assim distante) com algumas ditaduras laicas muçulmanas, é preciso ter em conta que são direitos aparentes. 70% das mulheres não trabalham e até estas últimas eleições a representação feminina no Parlamento era de 4 por cento. Ou seja, os direitos das mulheres são um luxo da elite porque apenas para a elite o cento-esquerda do CHP (o grande derrotado destas eleições) e os outros partidos nacionalistas foram governando.

A vitória do AKP, por mais que me custe dize-lo (já que em matéria económica têm um programa neo-liberal de privatizações) foi também uma boa notícia para a economia turca. Porque não basta ter um programa económico de esquerda. Se ele for incompetente, de pouco serve. Os números do desemprego, crescimento e redução drástica da inflação para valores minimamente aceitáveis deixam pouco espaço para debate. O AKP representa uma nova elite económica, vinda da Antólia profunda e descomprometida com a velha oligarquia turca. Mais inovadores e menos instalados.

A vitória do AKP é uma boa notícia para a Europa. Não deixa de ser extraordinário que seja o partido pós-islamista o mais europeista de todos os partidos turcos e quem iniciou as negociações para uma adesão sempre adiada pela Europa e na qual, infelizmente, os turcos já nem acreditam. E é pena. A possibilidade de integração na Europa (da qual a Turquia deveria fazer parte por pleno direito) foi um dos grandes motores para as reformas políticas e o grande travão às ingerências anti-democráticas dos militares. Mas o AKP faz o pleno: ao mesmo tempo que se abre à Europa não teme as relações com os seus vizinhos árabes, que tanto assustam o nacionalismo turco.

Por fim, foi uma excelente notícia para o povo curdo. A república turca foi construida tendo como base ideológica o kemalismo (os seguidores de Mustafa Kemal Ataturk - “ataturk” que dizer “pai da Turquia”), um nacionalismo de traços fascizantes, quase supremacista, que esmagou diferenças culturais, misturado com uma ocidentalização forçada. Não deixa de ser perturbante como o fundador seja ainda inquestiobnado na Turquia, um país em que a história foi reescrita como em qualquer ditadura. Onde falar de Curdistão ou referir o genocídio arménio continua a ser um pecado mortal. Ao contrário do CHP (de centro-esquerda) e o MHP (de extrema-direita), o AKP tem como principal identidade a religião e não qualquer traço étnico. Poderão dizer que é pior a emenda que o o soneto. Acontece que nela cabe mais gente e cabem os curdos, que são um quinto da população. Em vez da mão de ferro, o governo de Erdogan tem usado do investimento e da sedução para impedir o separatismo. Enquanto a extrema-direita do MHP (que também teve um excelente resultado nestas eleições) fez da necessidade de esmagar a guerrilha curda e de entrar no Curdistão iraquiano em força o seu mote de campanha, o AKP tem mantido uma política mais moderada e prudente no conflito.

Outro vencedor destas eleições foi o DSP (que inclui curdos e o Partido da Liberdade e Solidariedade, membro do Partido da Esquerda Europeia), que elegeu 23 deputados em listas independentes (para contornar a barreira dos 10%), grande parte deles curdos. Serão um elemento fundamental no novo xadrez político da Turquia.

O AKP deverá finalmente eleger o Presidente da República. O CHP tem boicotado tal possibilidade, abandonando o Parlamento e impedindo a existência de quórum, já que, por uma qualquer razão inexplicável, considera que o lugar não pode ser ocupado por aqueles que venceram as eleições.

Por fim, a vitória do AKP é uma excelente notícia para o Médio Oriente. Prova que o islamismo pode sofrer uma transformação democrática e evoluir para qualquer coisa de semelhante com a democracia-cristã europeia (se retirarmos o programa económico liberal). Longe deles, não deixo de me satisfazer com o facto de respeitarem as regras da democracia e da liberdade. Claro que há preocupações a ter em conta. Num país onde o aborto é legal há décadas, onde a homossexualidade é aceite nos grandes centros urbanos como Istambul, onde pelo menos na lei as mulheres têm direitos adquiridos que são gozados pela elite, o conservadorismo do AKP é assunto sério. A memória do Irão tira o sono a muitos turcos e é compreensível. O exemplo está demasiado próximo. Mas a realidade e as circunstâncias são demasiado diferentes.

Por isso, vale a pena não dramatizar. Existe na Turquia uma classe média pujante que dificilmente deixará que se recue em direitos adquiridos. E, para lá de todos os fantasmas que a oposição tenta vender ao Ocidente, o AKP não tocou em nenhum deles. Nem sequer em matérias que espero que venha a alterar, como o direito das mulheres que chegam à faculdade usarem o lenço que é comum nas classes mais baixas (60% das mulheres usam). Esta interdição, mais do que proteger os direitos das mulheres, é uma demonstração do autismo da elite e do autoristarismo do poder que foi governando a Turquia com a ajuda dos militares.

Se a Europa der os sinais necessários, estou convencido que depois da transformação dos islamistas serão os nacionalistas a aceitarem as regras democráticas. Está nas nossas mãos.

Noutro post falarei da minha viagem à Turquia para lá da política. Sobretudo de um lugar que me deixou esmagado: a Capadócia.


por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira


Que saudades das pacatas campanhas portuguesas. As eleições são este domingo.






AKP, Partido da Justiça e do Desenvolvimento: pós-islamistas de centro-direita, liberais na economia, conservadores nos costumes e europeistas.



CHP, Partido Republicano do Povo: secularistas e nacionalistas de centro esquerda, antigo principal partido da Turquia com apoio dos militares



MHP, Partido de Acção Nacional: nacionalistas de extrema-direita, que associam o governo ao terrorismo e centram o seu discurso no ataque aos curdos. Ja foram o principal partido da direita turca.




Partido Democrata e Partido da Juventude: podem ultrapassar a barreira dos 10% e entrar no Parlamento. Os democratas são de centro-direita e liberais.



Independentes: há mais de 700 candidatos independentes, muitos deles de esquerda e muitos curdos do DTP, que poderão ser eleitos




Pequenos partidos: comunistas, trabalhistas, islamistas. São mais de 14 partidos e a maioria não tem qualquer possibilidade de eleger deputados.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira



Até às eleições não terei oportunidade de escrever e depois delas estarei na Turquia. De Istambul à Capadócia, de Patara a Esmirna. Tentarei ir postando de lá, quando for possível, para vos contar o que vejo. Até porque na primeira das três semanas que andarei a passear pelo país apanharei o fim da campanha eleitoral para as legislativas, uma das mais importantes que a Turquia já viveu. Darei novidades. Antes de abandonar o computador ainda deixarei aqui um post especial.

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