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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Chávez lá fora. E cá dentro?

Daniel Oliveira, 30.12.07


Hugo Chávez foi escolhido pelos leitores do Arrastão como a personalidade política internacional que marcou o ano de 2007. Eu votei em Vladimir Putin.

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Seguindo a mesma lógica do inquérito anterior (saber quem foi relevante independentemente das simpatias de cada um, o Arrastão propõe que se escolha agora a personalidade nacional que marcou o ano de 2007. Dez nomes: Alberto João Jardim (pela reeleição reforçada depois de um braço de ferro com o governo), António Costa (pela vitória em Lisboa), Carvalho da Silva (como principal figura da oposição num ano de greve geral e de greve na Função Pública), Joe Berardo (por ter criado o caos na PT, no BCP, quase no Benfica e ainda ter inaugurado um museu com o seu nome), José Sócrates (pela presidência portuguesa, o caso Independente e, claro, mais um mandato como primeiro ministro), Luís Filipe Menezes (por ter corrido com Mendes sem que este tivesse chegado sequer a eleições), Mário Lino (por todo o debate à volta da Ota), Pinto da Costa (pelos sucessos desportivos e casos jurídicos e literários), Pinto Monteiro (pela sua chegada à PGR num ano em que a justiça voltou a estar no centro do espectáculo mediático) e Ricardo Araújo Pereira (pelo ano da consagração, com vários casos que deram que falar, como o de Marcelo e o cartaz do PNR). As escolhas são discutíveis, mas parecem-me equilibradas.

Inquérito

Daniel Oliveira, 26.12.07
À pergunta "Concorda com a alteração da Lei Eleitoral Autárquica nos moldes que estão a ser negociados entre o PS e o PSD?" 225 leitores (73%) responderam que "não" e 82 (27%) disseram que "sim".

Novo inquérito na coluna da direita: "Qual a figura mais relevante de 2007?" Escolhi 10 políticos internacionais: Al Gore, Durão Barroso, George Bush, Hu Jintao, Hugo Chávez, Mahmoud Ahmadinejad, Nicolas Sarkozy, Robert Mogabe, Tony Blair e Vladimir Putin. Podia ter escolhido outros, mas estes parecem-me cobrir os principais acontecimentos políticos do ano. A ideia não é saber qual agrada ou desagrada mais aos leitores, mas apenas qual terá sido o que mais marcou o ano que agora acaba.

A ironia

Daniel Oliveira, 04.12.07
«Em Cuba, o clima não era de regozijo, mas o jornal Granma, órgão oficial do regime castrista, saudou a "ética" de Hugo Chávez, por ter aceite este revés.» (Público). Em título: « Hugo Chávez: a Revolução demonstrou sua ética»

De facto, não há memória do regime cubano ter alguma manifestado alguma dificuldade em aceitar os resultados eleitorais. Vantagens da derrota não ser uma possibilidade.

Matar a fome é populismo

Daniel Oliveira, 03.12.07
"Muitos autocratas fazem-se reeleger sem necessitarem de desenvolver os seus países ao tirarem partido da renda de riquezas como o petróleo. Até podem matar a fome no curto prazo, mas hipotecam o futuro". José Manuel Fernandes

Eu julgava que matar a fome a curto prazo seria mesmo a prioridade das prioridades de qualquer governo normal. Dos que conseguem e dos que não conseguem desenvolver os seus países. E sejam quais forem as fontes de rendimento para o fazer, incluindo a que está mais à mão. É que sem almoço e sem jantar o desenvolvimento não é tão agradável. Bem sei que José Manuel Fernandes, como os mais visionários dos revolucionários, acha que devemos sempre sofrer hoje para esperar pela felicidade em amanhãs que cantam. E tem razão. O sistema digestivo é que é economicamente irracional. Tem pressa, o idiota.

Afinal, uma boa notícia

Daniel Oliveira, 03.12.07


Ao contrário do que se pensava à hora de fecho dos jornais, com quase um empate (51% para o não e 49% para o sim), Chávez perdeu o referendo à revisão constitucional. Chávez assumiu a derrota. Provam-se duas coisas: que a Venezuela não é uma ditadura e que os venezuelanos são sábios. Travaram Chávez onde era importante. Esperemos que ele perceba o recado dos eleitores e de muitos dos seus aliados que estiveram do lado do "não". Sim, os venezuelanos querem uma vida melhor. Não, não querem mais um ditador.

Chávez pode ter vencido o referendo (em actualização)

Daniel Oliveira, 02.12.07

A votos

Daniel Oliveira, 02.12.07

Hoje a revisão constitucional chavista vai a votos. Tenho a esperança que os venezuelanos a chumbem e fico satisfeito por saber que alguns dos aliados mais sensatos de Hugo Chávez estão a fazer campanha contra ela. Um chumbo podia criar ainda mais instabilidade no país, é verdade. Mas também podia, se o bom senso ganhasse algum espaço no governo venezuelano, travar a espiral egocêntrica de Chávez.

Na Rússia, pelo contrário, nenhum esperança. Putin domina tudo, das televisões à máquina de repressão. Mas isso não interessa a ninguém, claro. Putin tem mais amigos no Ocidente o que faz dele um respeitável Chefe de Estado, independentemente de todas as evidências.